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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071678 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Idoso de 68 anos, ex-tabagista, queixa de "fraqueza e febre arrastada", além de piora da tosse, iniciada há cerca de 4 meses. Há história de aumento de expectoração, sudorese noturna e um episódio de hemoptise de cerca de 30 mL na última semana. Nega perda de peso. Durante atendimento, apresenta estertores localizados no pulmão direito, sem radiografia disponível no momento. Sat. O2: 95%.
Considerando o diagnóstico diferencial inicial na UBS/ESF, ainda sem imagem, assinale a alternativa CORRETA sobre a priorização de exame complementar:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na UBS/ESF, tosse crônica associada a febre arrastada, sudorese noturna, aumento de expectoração e hemoptise define suspeita clínica prioritária de tuberculose pulmonar; por isso, a investigação inicial deve ser feita com escarro para baciloscopia e teste rápido molecular, sem aguardar imagem.

Tema central: Suspeita inicial de tuberculose
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque TC de tórax e broncoscopia não são a primeira priorização diagnóstica na UBS diante de forte suspeita clínica de tuberculose pulmonar. O erro médico é saltar a etapa inicial de investigação da hipótese principal por escarro e partir para métodos mais complexos e menos acessíveis, reservados para elucidação posterior, inconclusão diagnóstica ou investigação complementar de neoplasia/complicações.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o quadro sindrômico descrito é compatível com tuberculose pulmonar e, na atenção primária, a primeira etapa deve ser a confirmação bacteriológica/molecular com exame de escarro. A hemoptise não afasta tuberculose; ao contrário, reforça a necessidade de elucidação diagnóstica pronta. A ausência de radiografia no momento não impede iniciar essa investigação, e a priorização de escarro é coerente com a hierarquia propedêutica: exame inicial mais acessível, menos invasivo e diretamente voltado para a hipótese principal.
C
Errada
Está errada porque o quadro não se comporta como simples exacerbação aguda de DPOC: há evolução de 4 meses, febre arrastada, sudorese noturna e hemoptise, o que exige investigação etiológica específica para tuberculose. Além disso, o enunciado não traz diagnóstico prévio de DPOC. Tratar empiricamente com antibiótico e corticoide antes de investigar TB atrasaria o diagnóstico de uma doença infecciosa potencialmente transmissível.
D
Errada
Está errada porque citologia de escarro e PET-CT não constituem a investigação inicial prioritária nesse cenário de atenção primária. Mesmo com neoplasia no diagnóstico diferencial por idade, tabagismo prévio e hemoptise, o critério médico decisivo é que a hipótese infecciosa principal e de relevância imediata é tuberculose pulmonar, cuja abordagem inicial correta começa com exame de escarro. PET-CT, além disso, não é primeiro passo diagnóstico nesse contexto.
Pegadinha da questão
A banca usa hemoptise, idade e antecedente de tabagismo para induzir priorização precoce de câncer de pulmão ou de DPOC, mas o conjunto temporal e sistêmico do caso aponta primeiro para suspeita de tuberculose e exige investigação inicial com escarro, mesmo sem imagem.
Dica para questões semelhantes
  • Se houver tosse crônica associada a febre prolongada, sudorese noturna, expectoração e hemoptise, pense primeiro em suspeita clínica de tuberculose pulmonar.
  • Na UBS, a hipótese principal deve ser investigada primeiro com exame etiológico acessível e menos invasivo; na suspeita de TB pulmonar, isso significa escarro para baciloscopia e teste molecular.
  • Hemoptise pequena não define neoplasia como hipótese prioritária e não justifica pular a etapa inicial de investigação de tuberculose.
  • Ausência de radiografia ou de perda de peso não afasta tuberculose nem impede iniciar a investigação específica.

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