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Ano: 2025 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2025 - TJ-PE - Oficial de Justiça |
Q3632034 Direito Administrativo
Empresa contratada pela Administração Pública do Poder Executivo Estadual, após regular processo licitatório, incidiu em conduta que caracteriza inexecução parcial do contrato administrativo, dando causa a grave dano à Administração, tendo sido constatada a apresentação de documento e informação falsa pela empresa durante a execução do objeto do contrato. Tal situação prejudicou o bom funcionamento dos serviços públicos da Secretaria Estadual de Turismo, a qual a contratada está vinculada. Devidamente atestada a situação pelo fiscal do contrato, em relatório detalhado, foi instauração processo administrativo de responsabilização. A conduta foi devidamente tipificada, tendo a empresa sido citada para apresentação de defesa, ciente da possibilidade de aplicação da sanção de declaração de inidoneidade para licitar ou contratar. Partindo da premissa de que o procedimento transcorreu dentro dos parâmetros legais, assinale a alternativa que não apresenta uma regra do processo sancionador em questão.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2025 - TJ-PE - Oficial de Justiça |
Q3632033 Direito Administrativo
O Ministério Público do Estado propôs ação por improbidade administrativa em face de três réus, dois servidores públicos e um particular, acusando os primeiros de dolosamente se valerem de prerrogativas dos cargos públicos para favorecer indevidamente o terceiro, com ciência deste, em razão de termo de parceria mantido pelo particular com o poder público. Acusou-os de causar prejuízo ao erário. Formulou no curso da ação, em caráter incidental, pedido de indisponibilidade de bens dos réus. Sobre este tema, analise as afirmativas abaixo.

I. Não se admite ação de improbidade administrativa em face de particular, sendo a legitimidade passiva exclusiva de agentes públicos.
II. O pedido de indisponibilidade de bens apenas será deferido mediante a demonstração no caso concreto de perigo de dano irreparável ou de risco ao resultado útil do processo, desde que o juiz se convença da probabilidade da ocorrência dos atos descritos na petição inicial com fundamento nos respectivos elementos de instrução, após a oitiva do réu.
III. Como há mais de um réu na ação, a somatória dos valores declarados indisponíveis não poderá superar o montante indicado na petição inicial como dano ao erário ou como enriquecimento ilícito.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2025 - TJ-PE - Oficial de Justiça |
Q3632032 Direito Administrativo
Em dado ente da federação, em que um serviço público foi concedido, com base na Lei Federal nº8987/95, operou-se, por parte da concessionária, a transferência do seu controle societário sem prévia anuência do poder concedente. O Poder Público concedente, então, procedeu à comunicação à concessionária, de forma detalhada, de que a situação implicava, em tese, em descumprimento da lei e do contrato administrativo, oportunizando manifestação e eventual correção de falhas. Decorrido o prazo, sem manifestação da concessionária, instaurou-se processo administrativo, no qual, após assegurado contraditório e ampla defesa e confirmado o descumprimento legal e contratual, fora declarada a caducidade por decreto do poder concedente, sem indenização prévia, determinando-se que tal indenização fosse calculada sequencialmente no decurso do processo. Sobre o procedimento adotado pelo poder concedente, antes descrito, analise as afirmativas abaixo.

I. A transferência de concessão ou do controle societário da concessionária sem prévia anuência do poder concedente é motivo apto a ensejar a caducidade da concessão.
II. A lei de concessão de serviços públicos estabelece que não será instaurado processo administrativo de inadimplência antes de comunicados à concessionária, detalhadamente, os descumprimentos por ela praticados, dando-lhe um prazo para corrigir as falhas e transgressões apontadas, de modo que se mostrou acertada tal conduta do Poder Concedente.
III. Apesar da caducidade necessitar ser declarada por decreto do poder concedente, é direito da concessionária ser previamente indenizada pelos investimentos realizados, como condição de validade do decreto de extinção da concessão.

