Questões de Concurso Sobre interpretação de textos em português

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Q4331674 Português
Como afirma Paulo Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” (Pedagogia do Oprimido). Tal proposição desloca a compreensão da leitura de um plano estritamente linguístico para uma dimensão histórico-social, na qual o sujeito leitor não apenas decodifica signos, mas interpreta criticamente a realidade que os produz. Nesse horizonte, ler implica reconhecer que todo discurso é atravessado por intencionalidades e relações de poder, exigindo do leitor uma postura ativa, capaz de problematizar sentidos e desvelar ideologias subjacentes. Desse modo, a leitura configura-se como prática emancipatória, na medida em que articula linguagem, experiência e consciência crítica.
No contexto do texto, a expressão “argumento de autoridade” relaciona-se ao uso da citação porque:
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Q4331673 Português
Como afirma Paulo Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” (Pedagogia do Oprimido). Tal proposição desloca a compreensão da leitura de um plano estritamente linguístico para uma dimensão histórico-social, na qual o sujeito leitor não apenas decodifica signos, mas interpreta criticamente a realidade que os produz. Nesse horizonte, ler implica reconhecer que todo discurso é atravessado por intencionalidades e relações de poder, exigindo do leitor uma postura ativa, capaz de problematizar sentidos e desvelar ideologias subjacentes. Desse modo, a leitura configura-se como prática emancipatória, na medida em que articula linguagem, experiência e consciência crítica.
A partir da citação “a leitura do mundo precede a leitura da palavra”, infere-se que:
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Q4331672 Português
Como afirma Paulo Freire, “a leitura do mundo precede a leitura da palavra” (Pedagogia do Oprimido). Tal proposição desloca a compreensão da leitura de um plano estritamente linguístico para uma dimensão histórico-social, na qual o sujeito leitor não apenas decodifica signos, mas interpreta criticamente a realidade que os produz. Nesse horizonte, ler implica reconhecer que todo discurso é atravessado por intencionalidades e relações de poder, exigindo do leitor uma postura ativa, capaz de problematizar sentidos e desvelar ideologias subjacentes. Desse modo, a leitura configura-se como prática emancipatória, na medida em que articula linguagem, experiência e consciência crítica.
A incorporação da citação de Paulo Freire no texto tem a função de:
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Q4329644 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A relação estabelecida entre o pequeno príncipe e a flor sugere que: 
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Q4329643 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A descrição do preparo da flor (“Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente...”) contribui para:
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Q4329642 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
O trecho “Podia ser uma nova espécie de baobá” revela que o pequeno príncipe:
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Q4329641 Português
TEXTO: PEQUENO PRÍNCIPE E A FLOR


    Sempre houvera, no planeta do pequeno príncipe, flores muito simples, ornadas de uma só fileira de pétalas e que não ocupavam lugar, nem incomodavam ninguém. Apareciam certa manhã na relva, e logo à tarde se extinguiam.

     Mas aquela brotara um dia de um grão trazido não se sabe de onde e o principezinho vigiara de perto o pequeno broto tão diferente dos outros. Podia ser uma nova espécie de baobá.

     Mas o arbusto logo parou de crescer e começou, então, a preparar uma flor.

     O principezinho, que assistia à instalação de um enorme botão, bem sentiu que sairia dali uma aparição miraculosa; mas a flor não acabava mais de prerpararse, de preparar sua beleza, no seu verde quarto. Escolhia as cores com cuidado. Vestia-se lentamente, ajustava uma a uma as suas pétalas. Não queria sair como os cravos, amarrotada. No radioso esplendor de sua beleza é que ela queria aparecer. Ah! Sim. Era vaidosa. Sua misteriosa toalete, portanto, durara dias e dias.

    E eis que numa bela manhã, justamente à hora do sol nascer, havia-se, afinal mostrado.

     E ela que se preparava com tanto mesmero, disse, bocejando:

     - Ah! Eu acabo de despertar... Desculpa ... Estou ainda toda despenteada ...

     O principezinhp, então, não pode conter o seu espanto.

    - Como és bonita!

    - Não é? – respondeu a flor docemente. – Nasci ao mesmo tempo que o sol ...

     O principezinho percebeu logo que a flor não era modesta.

    Mas era tão comovente!

