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O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considerando as regras de pontuação da norma padrão, assinale a alternativa CORRETA quanto ao emprego dos sinais de pontuação no período.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
De acordo com o texto-base, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considere o trecho do texto-base:
Esse processo envolve também a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa identidade.
De acordo com o trecho apresentado, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação às relações sintáticas e semânticas presentes no período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação à análise sintática da oração destacada, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação à regência verbal do verbo destacado no período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Considerando os sentidos produzidos pelos termos no contexto do período, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Assinale a alternativa CORRETA que contenha apenas termos adjetivos.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Em relação ao emprego do acento indicativo de crase nos trechos destacados, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá
de base para responder à questão.
O que acontece no cérebro
quando ouvimos opiniões diferentes — e como treinar nossa capacidade de escuta
Ouvir uma opinião contrária
à nossa quase sempre provoca alguma reação. Embora muitas vezes atribuamos essa
dificuldade a fatores culturais ou pessoais, a ciência mostra que ela também
está relacionada ao funcionamento do cérebro.
A neurociência explica por
que ouvir ideias diferentes é tão desafiador. A discordância ativa sistemas
cerebrais responsáveis por detectar conflitos e preservar a coerência interna
do pensamento. Por isso, quando nos deparamos com ideias que entram em choque
com nossas crenças, tendemos a reagir rapidamente e, muitas vezes, de forma
defensiva.
Quando somos expostos a uma
opinião que contradiz a nossa forma de pensar, o cérebro não começa avaliando
argumentos de maneira racional. Antes disso, ele identifica que existe um
conflito. Uma das regiões envolvidas nesse processo é o córtex cingulado anterior
(CCA). Essa estrutura atua como um sistema de monitoramento responsável por
detectar inconsistências entre expectativas e realidade, além de conflitos
entre respostas ou entre crenças.
Estudos indicam que o córtex
cingulado anterior participa de circuitos ligados tanto ao controle cognitivo
quanto ao processamento da dor física e social. Por essa razão, uma opinião
contrária pode ser percebida pelo cérebro como algo desconfortável ou potencialmente
ameaçador, mesmo quando não há confronto direto entre as pessoas.
Outras regiões cerebrais
também entram em atividade nesse processo. A amígdala está relacionada às
respostas a ameaças, enquanto a ínsula participa da percepção de estados
corporais de mal-estar. O resultado dessas ativações é familiar para muitas
pessoas: tensão no corpo, sensação de desconforto e tendência a se defender ou
a encerrar rapidamente a conversa.
Posteriormente, entra em
ação o córtex pré-frontal dorsolateral, região associada a funções cognitivas
superiores, como planejamento, inibição de impulsos e tomada de decisões. Essa
área contribui para regular as reações emocionais e possibilita uma avaliação
mais refletida da situação.
Aceitar um ponto de vista
diferente do nosso exige esforço mental. O cérebro precisa manter
simultaneamente dois modelos mentais incompatíveis: aquilo em que acreditamos e
aquilo que o outro afirma. Em seguida, é necessário comparar essas
representações e avaliar se alguma delas deve ser modificada.
Esse processo envolve também
a chamada dissonância cognitiva, isto é, o mal-estar psicológico que surge
quando uma informação ameaça a coerência da nossa visão de mundo ou da nossa
identidade. Em muitas situações, esse desconforto leva as pessoas a reforçar as
crenças que já possuem, em vez de considerar seriamente o ponto de vista
contrário.
Além disso, diversas crenças
estão ligadas ao sentimento de pertencimento a determinados grupos sociais.
Alterar uma perspectiva pode ser vivido, ainda que de forma inconsciente, como
um risco social, como sentir constrangimento, perder status ou ser excluído. O
cérebro social tende a evitar esse tipo de ameaça.
Outro elemento importante
nesse processo é o estresse. Quando os níveis de estresse são elevados ou
prolongados, o sistema nervoso entra em estado de alerta. Nessa condição,
diminui a capacidade do córtex pré-frontal de regular as emoções e de lidar com
divergências de forma equilibrada. Assim, ouvir com calma e refletir sobre
argumentos diferentes torna-se mais difícil.
Apesar dessas dificuldades,
há um aspecto positivo: os sistemas cerebrais envolvidos na regulação emocional
e no controle cognitivo são maleáveis e se modificam com a experiência.
