Questões de Concurso
Sobre endocrinologia em medicina
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A conduta mais apropriada é
Os exames laboratoriais mostram: TSH: < 0,01 mUI/L; T4 livre: 3,1 ng/dL / valor de referência: 0,8 a 1,8 ng/dL; T3 total: 248 ng/dL / valor de referência: 80 a 180 ng/dL; Anticorpo contra o receptor de TSH: positivo, 6,8 vezes o limite superior da normalidade; Hemoglobina: 12,1 g/dL; Leucócitos: 7.800/mm³; Neutrófilos: 4.900/mm³; AST: 24 U/L; ALT: 27 U/L; Bilirrubina total: 0,7 mg/dL. A ultrassonografia obstétrica demonstra gestação tópica compatível com a idade gestacional e evolução fetal adequada.
Considerando o diagnóstico mais provável, a idade gestacional e os mecanismos farmacológicos dos medicamentos disponíveis, a estratégia terapêutica mais apropriada, nesse momento, é
Ao exame físico, apresenta frequência cardíaca de 92 bpm, pressão arterial de 132 × 76 mmHg e nódulo palpável no lobo direito da tireoide, móvel à deglutição. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis.
Os exames laboratoriais demonstram: TSH: 0,08 mUI/L / valor de referência: 0,4 a 4,0 mUI/L; T4 livre: 1,5 ng/dL / valor de referência: 0,8 a 1,8 ng/dL.
A ultrassonografia da tireoide evidencia nódulo sólido de 2,2 cm no lobo direito, predominantemente isoecoico, com margens regulares, mais largo que alto e sem focos ecogênicos puntiformes. Não são identificados linfonodos cervicais suspeitos.
Considerando os dados apresentados, assinale a opção que indica a conduta diagnóstica mais apropriada nesse momento.
Após hidratação, antibiótico empírico e insulinoterapia, apresenta melhora importante da hiperglicemia, porém mantém alteração flutuante do nível de consciência.
No terceiro dia de internação, um familiar relata episódio de movimentos anormais interpretado como “crise convulsiva”, não presenciado pela equipe assistencial. Na avaliação médica imediatamente posterior, a paciente encontra-se hemodinamicamente estável, eupneica em ar ambiente e responsiva aos chamados verbais, porém apresenta movimentos mioclônicos predominantemente faciais, sem período pós-ictal típico.
A tomografia computadorizada de crânio realizada na admissão não demonstra alterações intracranianas agudas. Após o novo evento, uma segunda tomografia computadorizada de crânio, sem contraste, também não evidencia hemorragia, efeito de massa, hidrocefalia ou outra alteração estrutural aguda capaz de explicar o quadro. Não há hipoglicemia documentada durante o evento.
Considerando a persistência da alteração do estado mental associada aos fenômenos motores paroxísticos, o exame complementar mais apropriado para investigar se há atividade ictal cerebral contribuindo para o quadro neurológico é
A ressonância magnética de sela túrcica realizada recentemente não demonstra evidências de tumor residual ou recidiva.
Após a cirurgia, foi diagnosticado hipotireoidismo central, atualmente sendo tratado de forma adequada com levotiroxina. A avaliação dos eixos corticotrófico e gonadotrófico não demonstra deficiência estabelecida. O paciente apresenta IMC de 28,4 kg/m².
A dosagem sérica de IGF-1 (Insulin-like Growth Factor 1) encontra-se dentro da faixa de referência ajustada para idade e sexo, porém próxima ao limite inferior da normalidade.
O paciente não apresenta diabetes Mellitus, antecedente de epilepsia, doença cerebrovascular ou cardiopatia isquêmica.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste decorrente da doença estrutural hipofisária e os princípios atuais para investigação da deficiência do hormônio do crescimento no adulto, assinale a conduta diagnóstica mais adequada.
Ao exame físico, apresenta IMC de 31,4 kg/m² e pressão arterial de 128/82 mmHg, sem outras alterações relevantes.
Os exames laboratoriais revelam: Glicemia de jejum: 292 mg/dL; Hemoglobina glicada (HbA1c): 10,2%.
A função renal encontra-se preservada. Não há história de uso de glicocorticoides ou outros medicamentos hiperglicemiantes, nem evidências clínicas de cetose, síndrome catabólica, doença pancreática ou crise hiperglicêmica.
Considerando os critérios diagnósticos vigentes e as recomendações contemporâneas da Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e da American Diabetes Association (ADA) para o tratamento inicial do diabetes Mellitus tipo 2, assinale a estratégia terapêutica mais adequada.
A tomografia computadorizada (TC) de crânio realizada na emergência revelou calcificações bilaterais e simétricas, de aspecto denso, acometendo predominantemente os núcleos da base (globos pálidos e putâmens), sem efeito de massa ou sinais de edema perilesional.
O paciente recebe alta da emergência com ajuste do esquema anticonvulsivante (associação de Levetiracetam ao Ácido Valproico) e é encaminhado à Unidade Básica de Saúde / Clínica da Família para coordenação do cuidado, solicitação de exames laboratoriais complementares e encaminhamento à Neurologia.
Considerando o achado tomográfico e a suspeita de Calcificação Cerebral Primária (Primary Brain Calcification, antiga Doença de Fahr), assinale a conduta inicial prioritária e o perfil de exames laboratoriais a serem solicitados na Atenção Primária para o correto direcionamento do caso.
