Questões de Concurso
Sobre pneumologia em medicina
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Ao exame: consciente e cooperativo, frequência respiratória de 32 irpm, frequência cardíaca de 108 bpm, pressão arterial de 138 × 82 mmHg, temperatura de 36,8 °C e SpO₂ de 84% em ar ambiente. Apresenta uso de musculatura acessória, tempo expiratório prolongado e sibilos difusos bilateralmente. Não há edema periférico.
Radiografia de tórax demonstra hiperinsuflação pulmonar, sem consolidações ou pneumotórax. Exames laboratoriais mostram: leucócitos 12.800/mm³, hemoglobina 15,1 g/dL, creatinina 0,9 mg/dL, sódio 138 mEq/L e potássio 4,0 mEq/L.
Após início de oxigenoterapia controlada, com SpO₂ de 90%, a gasometria arterial revela: pH 7,28 | PaCO₂ 68 mmHg | PaO₂ 61 mmHg | HCO₃⁻ 31 mEq/L
Considerando o diagnóstico mais provável, os achados clínicos e gasométricos e os mecanismos farmacológicos envolvidos, assinale a opção que apresenta a conduta inicial mais adequada.
Após instituição do tratamento e avaliação adequada da adesão, da técnica inalatória, das exposições ambientais e das comorbidades, a paciente permaneceu completamente controlada, sem exacerbações e com função pulmonar preservada, utilizando apenas a combinação de corticosteroide inalatório (ICS) e formoterol em baixa dose, sob demanda.
De acordo com o Global Initiative for Asthma (GINA) 2026, quanto à gravidade, essa paciente deve ser classificada como portadora de
Ao exame físico, encontrava-se em bom estado geral, com frequência respiratória de 18 irpm, frequência cardíaca de 74 bpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. A ausculta pulmonar era normal.
Os exames demonstraram: espirometria basal com volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁) de 81% do previsto e relação VEF₁/capacidade vital forçada (CVF) de 0,71, com escore Z de −2,05 (VR: >−1,645); após broncodilatador, o VEF₁ passou de 81% para 94% do previsto, correspondendo a aumento de 13 pontos percentuais do valor previsto; fração exalada de óxido nítrico (FeNO): 18 ppb; escarro induzido: eosinófilos: 7% (VR do laboratório: <3%); eosinófilos sanguíneos: 170 células/mm³ (VR: <300 células/mm³); imunoglobulina E total (IgE): 395 UI/mL (VR: < 100 UI/mL).
Considerando a história clínica, os achados funcionais e os biomarcadores inflamatórios, assinale a opção que interpreta mais adequadamente esse conjunto de resultados.
Segundo os responsáveis, apesar do uso regular de corticosteroide inalatório em dose alta associado a β2-agonista de longa duração (LABA), apresentava tosse produtiva diária, sibilância recorrente, múltiplas exacerbações, necessidade frequente de corticosteroide sistêmico e duas internações hospitalares no último ano. Relatavam ainda infecções respiratórias recorrentes desde os primeiros anos de vida.
Ao exame físico, apresentava baqueteamento digital, roncos difusos e crepitações persistentes na base do hemitórax direito.
A tomografia computadorizada de alta resolução do tórax demonstrou bronquiectasias predominando no lobo médio e na língula.
De acordo com as recomendações mais recentes da Global Initiative for Asthma (GINA), o diagnóstico diferencial a ser obrigatoriamente investigado, antes de confirmar o diagnóstico de asma grave nessa criança, é
Utilizava tratamento controlador máximo recomendado para sua faixa etária, composto por budesonida em dose alta associada ao formoterol, além de broncodilatador de alívio quando necessário. Apesar disso, mantinha sintomas diurnos praticamente diários, despertares noturnos duas a três vezes por semana e importante limitação para atividades físicas.
A técnica inalatória foi reavaliada em duas consultas consecutivas e considerada adequada. A adesão ao tratamento foi superior a 90%, confirmada pelos registros de dispensação farmacêutica. A residência era livre de tabagismo, mofo e animais domésticos. Foram excluídas comorbidades e diagnósticos diferenciais relevantes, incluindo fibrose cística, discinesia ciliar primária, imunodeficiência, aspiração pulmonar crônica e outras doenças respiratórias.
Ao exame físico, apresentava bom estado geral, frequência respiratória de 24 irpm, frequência cardíaca de 102 bpm, saturação periférica de oxigênio de 97% em ar ambiente e sibilos expiratórios discretos e difusos.
Os exames laboratoriais mostraram: hemoglobina 12,8 g/dL (VR: 11,5–15,5 g/dL); leucócitos 8.900/mm³ (VR: 5.000–14.500/mm³); eosinófilos 820 células/mm³ (VR: 0–500 células/mm³); imunoglobulina E (IgE) total 640 UI/mL (VR: <60 UI/mL para a idade); óxido nítrico exalado fracionado (FeNO) 48 ppb (VR: <20 ppb); proteína C-reativa 0,2 mg/dL (VR: <0,5 mg/dL). Os testes cutâneos por puntura demonstraram sensibilização para ácaros da poeira domiciliar.
Considerando as recomendações do GINA 2026 para crianças com suspeita de asma grave, a conduta mais apropriada nesse momento é
Ao exame físico, o menino encontrava-se em bom estado geral, afebril, com frequência respiratória de 18 irpm, frequência cardíaca de 76 bpm e saturação periférica de oxigênio de 98% em ar ambiente. A ausculta pulmonar foi normal.
