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Uma menina de 7 anos apresenta desenvolvimento mamário Tanne...

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Q4069385 Medicina

Uma menina de 7 anos apresenta desenvolvimento mamário Tanner 2 bilateral, aceleração do crescimento estatural e idade óssea avançada em 1,5 anos, sem pelos pubianos ou axilares evidentes. Exames laboratoriais mostram estradiol elevado, níveis basais de hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo- -estimulante (FSH) pré-puberais, mas com resposta puberal ao teste de estímulo com hormônio liberador de gonadotrofinas (GnRH). Não há lesões detectáveis em ressonância magnética de crânio.



Essa condição, compatível com puberdade precoce central idiopática, tem como tratamento de escolha:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: A menina de 7 anos apresenta puberdade precoce central progressiva: telarca, aceleração do crescimento, idade óssea avançada e resposta puberal ao teste com GnRH, apesar de LH/FSH basais pré-puberais. Em quadro idiopático sem lesão em SNC, a conduta de escolha é suprimir o eixo hipotálamo-hipófise-gonadal com análogo de GnRH de depósito.

Tema central: Puberdade precoce central
Análise das alternativas
A
Errada
Errada. Estrógeno com progestágeno é lógica de reposição hormonal ou indução puberal, não de bloqueio puberal. Nesta condição, o problema é excesso de ativação do eixo com produção estrogênica já aumentada; fornecer mais esteroides sexuais contraria o mecanismo necessário, que é supressão, e aumenta a exposição estrogênica.
B
Errada
Errada. A resposta puberal ao teste com GnRH aponta para puberdade precoce central, e não para produção periférica autônoma de estrógeno. Além disso, o enunciado não traz evidência de massa ovariana. Indicar cirurgia ovariana independentemente do padrão gonadotrófico ignora o dado funcional mais importante da questão.
C
Errada
Errada. Telarca precoce isolada não costuma cursar com aceleração do crescimento, avanço de idade óssea nem resposta puberal ao teste com GnRH. Aqui há sinais de progressão puberal verdadeira e repercussão sobre maturação óssea, o que afasta variante benigna observacional.
D
Certa
Certa. Análogos de GnRH são o tratamento de escolha na puberdade precoce central idiopática progressiva, promovendo supressão do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal e desacelerando progressão puberal e maturação óssea.
E
Errada
Errada. Inibidor da aromatase não é tratamento de escolha da puberdade precoce central idiopática. O mecanismo causal principal não é aromatização periférica excessiva, mas ativação prematura do eixo hipotálamo-hipófise-gonadal. Portanto, a terapêutica deve atuar no eixo central com análogo de GnRH.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que gonadotrofinas basais pré-puberais excluem puberdade precoce central e confundir telarca inicial com variante benigna, ignorando aceleração do crescimento, avanço da idade óssea e teste com GnRH em padrão puberal.
Dica para questões semelhantes
  • Em suspeita de puberdade precoce central inicial, LH/FSH basais baixos não afastam o diagnóstico se o teste com GnRH mostrar resposta puberal.
  • Separe telarca isolada de puberdade precoce central usando repercussão clínica: crescimento acelerado e idade óssea avançada pesam contra variante benigna.
  • Estradiol elevado isoladamente não define causa periférica; interprete sempre junto do padrão gonadotrófico.
  • Se o quadro é central e progressivo, a conduta de escolha é suprimir o eixo com análogo de GnRH, não repor hormônios nem focar apenas no avanço ósseo.

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