Estão corretas as afirmativas:
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2025 - TJ-PE - Oficial de Justiça |
Q3632031 Direito Administrativo
Em determinado processo administrativo disciplinar, após regular curso, sobreveio decisão da autoridade competente impondo sanção disciplinar de suspensão por trinta dias a um servidor público. O servidor não foi intimado da sanção. Contudo, seu advogado interpôs recurso. O recurso administrativo foi encaminhado à autoridade que recebeu a competência para julgá-lo por delegação da autoridade originalmente competente. Sem qualquer fundamentação, esta última desproveu o recurso, mantendo a sanção. Sobre este caso, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Ano: 2025 Banca: IBFC Órgão: TJ-PE Prova: IBFC - 2025 - TJ-PE - Oficial de Justiça |
Q3632030 Direito Administrativo
Em um Município brasileiro, a Administração Pública aplicou nova política de gestão dos serviços públicos e organização de suas unidades administrativas, voltada a dar concretude ao princípio da eficiência. Para tanto, primeiramente criou por lei uma autarquia municipal, a qual outorgou a gestão da previdência de regime próprio dos servidores daquele ente da federação. Transferiu, posteriormente, os serviços públicos municipais de saneamento à empresa privada, em regime de concessão. E, por fim, distribuiu competências internas da Secretaria Municipal de Administração, criando um órgão próprio interno da referida secretaria, com a atribuição de proceder ao controle e fiscalização dos contratos administrativos. Diante deste cenário, pode-se dizer que a Administração Pública do referido Município realizou, respectivamente ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3631814 Raciocínio Lógico
Um restaurante funciona de terça-feira a domingo e, às segundas-feiras, apenas se for feriado. Se funcionar na segunda-feira, o restaurante fechará na terça-feira. Mas, se a terça-feira for feriado também, o restaurante, naquela semana, funcionará todos os dias. Com base nessas informações é correto afirmar que ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3631813 Raciocínio Lógico
Nem todos os funcionários de uma empresa têm casa própria e todos os diretores têm casa própria. Com base nessa afirmação é possível concluir que ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3631812 Estatística
No estacionamento de um shopping center, observou-se que 5% dos carros estacionados são deixados com pelo menos um dos vidros abertos e, entre esses carros, ocorre o furto de 10% deles. O restante dos carros estacionados não é deixado com nenhum vidro aberto e, entre esses, ocorre o furto de 1% deles. Constatado que houve o furto de um veículo, a probabilidade de ele ter sido deixado com pelo menos um dos vidros abertos está na faixa entre ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3631811 Raciocínio Lógico
Algumas pessoas foram convocadas para uma reunião e sabe-se que, caso alguém não compareça, todos os outros serão dispensados e a reunião será remarcada. Houve ao menos uma pessoa convocada que não foi dispensada. Então podemos concluir que ______. Assinale a alternativa que preencha corretamente a lacuna.
Alternativas
Q3631810 Raciocínio Lógico
Num restaurante você monta sua refeição escolhendo 1 proteína, 3 acompanhamentos, 1 sobremesa e 1 bebida. As opções são:

Proteína: carne, peixe, frango, ovo.
Acompanhamentos: arroz, feijão, salada, farofa, purê de batata, polenta frita, legumes grelhados, escarola refogada.
Sobremesa: abacaxi, gelatina, pudim de leite. Bebida: água mineral, suco de laranja, refrigerante.

Assinale a alternativa que apresenta a quantidade de diferentes refeições que você pode montar.
Alternativas
Q3631809 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto II


    Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

    Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]


(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008) 
No primeiro parágrafo, a palavra “avesso” expressa uma ideia:
Alternativas
Q3631808 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto II


    Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

    Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]


(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008) 
Considerando os critérios tradicionalmente adotados para a distinção entre textos literários e não literários, assinale a alternativa que melhor caracteriza o tipo de construção textual apresentado no fragmento de Saavedra.
Alternativas
Q3631807 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto II


    Dizem que a separação nunca é um núcleo, uma urgência. Dizem que ela começa em seu avesso. E que é justamente no momento mais suave, o primeiro encontro, o primeiro olhar, que a separação começa a existir. Eu prefiro acreditar que a separação nunca termina, e que o último dia, a última noite, é um instante que se repete, a cada espera, a cada volta, cada vez que sinto a tua falta, cada vez que pronuncio teu nome. Eu acredito que, ao te chamar, uma estratégia, um encanto, eu seja capaz de fazer com que você se vire e olhe, e, sem perceber, estenda entre nós um atalho, uma ponte.