A dificuldade de ouvir
opiniões divergentes aparece com frequência no debate social contemporâneo,
especialmente em contextos nos quais decisões coletivas precisam ser tomadas,
como equipes de trabalho, instituições ou espaços de liderança. Quando um desacordo
não é bem conduzido, ele gera conflitos interpessoais, falhas de comunicação e
deterioração do clima emocional.
Felizmente, é possível treinar a capacidade de escuta. Estudos desenvolvidos pelo grupo Neurociência do Bem-estar da Universidade de Sevilha mostram que o treinamento da regulação fisiológica e emocional está associado a uma maior capacidade de pensar antes de responder, ouvir com menor reatividade e conduzir conversas difíceis com mais clareza.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela
discordância, mas aprender a regulá-lo. Ouvir não significa concordar nem
abandonar os próprios valores. Significa sustentar o desconforto pelo tempo
necessário para ampliar a compreensão da situação.
Em um mundo cada vez mais
polarizado, a capacidade de escutar opiniões é compreendida como uma habilidade
a ser desenvolvida. Entender como o cérebro reage às divergências é um passo
importante para substituir reações automáticas por respostas mais calmas,
claras e conscientes.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/crm83ke7d4ro.adaptado.
Assim, o objetivo não é evitar o desconforto provocado pela discordância, mas aprender a "regulá-lo".
Em relação à colocação pronominal no trecho destacado, assinale a alternativa CORRETA.
I.A recepção da obra de arte é influenciada pelo repertório cultural do observador, permitindo que o objeto artístico comunique nuanças distintas em diferentes contextos históricos.
II.A cultura de massa utiliza a reprodutibilidade técnica da arte para democratizar o acesso à beleza, extinguindo qualquer forma de alienação ou exploração comercial dos produtos culturais.
III.O processo de comunicação artística envolve a interação entre o criador, a obra e o público, estabelecendo um diálogo que transcende a linguagem verbal puramente utilitária.
Está CORRETO o que se afirma em:
(__)O foco no processo criativo privilegia a experiência do "fazer", na qual a interatividade e a interdependência entre os membros do grupo produzem efeitos terapêuticos imediatos.
(__)A investigação da simbologia deve servir como pretexto para a medicalização de inadequações sociais, vedando-se a produção de autonomia e cidadania.
(__)A análise da produção artística deve considerar a genealogia dos eventos, permitindo uma leitura singular da vulnerabilidade orgânica e social de cada usuário.
(__)O arteterapeuta deve impor ao paciente uma interpretação simbólica padronizada e rígida.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo
(__)A linguagem artística permite o reconhecimento de nuanças do adoecimento que muitas vezes são omitidas em anamneses puramente verbais e burocráticas.
(__)Na atenção básica, a arteterapia prioriza procedimentos estruturados de avaliação psicológica e registro clínico formal, reduzindo o uso de processos expressivos espontâneos na investigação das experiências subjetivas dos usuários.
(__)O suporte técnico-pedagógico em arteterapia produz ação educativa com a equipe, qualificando a escuta das dimensões subjetivas dos usuários no território.
(__)O diálogo mediado pela arte deve ser interrompido quando o cliente manifestar angústia frente às dificuldades da vida em áreas de vulnerabilidade econômica.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
(__)O Cubismo, representado por Pablo Picasso e Georges Braque, buscou a decomposição das formas em planos geométricos e a representação simultânea de múltiplos pontos de vista.
(__)O Surrealismo utilizou o automatismo psíquico e a exploração do mundo onírico como recursos de criação, tendo em Salvador Dalí um de seus principais expoentes.
(__)O Impressionismo, de Claude Monet, defendia que o artista deveria pintar em estúdios fechados com luz artificial para garantir a nitidez dos detalhes anatômicos.
(__)O Fauvismo caracterizou-se pelo uso arbitrário e intenso da cor, desvinculando-a da realidade imediata, conforme observado nas obras de Henri Matisse.
Após análise, assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA dos itens acima, de cima para baixo:
I.O potencial criativo humano deve ser estimulado como meio de produzir autonomia e aumentar o potencial de escolha dos sujeitos na eleição de formas de vida mais saudáveis.
II.O amadurecimento do processo criativo em grupos depende da capacidade da equipe de tomar as diferenças e conflitos na sua dimensão positiva e produtora de novos sentidos.
III.A criatividade humana é um recurso biológico restrito a indivíduos que possuam alta renda per capita e formação acadêmica em centros de tecnologia centralizados na Europa.
Está CORRETO o que se afirma em: