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Uma menina de 10 anos é avaliada em consulta de endocrinolo...

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Q4069381 Medicina

Uma menina de 10 anos é avaliada em consulta de endocrinologia pediátrica por perda de peso involuntária, apesar de apetite preservado, taquicardia em repouso, intolerância ao calor, irritabilidade e presença de bócio difuso indolor ao exame físico, sem exoftalmia evidente. Exames laboratoriais revelam níveis suprimidos de hormônio tireoestimulante (TSH), tiroxina livre (T4 livre) elevada para idade e presença de anticorpos estimuladores do receptor de TSH (TRAb) positivos, com velocidade de sedimentação globular normal.



A suspeita diagnóstica é de:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: TSH suprimido com T4 livre elevado confirma hipertireoidismo primário, e o achado de TRAb positivo em paciente com bócio difuso indolor identifica Doença de Graves; esse conjunto define a alternativa A e afasta causas centrais, nodulares ou destrutivas.

Tema central: Doença de Graves na infância
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A está correta porque o quadro combina síndrome tireotóxica, padrão laboratorial de hipertireoidismo primário e marcador etiológico específico. O TRAb positivo sustenta estimulação do receptor de TSH, mecanismo fisiopatológico da Doença de Graves, e o bócio difuso é a morfologia esperada nessa etiologia. A ausência de exoftalmia não invalida o diagnóstico, porque oftalmopatia não é obrigatória.
B
Errada
Doença de Plummer corresponde a autonomia nodular tóxica, com padrão nodular e não difuso. O enunciado descreve bócio difuso e TRAb positivo, o que aponta para mecanismo autoimune e afasta etiologia nodular autônoma.
C
Errada
Adenoma hipofisário secretor de TSH causaria hipertireoidismo central, com TSH inadequadamente normal ou elevado. Aqui o TSH está suprimido, o que é incompatível com essa alternativa e favorece hipertireoidismo primário.
D
Errada
Tireoidite inespecífica não explica adequadamente o TRAb positivo, que é marcador de estimulação autoimune do receptor de TSH. Além disso, o quadro descrito traz bócio indolor e VHS normal, o que reduz a sustentação de processo inflamatório tireoidiano como melhor etiologia neste caso.
E
Errada
No hipertireoidismo factício pode haver TSH baixo e T4 alto, mas não é esperado bócio difuso nem TRAb positivo, porque não há estimulação autoimune da glândula. Esses dois dados contradizem causa exógena.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: exigir exoftalmia para aceitar Doença de Graves e olhar apenas para a tireotoxicose sem valorizar o dado etiológico mais específico, que é o TRAb positivo associado a bócio difuso.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro defina se o padrão é de hipertireoidismo primário ou central: TSH suprimido com T4 livre elevado aponta para origem tireoidiana.
  • Em tireotoxicose com bócio difuso, procure o marcador etiológico: TRAb positivo favorece fortemente Doença de Graves.
  • Não exija oftalmopatia para diagnosticar Graves; sua ausência não exclui a doença.
  • Diferencie morfologia difusa de nodular: bócio difuso favorece Graves, enquanto autonomia nodular tóxica aponta para Plummer.

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