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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071681 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relacionada a um atendimento em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
Menina de 7 anos com sibilos recorrentes, 3 episódios por ano, após infecção viral respiratória. Sem história de atopia conhecida. Hoje, em consulta, apresenta sibilos e uso de musculatura acessória, frequência respiratória: 35 irpm, sat. O2: 91% em ar ambiente. O peak flow (Pico de Fluxo Expiratório - PFE) é 70% do previsto para a idade sem tratamento de manutenção.

Considerando o controle e a exacerbação de asma nessa criança, na UBS/ESF, a conduta inicial, conforme classificação GINA (Global Initiative for Asthma) é:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Na GINA 2024 para crianças de 6–11 anos, uso de musculatura acessória, SatO2 de 91% em ar ambiente e PFE de 70% do previsto indicam exacerbação asmática aguda com necessidade de SABA, oxigênio e corticosteroide sistêmico precoce; após a estabilização, o tratamento de manutenção deve conter corticoide inalatório, o que sustenta a alternativa D.

Tema central: Exacerbação asmática pediátrica
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por dois motivos técnicos. Primeiro, escolhe montelucaste como manutenção inicial, mas a GINA 2024 define o corticoide inalatório como controlador preferencial em crianças de 6–11 anos, deixando o LTRA como alternativa menos eficaz para prevenir exacerbações. Segundo, não trata adequadamente a crise atual: com SatO2 de 91%, uso de musculatura acessória e PFE de 70%, a conduta inicial deve abordar exacerbação aguda com SABA, oxigênio e corticosteroide sistêmico, não apenas plano ambulatorial e budesonida usada nas crises.
B
Errada
Está errada porque, embora salbutamol, ipratrópio e oxigênio possam fazer parte do atendimento agudo, a alternativa omite o corticosteroide sistêmico em uma exacerbação com sinais de maior gravidade clínica e funcional. Além disso, após a melhora, a estratégia de controle deveria incluir corticoide inalatório, o que não foi estabelecido. Ipratrópio é adjuvante e não substitui nem o corticoide sistêmico na crise nem o ICS na manutenção.
C
Errada
Está errada porque inclui antitussígeno oral, que não integra o tratamento da exacerbação asmática e pode atrasar a terapêutica efetiva. Também desloca a conduta para espirometria com broncodilatação como se isso definisse o passo inicial, quando o quadro com hipoxemia, taquipneia e esforço respiratório exige primeiro estabilização da crise. Além disso, a alternativa não estabelece a estratégia controladora com corticoide inalatório após melhora, que é o ponto exigido pela GINA para essa faixa etária.
D
Certa
A alternativa D contempla os dois eixos cobrados pela questão. No momento agudo, a criança tem hipoxemia e esforço respiratório, o que sustenta salbutamol inalatório, oxigenoterapia e prednisona oral como tratamento inicial da exacerbação. Após melhora, a conduta de manutenção com corticoide inalatório está de acordo com a GINA 2024, que recomenda estratégia contendo ICS para crianças de 6–11 anos, sendo o ICS o controlador preferencial no passo 2 e superior ao LTRA na prevenção de exacerbações.
Pegadinha da questão
A banca mistura dois momentos clínicos na mesma pergunta: manejo imediato da exacerbação e definição do tratamento controlador após a melhora. Isso induz erro tanto em quem escolhe apenas medidas da crise quanto em quem escolhe apenas ajuste ambulatorial, além de supervalorizar o gatilho viral para trocar ICS por montelucaste.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança com asma e SatO2 baixa, esforço respiratório ou PFE reduzido, resolva primeiro como exacerbação aguda: SABA, oxigênio e corticosteroide sistêmico conforme gravidade.
  • Nas questões baseadas na GINA para 6–11 anos, verifique se a alternativa inclui estratégia de manutenção com ICS; não deixe a criança apenas com broncodilatador de resgate.
  • Montelucaste pode aparecer como alternativa, mas não supera o ICS como controlador preferencial para prevenção de exacerbações nessa faixa etária.
  • Não deixe adjuvantes ou exames deslocarem o critério decisivo: ipratrópio não substitui corticoide sistêmico na crise, e espirometria não vem antes da estabilização.

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