    - Creio que é hora do almoço – acrescentou ela. – Tu poderias cuidar de mim ...


    E o principezinho, embaraçado, fora buscar um regador com água fresca e servira a flor!

    Ela era única, no seu planeta.


Antoine Saint-Exupéry
A respeito da caracterização da flor no texto, é correto afirmar que ela é apresentada como:
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Q4329518 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



O homem de negócios era um homem sério, não podia perder tempo. Ele não tinha tempo para que que? Assinale a alternativa correta:
Alternativas
Q4329517 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



A atitude do principezinho durante o diálogo mostra que ele é:
Alternativas
Q4329516 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



Segundo o texto, por que o homem de negócios diz que não tem tempo para passeios?
Alternativas
Q4329515 Português

TEXTO: O HOMEMDE NEGÓCIOS


    Uf! São pois quinhentos e um milhões, seiscentos e vinte e dois mil, setecentos e trinta e um.


    -Quinhentos milhões de que?


    - Hem? Ainda estás aqui? Quinhentos e um milhões de ...eu não sei mais ... Tenho tanto trabalho! Sou um sujeito sério, não me preocupo com ninharias. Dois, cinco, sete ...


    Quinhentos milhões de que? Repetiu o principezinho, que nunca na sua vida renunciara a uma pergunta, uma vez que a tivesse feito.


    O homem de negócios levantou a cabeça:


    - Há cinquenta e quatro anos que habito este planeta e só fui incomodado três vezes. A primeira vez há vinte anos, por um besouro caído não sei de onde. Fazia um barulho terrível 


, e cometi quatro erros na soma. A segunda foi há nove anos, por uma crise de reumatismo. Falta de exercício. Não tenho tempo para passeio. Sou um sujeito sério. A terceira ... é esta! Eu dizia, portanto, quinhentos e um milhões ...


    -Milhões de que?


    O homem de negócios compreendeu que não havia esperança de paz:


    - Milhões dessas coisinhas que se vêm às vezes no céu.


    - Moscas?


    Não, não. Essas coisinhas que brilham.


    Abelha?


    - Também não. Essas coisinhas douradas que fazem sonhar os ociosos. Eu cá sou um sujeito sério. Não tenho tempo para divagações.


    Ah! Estrelas?


    - Isso mesmo. Estrelas.



Antoine de Saint-Exupéry



O que o homem de negócios estava fazendo quando o principezinho começou a conversar com ele?
Alternativas
Q4327429 Português

A tira a seguir é referência para a questão.  



Qual é o tema central abordado na tira?  
Alternativas
Q4327428 Português

Os versos da música a seguir são referência para a questão.



Voando Pro Pará Joelma


Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa


Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café


Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir



Disponível em: https://www.letras.mus.br/joelma/voando-pro-para/print.html. 

Leia o trecho da letra a seguir:



Deslocado



Conto os dias para mim / Com a mala arrumada

Já quase não cabia a saudade acumulada

Do azul, vejo o jardim / Mesmo por trás da asa

Mãe, olha à janela, que eu tou a chegar a casa



Por mais que possa parecer

Eu nunca vou pertencer àquela cidade

O mar de gente, o Sol diferente, o monte de betão

Não me provoca nada / Não me convoca casa



Disponível em: https://www.letras.mus.br/napa/deslocado/print.html.



Considerando os aspectos comuns às letras de “Deslocado” e “Voando Pro Pará”, o eu lírico de cada canção expressa:



1. Relação afetiva com um lugar de pertencimento.


2. Desejo de retorno a um lugar significativo.


3. Valorização do distanciamento como forma de liberdade pessoal.


4. Valorização de experiências ligadas à memória afetiva.



Assinale a alternativa correta.  

Alternativas
Q4327426 Português

Os versos da música a seguir são referência para a questão.



Voando Pro Pará Joelma


Eu vou tomar um tacacá

Dançar, curtir, ficar de boa

Pois quando chego no Pará

Me sinto bem, o tempo voa


Chegou o mês de férias, vou voando pro Pará

Vou direto ao Ver-o-Peso apurar meu paladar

Ficar bem à vontade e fazer o que quiser

E matar minha saudade da pupunha com café


Eu vou

Na Estação das Docas, vou

Ver o Re x Pa no estádio

Vou sair à noite com os amigos, eu vou me jogar

Eu vou

Lá no Mangal das Garças, vou

No Forte do Presépio

E, depois do Point do Açaí, eu quero me divertir



Disponível em: https://www.letras.mus.br/joelma/voando-pro-para/print.html. 

