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Uma menina de 11 anos é avaliada por baixa estatura, com est...

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Q4069384 Medicina

Uma menina de 11 anos é avaliada por baixa estatura, com estatura 2,3 desvios-padrão abaixo da média para idade e sexo nas curvas da Organização Mundial da Saúde, com velocidade de crescimento de 3,8 cm/ ano e idade óssea atrasada em 2 anos. Após exclusão de causas não endócrinas, realiza-se dosagem de fator de crescimento semelhante à insulina tipo 1 (IGF-1), baixa para idade e testes de estímulo para hormônio do crescimento (GH) com resposta inadequada.



A dosagem de IGF-1 nessa investigação é:

Alternativas

Gabarito comentado

Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores

Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na suspeita de deficiência de GH em criança com baixa estatura e idade óssea atrasada, o IGF-1 baixo funciona como exame auxiliar de triagem/apoio, porque reflete a ação periférica do eixo GH–IGF-1, mas não confirma o diagnóstico sozinho; a confirmação exige integração clínica e testes de estímulo.

Tema central: IGF-1 na investigação de deficiência de GH
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque IGF-1 baixo isoladamente não confirma deficiência de GH. Esse marcador não tem desempenho suficiente como teste único e também pode estar reduzido em outras परिस्थितियाँ, como desnutrição, doença crônica, hipotireoidismo e atraso puberal. Por isso, não dispensa testes de estímulo nem autoriza iniciar GH recombinante apenas com essa dosagem.
B
Errada
Está errada por incompatibilidade fisiopatológica. Na resistência primária ao GH, espera-se GH normal ou alto com falha de geração de IGF-1, e não IGF-1 elevado. A alternativa inverte a lógica do eixo GH–IGF-1 e associa indevidamente esse quadro à mecassermina.
C
Certa
A alternativa C está correta porque descreve o IGF-1 como exame auxiliar de triagem na investigação de deficiência de GH. Ele reflete a ação tecidual do GH de forma mais estável do que a dosagem basal de GH, que é pouco útil pela secreção pulsátil. No caso, a baixa estatura, a velocidade de crescimento reduzida, a idade óssea atrasada, a exclusão de causas não endócrinas e o IGF-1 baixo tornam a suspeita mais forte e justificam prosseguir para testes de estímulo. Mesmo assim, o IGF-1 isoladamente não confirma deficiência de GH.
D
Errada
Está errada porque transforma o IGF-1 em parâmetro exclusivo de seguimento. Embora possa auxiliar no ajuste de dose e na segurança do tratamento com GH, ele não substitui a avaliação da velocidade de crescimento, que é o principal parâmetro clínico de resposta.
E
Errada
Está errada porque a dosagem de IGF-1 não exclui causas genéticas como mutação em SHOX. Essas etiologias dependem de avaliação de fenótipo, proporcionalidade corporal e investigação específica, não de um marcador hormonal. Assim, IGF-1 normal não afasta displasias ósseas desproporcionais.
Pegadinha da questão
A banca mistura exame de triagem com exame confirmatório: IGF-1 baixo reforça a suspeita de deficiência de GH, mas não fecha o diagnóstico nem autoriza tratamento isoladamente.
Dica para questões semelhantes
  • Se o eixo avaliado for GH, lembre que GH basal isolado tem pouca utilidade por secreção pulsátil; o IGF-1 entra como marcador mais estável de triagem.
  • IGF-1 baixo aumenta a suspeita de deficiência de GH, mas sempre deve ser interpretado com contexto clínico, auxológico e exclusão de causas não endócrinas.
  • Não use IGF-1 isoladamente para confirmar deficiência de GH nem para excluir causas genéticas de baixa estatura.
  • Na monitorização do GH, o IGF-1 é complementar; a resposta clínica central continua sendo a velocidade de crescimento.

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