    Mas como a gente chama alguém que foi embora? Alguém que está longe, alguém que não está? A distância deveria imediatamente impor um tom mais solene, ou menos íntimo, afinal há a distância. Mas como a gente trata com distanciamento alguém que acabou de estar tão perto? [...]


(SAAVEDRA, Carola. Flores Azuis. São Paulo: Companhia das Letras, 2008) 
A forma com que o tema da separação é tratado no texto ganha expressividade por meio do predomínio da função da linguagem que: 
Alternativas
Q3631806 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Com base nas regras do Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que o emprego do hífen está totalmente adequado. 
Alternativas
Q3631805 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Ao observar as formas de particípio em “A vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida.” (1º§), é correto afirmar, segundo à morfossintaxe, que elas são: 
Alternativas
Q3631804 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Nos três primeiros parágrafos, o verbo “foi” aparece repetidamente no início de orações. Essa repetição cumpre, principalmente, a seguinte função no texto:
Alternativas
Q3631803 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Observando o sentido do fragmento: “Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral.” (1º§), assinale a alternativa em que a reformulação para a voz passiva analítica está correta.
Alternativas
Q3631802 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Na passagem “como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos?” (4º§), o valor semântico das formas verbais nas perguntas indicam, respectivamente, uma ação:
Alternativas
Q3631801 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
Considere a passagem “Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura” (3º§). Assinale a alternativa em que se faz uma afirmação correta acerca do verbo em destaque.
Alternativas
Q3631800 Português
Analise o texto abaixo e responda à questão.


Texto I


    Quando começou a enterrar os seus mortos, quando de algum modo construiu um ritual funeral, o homo sapiens há cem mil anos já tinha consciência de sua finitude, de sua presença provisória no mundo. E este ritual funeral marca um novo estágio na vida da espécie homo, a consciência: nasce o homo sapiens sapiens, aquele que tem consciência do próprio saber, aquele que sabe que sabe. Foi esta consciência da fragilidade da vida, foi este choque que nos fez ver a nós mesmos, que nos fez ter a vida em alta conta: a vida é rara, deve ser cuidada, cultivada, mantida. 

    Foi a necessidade de expansão da vida humana no mundo, foi o seu fortalecimento que nos fez de algum modo pensar: “Preciso me precaver, conhecer as estações, preciso plantar o próprio alimento, cultivar as ervas que curam, preciso fabricar armas, ferramentas, preciso festejar o que ainda tenho e brindar à vida porque a vida é curta e eu quero viver”. 

    Foi a consciência da fragilidade da vida, do quanto tudo é provisório e instável, que impulsionou os humanos em direção à cultura, mas esta relação entre a vida pensada como natureza, e a cultura no sentido de ação, de intervenção humana no mundo, sempre foi uma relação difícil. É esta relação entre o conhecimento, produto da linguagem e da consciência, e a vida, como a totalidade que nos é dada, que interessa a Nietzsche, e do modo como a espécie humana se relaciona com a natureza, o mundo, a exterioridade que a cerca, mas também com a natureza que traz em seu próprio corpo e que a constitui. 

    O que Nietzsche faz é propor um exercício de autognose, ou seja, de autoconhecimento da humanidade, como se a própria espécie se colocasse em questão e pensasse: O que temos feito? Que caminhos trilhamos? O que enfim nos tornamos? É com este objetivo que Nietzsche percorre a história da humanidade procurando não aquilo que aparece, mas aquilo que a cultura esconde: O que de fato move a nossa ação no mundo? Que valores reproduz?


(MOSÉ, Viviane. Nietzsche hoje: sobre os desafios da vida contemporânea. Petrópolis, RJ: Vozes. 2018, p.11)
A partir de sua análise atenta e do sentido global do texto, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
41: D
42: C
43: A
44: A
45: C
46: B
47: C
48: A
49: C
50: B
51: A
52: A
53: D
54: B
55: C
56: A
57: B
58: D
59: B
60: C