Os versos apresentam as seguintes proposições, EXCETO:
Alternativas
Q4327424 Português

O texto a seguir é referência para a questão.



Lojas de conveniência para combater a solidão? Em Seul, tem



    Quando se pensa numa loja de conveniência, a imagem que logo vem à cabeça é a de um quebra-galho para comer um sanduíche ou comprar algum item de emergência de madrugada. No entanto, em Seul, capital da Coreia do Sul, foi criada uma nova modalidade: as “lojas de conveniência para a mente”. O país enfrenta uma severa epidemia de solidão e está investindo num programa de locais acolhedores para quem se sente muito só.

    Seul tem perto de dez milhões de habitantes e, nas últimas duas décadas, o número de lares com apenas um morador passou de 16% para 40% dos domicílios da cidade. Em 2022, uma pesquisa revelou que 62% se queixavam do isolamento e, mesmo entre os jovens, o índice era bastante alto. Em todo o país, foram computadas 3.600 “mortes solitárias” em 2023 – quando as pessoas morrem e ninguém se dá conta do ocorrido por semanas e até meses.

    Para utilizar o espaço, os visitantes precisam apenas preencher um questionário com cinco perguntas. Ali, é possível fazer uma massagem nos pés, tomar uma sopa de noodles, assistir a um filme, ou simplesmente passar um tempo na companhia de outras pessoas. Ninguém é obrigado a conversar ou interagir. Para os idealizadores do projeto, estar próximo de outros seres humanos é o suficiente. Assistentes sociais estão disponíveis para quem precisa de um apoio maior.

    No ano passado, o prefeito da cidade lançou “Seul sem solidão”, um programa com cinco anos de duração ao qual foram destinados 1.8 bilhão de reais. Em março, foram abertas as primeiras quatro lojas de conveniência para a mente. Em abril, foi disponibilizada uma linha direta que, em julho, já tinha recebido mais dez mil chamadas – o triplo do previsto. Desse total, 63% eram de gente de meia-idade; 31%, jovens adultos; e apenas 5% idosos.



Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2025/07/24/lojas-de-conveniencia-para-combater-a-solidao-em-seultem.ghtml. Adaptado.

A respeito dos dados presentes no texto, é correto afirmar:  
Alternativas
Q4327423 Português

O texto a seguir é referência para a questão.



Lojas de conveniência para combater a solidão? Em Seul, tem



    Quando se pensa numa loja de conveniência, a imagem que logo vem à cabeça é a de um quebra-galho para comer um sanduíche ou comprar algum item de emergência de madrugada. No entanto, em Seul, capital da Coreia do Sul, foi criada uma nova modalidade: as “lojas de conveniência para a mente”. O país enfrenta uma severa epidemia de solidão e está investindo num programa de locais acolhedores para quem se sente muito só.

    Seul tem perto de dez milhões de habitantes e, nas últimas duas décadas, o número de lares com apenas um morador passou de 16% para 40% dos domicílios da cidade. Em 2022, uma pesquisa revelou que 62% se queixavam do isolamento e, mesmo entre os jovens, o índice era bastante alto. Em todo o país, foram computadas 3.600 “mortes solitárias” em 2023 – quando as pessoas morrem e ninguém se dá conta do ocorrido por semanas e até meses.

    Para utilizar o espaço, os visitantes precisam apenas preencher um questionário com cinco perguntas. Ali, é possível fazer uma massagem nos pés, tomar uma sopa de noodles, assistir a um filme, ou simplesmente passar um tempo na companhia de outras pessoas. Ninguém é obrigado a conversar ou interagir. Para os idealizadores do projeto, estar próximo de outros seres humanos é o suficiente. Assistentes sociais estão disponíveis para quem precisa de um apoio maior.

    No ano passado, o prefeito da cidade lançou “Seul sem solidão”, um programa com cinco anos de duração ao qual foram destinados 1.8 bilhão de reais. Em março, foram abertas as primeiras quatro lojas de conveniência para a mente. Em abril, foi disponibilizada uma linha direta que, em julho, já tinha recebido mais dez mil chamadas – o triplo do previsto. Desse total, 63% eram de gente de meia-idade; 31%, jovens adultos; e apenas 5% idosos.