Você acompanha uma pessoa de 62 anos com diabete melito diagnosticado há 3 anos e em uso de metformina 850 mg, com três tomadas diárias. Seu controle glicêmico desde o diagnóstico sempre foi muito bom com última hemoglobina glicada de 6,2%. Recentemente passou a apresentar sintomas de parestesia em membros inferiores.
Considerando o paciente em questão, a conduta a seguir é
Na ausência de adenopatia cervical suspeita, história de irradiação cervical, câncer familiar da tireoide ou teste molecular disponível, a seguinte sequência de avaliação e conduta é a mais adequada:
Ao exame físico, palpa-se nódulo único, endurecido, móvel à deglutição, de aproximadamente 2,8 cm no lobo direito da tireoide, sem linfadenomegalias cervicais. Os exames de TSH, T3 e T4 livres estão normais. Uma ultrassonografia da tireoide demonstra nódulo sólido, hipoecoico, margens irregulares, microcalcificações e vascularização central, classificado como TIRADS 5. A punção aspirativa por agulha fina foi realizada e o laudo citopatológico é Bethesda V.
Considerando o quadro clínico, os achados de imagem e o resultado citológico, a conduta mais adequada é
O exame revelou, incidentalmente, uma massa sólida de 3,8 cm na suprarrenal esquerda. O paciente nega perda ponderal, dor abdominal, palpitações, sudorese, cefaleia paroxística, fraqueza muscular ou episódios de hipertensão de difícil controle. Ao exame físico encontra-se em bom estado geral, com pressão arterial de 136/84 mmHg, sem achados clínicos compatíveis com hipercortisolismo, hiperaldosteronismo ou excesso de catecolaminas.
Considerando esse quadro clínico, a melhor sequência de hipótese diagnóstica, propedêutica e conduta terapêutica é:
Do ponto de vista fisiológico, grande parte dos efeitos de crescimento e anabolismo atribuídos ao GH ocorre devido à
O exame físico revelou pele seca e bradicardia. O médico suspeita de disfunção tireoidiana e solicitou exames laboratoriais que demonstraram TSH sérico elevado (15,2 mUI/L, VR: 0,4 a 4,0 mUI/L) e T4 livre diminuído (0,4 ng/dL - VR: 0,9 a 1,7 ng/dL).
A dosagem de anticorpos anti-TPO (anti-peroxidase tireoidiana) é fortemente positiva.
A partir da análise do caso e dos exames de diagnóstico clínico, assinale a afirmativa correta.
Sobre a avaliação inicial desse paciente, assinale a alternativa CORRETA.
Sobre o tratamento farmacológico do DM2, analise as afirmativas:
I. A metformina é um dos principais medicamentos utilizados no tratamento do DM2, apresentando como mecanismo predominante a redução da produção hepática de glicose e baixo risco de hipoglicemia quando utilizada isoladamente.
II. A dapagliflozina pode ser utilizada no tratamento do DM2, conforme os critérios e condições estabelecidos no Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas (PCDT) do Diabetes Melito Tipo 2 vigente no SUS, inclusive em situações específicas de maior risco cardiovascular.
III. Os inibidores do cotransportador de sódio-glicose tipo 2 (SGLT2), como dapagliflozina e empagliflozina, apresentam benefícios que podem ultrapassar o controle glicêmico, sendo particularmente relevantes em determinados pacientes com doença cardiovascular, insuficiência cardíaca ou doença renal crônica.
IV. A insulinoterapia é contraindicada no DM2, pois a utilização de insulina promove obrigatoriamente ganho ponderal e hipoglicemia, devendo ser reservada exclusivamente aos pacientes com Diabetes Mellitus tipo 1.
Assinale a alternativa CORRETA:
Considerando os critérios diagnósticos e a abordagem do diabetes mellitus na Atenção Primária à Saúde, analise as afirmativas:
I. A glicemia plasmática de jejum ≥ 126 mg/dL e a hemoglobina glicada ≥ 6,5% estão entre os critérios laboratoriais que podem estabelecer o diagnóstico de diabetes mellitus.
II. Na ausência de sintomas inequívocos de hiperglicemia, a confirmação diagnóstica deve considerar a obtenção de resultados anormais em exames diagnósticos, conforme os critérios estabelecidos.
III. Na avaliação inicial da pessoa com diabetes mellitus tipo 2, devem ser considerados, entre outros aspectos, o risco cardiovascular e a presença de complicações crônicas, incluindo doença renal do diabetes, neuropatia diabética e retinopatia diabética.
IV. O diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 determina que o acompanhamento seja obrigatoriamente realizado na atenção especializada, não sendo atribuição da Atenção Primária realizar tratamento e seguimento longitudinal desses pacientes.
Assinale a alternativa CORRETA:
A paciente tem função renal normal, assim como cálcio e fósforo plasmáticos, fosfatase alcalina, vitamina D e paratormônio.
Foi solicitado densitometria óssea, cujo resultado encontra-se a seguir:
Assinale a alternativa correta quanto ao tratamento.
Qual a meta de hemoglobina glicada, de acordo com a diretriz mais recente da Sociedade Brasileira de Diabetes e qual a razão?