Foram realizados os seguintes exames:
Espirometria basal: volume expiratório forçado no primeiro segundo (VEF₁): 78% do previsto; relação VEF₁/capacidade vital forçada (CVF): 0,70 (VR: >0,80 para a idade). Após broncodilatador: aumento do VEF₁ de 16% e 360 mL em relação ao valor basal. Fração exalada de óxido nítrico (FeNO): 56 ppb.
Escarro induzido com 9% de eosinófilos.
Eosinófilos sanguíneos: 610 células/mm³ (VR: <300 células/mm³).
Imunoglobulina E total (IgE): 420 UI/mL (VR: < 100 UI/mL).
De acordo com as recomendações da Global Initiative for Asthma (GINA) 2026, assinale a afirmativa que interpreta mais corretamente esses achados.
O diagnóstico mais provável é
Exame físico: peso = 12 kg, comprimento = 90 cm; FR = 36 IRPM, tiragem intercostal baixa, sibilos e estertores grossos difusos. Ecocardiograma: normal. TC de tórax: em ambos os pulmões, áreas de atenuação em mosaico alternando com áreas de parênquima normal, com espessamento das paredes brônquicas e bronquiectasias cilíndricas bilaterais. Nas imagens em expiração, observam-se áreas compatíveis com aprisionamento aéreo. Não são vistas consolidações parenquimatosas ou massas.
O diagnóstico mais provável é
Sobre o melhor manejo desse paciente, é correto afirmar que
Considerando os achados clínicos, laboratoriais e radiográficos, assinale o diagnóstico mais provável.
Considerando o conjunto dos achados clínicos e de imagem, assinale o diagnóstico mais provável.
Ao exame: temperatura 38,1 oC, frequência cardíaca 112 bpm, frequência respiratória 28 irpm, pressão arterial 118 × 72 mmHg e saturação de O₂ de 89% em ar ambiente. À ausculta pulmonar, apresenta crepitações finas bilaterais, sem sibilos.
Os exames laboratoriais mostram: hemoglobina 14,2 g/dL; leucócitos 16.800/mm³, com 84% de neutrófilos e 2% de eosinófilos; plaquetas 328.000/mm³; proteína C reativa 126 mg/L; creatinina 0,9 mg/dL. Testes moleculares para SARS CoV 2 e influenza são negativos. Hemoculturas e culturas de escarro não demonstram crescimento bacteriano, e a investigação microbiológica complementar não identifica agente infeccioso.
A radiografia de tórax evidencia opacidades pulmonares bilaterais difusas. A tomografia computadorizada mostra opacidades em vidro fosco bilaterais, multifocais, com relativa preservação subpleural, sem derrame pleural.
Diante da hipoxemia, o paciente é internado e recebe oxigenoterapia. Após avaliação clínica e exclusão razoável de etiologia infecciosa, considera-se o emprego de glicocorticoide sistêmico.
Com base nos achados clínicos, laboratoriais e radiológicos apresentados, assinale a opção que melhor estabelece o diagnóstico, a conduta terapêutica e o mecanismo farmacológico relacionado ao tratamento.
A conduta mais apropriada é
No momento da avaliação encontra-se assintomática, com SpO₂ de 98% em ar ambiente e ausculta pulmonar normal.
A espirometria realizada nesse período mostra: CVF: 96% do previsto; VEF1: 94% do previsto; VEF1/CVF: 0,82. Após administração de broncodilatador, ocorre aumento do VEF1 de 5% e 140 mL.
A contagem de eosinófilos no sangue periférico é de 520 células/mm³ e a fração exalada de óxido nítrico, FeNO, é de 52 ppb.
Considerando a hipótese diagnóstica principal e a interpretação conjunta dos achados, a conduta mais apropriada para obter confirmação objetiva do diagnóstico nessa paciente é
Diante da persistência da atividade da doença, após exclusão de tuberculose latente e outras contraindicações, optou-se pela introdução de infliximabe.
Considerando a imunopatogênese da sarcoidose e o mecanismo molecular do tratamento proposto, assinale a afirmativa correta.
Exame Físico: PA 148/94 mmHg | FC 84 bpm | SpO2 96% em ar ambiente | Peso 98 kg | Altura 1,72 m | IMC 33,1 kg/m² | Circunferência cervical 44 cm | Mallampati IV.
Considerando a elevada probabilidade pré-teste de apneia obstrutiva do sono e os princípios técnicos da investigação dos distúrbios respiratórios do sono, assinale a afirmativa correta.
Homem de 58 anos gostaria de retomar seu tratamento, pois refere que, há vários meses, tem sentido dificuldade em acompanhar sua esposa de mesma idade quando caminham, mesmo em terrenos planos; ele necessita de pausas breves após andar algumas quadras para recuperar o fôlego. Ele possui diagnóstico de doença pulmonar obstrutiva crônica há 2 anos, sem outras comorbidades, não tendo necessitado de atendimento em serviços de saúde por eventos agudos nos últimos 12 meses.
O tratamento inalatório mais apropriado para o caso, de acordo com o diagnóstico recebido e baseando-se na classificação GOLD dos grupos ABE, é
Quanto ao quadro clínico, observa-se que o índice residual é