Disponível em: https://g1.globo.com/bemestar/blog/longevidade-modo-de-usar/post/2025/07/24/lojas-de-conveniencia-para-combater-a-solidao-em-seultem.ghtml. Adaptado.

De acordo com o texto, é correto afirmar que as lojas de conveniência para a mente em Seul:  
Alternativas
Q4310175 Português

Texto para o item.


Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar



    A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.

    A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.

    O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?

    A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.

    O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.

    Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.



Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.




Na construção “Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.”, a seguinte reescrita do trecho manteria a correção gramatical, mas alteraria o sentido do texto: Ainda que os órgãos de controle já realizem essas funções, é necessária uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não somente de sanção.
Alternativas
Q4310171 Português

Texto para o item.


Conselho de Ética, compliance e soberania popular: difícil de equilibrar



    A integridade do mandato eletivo constitui premissa básica para uma democracia sustentável. No Brasil, a fiscalização interna é exercida pelos Conselhos de Ética e Decoro Parlamentar, que desempenham papel central na manutenção da integridade institucional.

    A análise da responsabilidade não pode ser restrita ao processamento de denúncias. Pelo contrário, deve contemplar a equação complexa que envolve a disciplina interna, a observância de normas de conduta profissional e o principal: o respeito à soberania popular, que também não merece ser absoluta.

    O rito processual é juridicamente formal, visando garantir o contraditório e a ampla defesa. Os elementos inerentes ao devido processo legal, mesmo em foros interna corporis, devem ser observados. Mas como manter o equilíbrio entre a técnica e a vontade das urnas, respeitando critérios mínimos de moralidade?

    A responsabilidade primária do Conselho é o estabelecimento de um juízo de fato e de direito sobre a violação do decoro. Contudo, o sistema confronta‑se com um risco estrutural: a subsunção do juízo ético pelo juízo político. O compliance surge, assim, como uma necessidade inadiável, exigindo a adoção de mecanismos internos que garantam a conformidade e a transparência.

    O compliance demandaria a criação de regras claras de conflito de interesses, estabelecendo um sistema rigoroso de registro e divulgação de interesses, assegurando que o mandato não se utilize para ganho privado. Exigiria, ainda, a transparência patrimonial, mediante a fiscalização efetiva do uso de verbas, garantindo a probidade na gestão dos recursos públicos. Embora os órgãos de controle já exerçam essas funções, é necessário estimular uma cultura que transforme o Código de Ética em um estilo de governança, e não apenas de punição.

    Por último, a integridade do sistema é sustentada por três pilares que devem permanecer em equilíbrio. A responsabilidade do Conselho de Ética deve ser a de instruir processos com rigor técnico e isenção. O compliance deve atuar de forma preventiva e estrutural. A soberania popular deve ser o limite, assegurando que o ato extremo da sanção se motive pela ofensa grave ao decoro, e não pela disputa de poder. Dessa forma, a manutenção desse equilíbrio tridimensional é um imperativo constitucional.



Internet: <veja.abril.com.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.



No trecho “a subsunção do juízo ético pelo juízo político”, o vocábulo “subsunção” equivale semanticamente a autonomia, indicando que a avaliação ética deve sobrepor‑se e independer das injunções políticas.

Alternativas
Q4310169 Português
Texto para o item.


