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Q3746512 Direito Administrativo
Carlos, servidor público do município de Uberlândia, foi designado para analisar um pedido de acesso a informações sobre contratos públicos municipais. Ao verificar que a divulgação dos dados poderia prejudicar seus interesses pessoais, bem como de um colega, Carlos, de forma intencional, forneceu as informações de forma incompleta, omitindo dados relevantes do contrato.
Nesse sentido, conforme determinado na Lei nº 12.527/2011, é correto afirmar que a conduta de Carlos:
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Q3746511 Direito Constitucional
“Determinado município, localizado em região de baixo índice de desenvolvimento humano, elaborou seu Plano Municipal de Desenvolvimento Social para o período de 2025 a 2028. Durante as audiências públicas, representantes da sociedade civil questionaram se o programa municipal de transferência de renda, voltado às famílias em situação de vulnerabilidade, teria respaldo constitucional, uma vez que se tratava de um programa contínuo e não emergencial. Em resposta, a Procuradoria-Geral do Município destacou que os direitos sociais constitucionalmente previstos incluem não apenas os tradicionalmente dispostos, como educação e saúde, mas também o direito a uma renda familiar. Citou, ainda, que a Constituição Federal, ao dispor sobre os direitos sociais, adota um rol __________; e entre os direitos expressamente previstos no art. 6º estão a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho e a moradia. De acordo com o parágrafo único do mesmo artigo, é assegurado a todo brasileiro em situação de vulnerabilidade o direito a uma renda básica familiar, por meio de programa __________ de transferência de renda, conforme normas legais e respeitada a legislação fiscal e orçamentária.” Assinale a alternativa que completa correta e sequencialmente a afirmativa anterior.
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Q3746510 Direito Administrativo
Determinado município vem enfrentando dificuldades na execução direta de políticas públicas voltadas à coleta seletiva de resíduos sólidos. Diante disso, o prefeito cogita delegar essa atividade a uma entidade com maior autonomia técnica e administrativa, a fim de obter maior eficiência na gestão do serviço. Em reunião com o corpo técnico da secretaria de administração, foram discutidas as possibilidades para efetivar a ideia. Considerando as alternativas possíveis dentro da estrutura organizacional do Estado, assinale a afirmativa correta. 
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Q3746509 Direito Constitucional
Durante a revisão do Plano Municipal de Educação de determinado município, um grupo de parlamentares apresentou proposta para limitar a abordagem de diversidade religiosa e orientação filosófica nas escolas públicas, restringindo a menção a determinadas religiões e ideologias. Em audiência pública, membros da sociedade civil alegaram que tal medida violaria direitos fundamentais assegurados pela Constituição Federal. Com base na situação apresentada e, ainda, segundo o disposto no art. 5º da Constituição Federal de 1988, é correto afirmar que:
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Q3746508 Raciocínio Lógico
Eduarda, Fernanda e Gabriela estão visitando a cidade de Ouro Preto. Elas exercem profissões diferentes (médica, professora e dentista) e moram em cidades diferentes (Rio de Janeiro, Salvador e Porto Alegre). Sabe-se que:

• Gabriela não é médica e mora em Salvador;
• A dentista mora em Porto Alegre; e
• A médica não é Fernanda.

Com base nessas informações, é correto afirmar que:
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Q3746507 Raciocínio Lógico
Cada um de três espiões guarda um único código numérico em cofre individual. Alice interceptou os dados e fez a seguinte pergunta para cada um deles: “qual é a soma dos números armazenados nos cofres dos outros dois?”. As respostas foram:

• Primeiro espião: 37;
• Segundo espião: 34; e
• Terceiro espião: 41.

Qual é a diferença entre o maior e o menor número armazenados nos cofres? 
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Q3746506 Raciocínio Lógico
Assim que chegou em sua hospedagem, Pedro decidiu organizar suas 9 roupas de verão em cabides. Sabe-se que ele possui 3 regatas, 4 bermudas e 2 camisas, e quer organizar, em uma fileira, todas em grupos por tipo, ou seja, todas as regatas juntas, todas as bermudas juntas e todas as camisas juntas. De quantas formas diferentes Pedro poderá organizá-las no armário, considerando que manterá os tipos agrupados?
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Q3746505 Raciocínio Lógico
Na Biblioteca Municipal de Nova Esperança, estudantes do ensino fundamental se organizaram em três grupos de estudo: literatura brasileira, ciências naturais e matemática financeira. Após o encerramento das atividades, registrou-se o seguinte:

• 25 alunos participaram do grupo de literatura brasileira;
• 22 alunos participaram do grupo de ciências naturais;
• 19 alunos participaram do grupo de matemática financeira;
• 9 alunos participaram dos grupos de literatura e ciências naturais;
• 7 alunos participaram dos grupos de literatura brasileira e matemática financeira;
• 6 alunos participaram dos grupos de ciências naturais e matemática financeira; e
• 4 alunos participaram dos três grupos de estudo.

