Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimen...
Homem de 65 anos, em uso de prednisona 20 mg/dia por polimialgia reumática há 6 meses, apresenta sibilos, dispneia progressiva e diarreia há 2 semanas. Exames confirmam larva de Strongyloides stercoralis em escarro e fezes, eosinófilos 15%, IgE elevada. Sem história de viagem ao exterior. Na UBS/ESF, diagnostica-se hiperinfecção pulmonar.
O manejo inicial apropriado para hiperinfecção por estrongiloidíase na UBS/ESF envolve, EXCETO:
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: A questão cobra o manejo inicial da síndrome de hiperinfecção por Strongyloides stercoralis em paciente sob corticoterapia crônica. Nesse cenário, a prioridade é intervenção imediata com antiparasitário, redução/suspensão da imunossupressão quando viável, suporte clínico e avaliação de internação se houver gravidade. Por isso, a alternativa A, que propõe encaminhamento eletivo para reumatologia antes da conduta urgente da infecção grave, é a exceção.
- Em paciente em corticoterapia crônica com larvas em escarro, pense em hiperinfecção por Strongyloides e trate como situação grave.
- A sequência lógica é: antiparasitário imediato, revisão da imunossupressão, suporte clínico e avaliação de internação conforme gravidade.
- Não subestime o caso por eosinofilia ou IgE elevadas; esses achados não afastam gravidade.
- Se a alternativa trouxer esquema terapêutico simplificado, verifique se o foco da questão é o início do tratamento, e não a posologia ideal para todos os casos graves.
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