Taxar ultraprocessados pode reduzir doenças crônicas e mortes


    Mantido no ritmo atual, o ganho de peso da população adulta brasileira deve levar ao surgimento de 10 milhões de novos casos de doenças crônicas evitáveis – como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares – entre 2024 e 2044. Nessas duas décadas, estima‑se que a proporção de adultos com sobrepeso no país passe de 57% para 75%, resultando em cerca de 1 milhão de mortes.
    Diante desse cenário, o epidemiologista Leandro Rezende e sua equipe na Universidade Federal de São Paulo simularam o impacto que a imposição de taxas sobre os alimentos ultraprocessados poderia gerar na saúde da população. Os ultraprocessados são uma categoria de alimentos industrializados aos quais são adicionados altos teores de açúcar, gordura e sal com a finalidade de aumentar sua durabilidade ou palatabilidade.
    Os resultados, publicados no American Journal of Preventive Medicine, mostram que cobrar mais por esses alimentos gera um efeito protetivo proporcional ao tributo. Impor uma taxa de 10% pode restringir a 67% o total de adultos com sobrepeso em 2044, evitando 526 mil casos de doenças e 71 mil mortes. Se a taxação chegasse a 50%, a frequência de sobrepeso baixaria para 50%, prevenindo 1,8 milhão de adoecimentos.
    Segundo Rezende, o estudo avança ao estimar o impacto sobre o conjunto dos alimentos ultraprocessados, e não sobre itens isolados, como as bebidas açucaradas. Como o efeito da alimentação depende do padrão geral, ações voltadas a toda a categoria tendem a apresentar maior eficácia na redução do excesso de peso.
    Especialistas ressaltam, contudo, que a tributação não resolve o problema isoladamente. A resposta ao aumento de preços depende do ambiente alimentar e de condições sociais. Para maximizar os resultados, a taxação deve vir acompanhada de políticas públicas complementares, como subsídios a alimentos in natura, regulação da publicidade e ações de educação alimentar que tornem as escolhas saudáveis mais acessíveis a toda a população. 

Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.



Sem prejuízo para a correção gramatical e mantendo‑se a coerência do texto, o segmento inicial “Mantido no ritmo atual” poderia ser reescrito como Caso seja mantido no ritmo atual, alteração que explicitaria a circunstância de condição subjacente à oração reduzida de particípio original.

Alternativas
Q4310166 Português
Texto para o item.


Taxar ultraprocessados pode reduzir doenças crônicas e mortes


    Mantido no ritmo atual, o ganho de peso da população adulta brasileira deve levar ao surgimento de 10 milhões de novos casos de doenças crônicas evitáveis – como diabetes, hipertensão e doenças cardiovasculares – entre 2024 e 2044. Nessas duas décadas, estima‑se que a proporção de adultos com sobrepeso no país passe de 57% para 75%, resultando em cerca de 1 milhão de mortes.
    Diante desse cenário, o epidemiologista Leandro Rezende e sua equipe na Universidade Federal de São Paulo simularam o impacto que a imposição de taxas sobre os alimentos ultraprocessados poderia gerar na saúde da população. Os ultraprocessados são uma categoria de alimentos industrializados aos quais são adicionados altos teores de açúcar, gordura e sal com a finalidade de aumentar sua durabilidade ou palatabilidade.
    Os resultados, publicados no American Journal of Preventive Medicine, mostram que cobrar mais por esses alimentos gera um efeito protetivo proporcional ao tributo. Impor uma taxa de 10% pode restringir a 67% o total de adultos com sobrepeso em 2044, evitando 526 mil casos de doenças e 71 mil mortes. Se a taxação chegasse a 50%, a frequência de sobrepeso baixaria para 50%, prevenindo 1,8 milhão de adoecimentos.
    Segundo Rezende, o estudo avança ao estimar o impacto sobre o conjunto dos alimentos ultraprocessados, e não sobre itens isolados, como as bebidas açucaradas. Como o efeito da alimentação depende do padrão geral, ações voltadas a toda a categoria tendem a apresentar maior eficácia na redução do excesso de peso.
    Especialistas ressaltam, contudo, que a tributação não resolve o problema isoladamente. A resposta ao aumento de preços depende do ambiente alimentar e de condições sociais. Para maximizar os resultados, a taxação deve vir acompanhada de políticas públicas complementares, como subsídios a alimentos in natura, regulação da publicidade e ações de educação alimentar que tornem as escolhas saudáveis mais acessíveis a toda a população. 

Internet: <revistapesquisa.fapesp.br> (com adaptações).

Em relação ao texto e aos seus aspectos linguísticos, julgue o item a seguir.



A expressão “in natura” é empregada no último parágrafo para designar produtos em seu estado natural. Assim, a sua substituição pela expressão não processados preservaria a correção gramatical, a coerência e o sentido original do texto.

Alternativas
Respostas
1: D
2: E
3: B
4: D
5: A
6: B
7: C
8: A
9: C
10: D
11: C
12: C
13: D
14: C
15: E
16: B
17: C
18: E
19: C
20: C