Quantos alunos participaram de pelo menos um dos grupos de estudo oferecidos?
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Q3746504 Raciocínio Lógico
5 entregadoras de aplicativo – Nina, Paula, Rafaela, Sabrina e Tânia – participaram de uma competição de entregas rápidas. Elas saíram ao mesmo tempo, mas terminaram em momentos diferentes. Sabe-se que Sabrina completou todas as entregas antes de Tânia, mas depois de Paula. Além disso, Nina terminou antes de Paula, mas depois de Rafaela. Qual foi a ordem, da que chegou por último à que chegou primeiro, em que elas completaram as entregas?
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Q3746503 Matemática
Durante uma campanha de arrecadação de alimentos, determinada escola observou que a quantidade de pacotes arrecadados em cada dia aumentava em relação ao dia anterior, sendo 6 pacotes a mais por dia. Ao final do décimo quinto dia, a escola arrecadou o total de 990 pacotes de alimentos. Quantos pacotes de alimentos foram arrecadados somente no décimo quinto dia? 
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Q3746502 Raciocínio Lógico
Durante a cerimônia de premiação em um festival de cinema independente, os troféus foram sendo entregues seguindo uma ordem numérica curiosa: o primeiro filme recebeu 3 estrelas simbólicas; o segundo recebeu 7; o terceiro recebeu 13; o quarto recebeu 21; o quinto recebeu 31; e assim por diante. Mantendo esse padrão de acréscimo, quantas estrelas simbólicas o oitavo filme premiado recebeu?
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Q3746501 Raciocínio Lógico
Durante a audição para um espetáculo teatral, Diana e Lucas estavam entre os 250 candidatos avaliados. Todos foram classificados em ordem de desempenho, do primeiro ao último lugar, sem empates. Na lista final, entre Diana e a pessoa que ficou em 3º lugar, havia exatamente outras 20 pessoas. Já Lucas ficou na 60ª posição, contando a lista de trás para frente (ou seja, da última colocação para a primeira). Quantas pessoas foram classificadas entre Diana e Lucas, excluindo os dois?
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Q3746500 Matemática
Durante uma expedição cicloturística por trilha ecológica, um ciclista percorreu determinado trajeto com distância D em exatas 6 horas, mantendo uma velocidade constante. Em uma nova tentativa, incentivado por condições climáticas mais favoráveis, ele aumentou sua velocidade em 12 km/h e completou o mesmo itinerário em apenas 4 horas. Qual o valor da distância D? 
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Q3746499 Matemática
Na empresa de Gilberto, há apenas dois tipos de equipamentos no almoxarifado: notebooks e tablets. Sabe-se que 60% dos equipamentos são notebooks e que 75% dos equipamentos estão destinados ao uso dos setores administrativos. Considerando apenas os equipamentos destinados aos setores administrativos, sabe-se que 40% são tablets. Qual é a porcentagem dos equipamentos no almoxarifado que são notebooks destinados a setores não administrativos?
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Q3746498 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Há passagens do texto que apresentam linguagem conotativa ou metafórica. Assinale a alternativa em que isso NÃO ocorre.
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Q3746497 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Os advérbios podem ser utilizados como modalizadores discursivos, isto é, servem para indicar a atitude do falante em relação ao conteúdo de sua mensagem. Considerando os advérbios destacados nas passagens a seguir, assinale aquele que expressa a avaliação do enunciador sobre seus próprios posicionamentos no texto. 
Alternativas
Q3746496 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
O único enunciado que NÃO mantém a impessoalidade é: 
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Q3746495 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
De acordo com as ideias veiculadas no texto, a frase “vende frango-se” não deve ser considerada “errada” porque:
Alternativas
Q3746494 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
Pela leitura do texto, só NÃO é possível confirmar a seguinte informação: 
Alternativas
Q3746493 Português
Gramática com sabor: “vende frango-se” e uma possível representação das passivas sintéticas no português popular

