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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071674 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Você atende na UBS/ESF uma mulher de 55 anos, tabagista 30 maços-ano, com dispneia aos esforços moderados (subir um lance de escada) e tosse produtiva matinal há 3 semanas, sem febre ou hemoptise. Ao exame: FR 24 irpm, SatO2 93% em ar ambiente, estertores finos em bases bilaterais, IMC 28 kg/m².

Diante desse caso clínico atendido na UBS/ESF, assinale a conduta inicial adequada:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na UBS, dispneia associada a taquipneia, SatO2 de 93% em ar ambiente e estertores finos bibasais exige primeiro avaliar estabilidade e estratificar gravidade antes de presumir DPOC estável ou condução ambulatorial simples.

Tema central: Estratificação da dispneia
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque subestima um quadro com sinais de alerta respiratório. Dispneia, taquipneia, SatO2 de 93% e estertores bibasais não permitem classificá-lo como sem gravidade para simples manejo sintomático com mucolítico e retorno programado. O erro é tratar como quadro leve sem antes avaliar estabilidade e necessidade de encaminhamento urgente.
B
Errada
Está errada porque fecha prematuramente o diagnóstico em DPOC e prioriza encaminhamento eletivo ao pneumologista. Tabagismo e sintomas respiratórios aumentam a suspeita de DPOC, mas não a confirmam; a confirmação requer espirometria. Antes de referência especializada eletiva, o passo correto é excluir instabilidade e estratificar gravidade.
C
Certa
A alternativa C está correta porque prioriza a avaliação clínica completa e a oximetria serial, com estratificação de gravidade para encaminhamento à UPA se houver instabilidade. Isso é o adequado neste caso, já que a paciente tem dispneia, FR 24 irpm, saturação limítrofe/baixa e estertores finos bibasais, achados que não permitem condução como quadro respiratório leve presumido nem fechamento imediato de DPOC estável. Antes de qualquer manejo ambulatorial rotineiro, é preciso definir estabilidade clínica.
D
Errada
Está errada porque antecipa investigação e tratamento de doença obstrutiva antes da prioridade clínica imediata. Solicitar espirometria e radiografia de tórax pode ter lugar depois, e o salbutamol não responde ao problema central da questão, que é definir se há comprometimento respiratório relevante. A conduta inicial deve priorizar avaliação de estabilidade antes de investigar e tratar como doença obstrutiva.
Pegadinha da questão
A banca induz ao rótulo de DPOC pelo tabagismo e pela tosse, mas o dado que muda a conduta é a combinação de dispneia, FR 24, SatO2 de 93% e estertores finos bibasais, que impede manejo ambulatorial simples ou encaminhamento eletivo antes da estratificação de gravidade.
Dica para questões semelhantes
  • Em queixa respiratória na APS, sinais como taquipneia, dessaturação relativa e estertores vêm antes do diagnóstico etiológico presumido na definição da conduta inicial.
  • Tabagismo forte aumenta suspeita de DPOC, mas não autoriza fechar diagnóstico nem ignorar outros diferenciais quando o exame pulmonar foge do padrão típico.
  • Exames ambulatoriais e terapêutica empírica só ganham prioridade depois que a estabilidade clínica foi avaliada.

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