    Entre placas de mercados e anúncios improvisados, as frases “vende frango-se” e “forra banco-se” surgem como exemplos fascinantes de como a linguagem pode se adaptar às necessidades práticas do cotidiano. O deslocamento do “-se” para depois do sujeito paciente, embora desafie as regras da gramática padrão, cumpre com a missão essencial da linguagem: comunicar. Mas o que essa inversão revela? Mais do que um simples “erro gramatical”, essa construção é, na verdade, um reflexo de criatividade linguística e funcionalidade.
    Na gramática normativa, a partícula “-se” deve estar diretamente conectada ao verbo, como em “vende-se frango”. Essa configuração caracteriza a voz passiva sintética no português, em que o verbo e o pronome (no caso, “vende-se”) formam uma unidade gramatical que expressa uma ação sem agente explícito – na qual o sujeito (no exemplo, “frango”) é, semanticamente, paciente da ação. Na construção “vende frango-se”, essa unidade é rompida, com o sujeito paciente, “frango”, deslocado para uma posição imediatamente após o verbo.
    Esse deslocamento serve a uma função pragmática clara: prioriza o elemento a ser vendido como central da mensagem, conferindo-lhe maior visibilidade e destaque. A estrutura é particularmente eficaz em contextos informais, como anúncios de venda, em que a clareza e a rapidez da comunicação são essenciais. Apesar de se afastar da norma tradicional, a frase mantém a impessoalidade característica da voz passiva por meio da partícula “-se”, que continua a desempenhar sua função gramatical.
     Embora a construção seja funcional no contexto específico, é importante observar que ela representa uma adaptação que rompe com a sequência esperada da voz passiva sintética. Essa inversão é atípica em registros formais e compromete sua aceitabilidade, em que a ordem normativa “verbo-se” auxilia na decodificação mais sistemática da mensagem. No entanto, em cartazes informais, essa inversão emergente cumpre sua função comunicativa ao destacar o elemento de maior interesse: o produto ou serviço oferecido.
    Portanto, a frase “vende frango-se” demonstra como a organização sintática pode ser ajustada para atender a demandas pragmáticas específicas, sem comprometer a funcionalidade ou a clareza, desde que o contexto seja apropriado. Trata-se de um exemplo de como o uso da língua pode flexibilizar-se para alcançar objetivos comunicativos específicos, ainda que se afaste da norma-padrão.
     Por trás dessa inversão está uma questão ainda mais interessante: a voz passiva sintética, usada em “vende-se frango”, pode não ser uma estrutura produtiva na língua falada. Longe dos anúncios comerciais (“aluga-se”, “compra-se” etc.), ela soa artificial, distante, e tende a ser substituída na fala cotidiana por formas mais naturais aos falantes de português brasileiro, como “vende frango aqui” ou até “tem frango pra vender”. Essa preferência por construções diretas pode explicar por que, em contextos informais de escrita, o uso da norma-padrão se desdobra em adaptações criativas.
    A dificuldade em internalizar a passiva sintética na fala pode ser um dos motivos pelos quais sua aplicação na escrita informal é frequentemente ajustada. Nesse caso, “vende frango-se” não seria um “erro”, mas uma adaptação da língua às formas mais intuitivas e funcionais de comunicação. Isso sugere que a variante culta pode estar perdendo vitalidade em contextos práticos, afinal, a norma não é um objetivo em si mesma, mas um conjunto de ferramentas que, aqui, cede espaço à criatividade.
     A norma gramatical pode até ser uma estrada asfaltada, mas a língua popular prefere pegar atalhos. Enquanto as regras tradicionalistas insistem na “correção”, a fala das ruas faz o que precisa ser feito: comunica-se, funciona e segue em frente.
    No fim das contas, “vende frango-se” é mais do que uma frase curiosa ou um exemplo de gramática alternativa. É uma celebração da língua como um organismo vivo, flexível e profundamente humano. Ao desafiar a norma-padrão, ela nos convida a repensar o que é considerado “certo” ou “errado” na linguagem e a reconhecer que as regras existem para servir à comunicação, e não o contrário.
    Entre o rigor da gramática e a simplicidade das placas improvisadas, fica claro que a criatividade é o que mantém a língua vibrante. O frango vendido na esquina e a estrutura que o anuncia são, juntos, um lembrete de que a verdadeira riqueza linguística está na diversidade – e que a norma é apenas uma das muitas possibilidades da linguagem. 

(Disponível em: https://jornal.usp.br/artigos/gramatica. Acesso em: julho de 2025. Adaptado.)
A alternativa cujo enunciado NÃO admite transposição para a voz passiva se encontra em:
Alternativas
Respostas
1361: C
1362: D
1363: D
1364: C
1365: C
1366: B
1367: D
1368: C
1369: A
1370: C
1371: D
1372: D
1373: C
1374: B
1375: D
1376: D
1377: A
1378: C
1379: A
1380: A