A abordagem dos episódios recorrentes de sibilância em cria...

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Q4069475 Medicina
A abordagem dos episódios recorrentes de sibilância em crianças pré-escolares menores de 5 anos é um desafio na prática pediátrica devido à sobreposição de fenótipos. Acerca disso, assinale a alternativa CORRETA.
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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério que decide a questão é o padrão epidemiológico da sibilância em menores de 5 anos: na faixa pré-escolar, a maioria dos episódios é desencadeada por infecções virais, e isso pode ocorrer tanto em crianças com predisposição asmática quanto em crianças sem asma definida, o que torna a alternativa A a única compatível com a base clínica do caso.

Tema central: Sibilância recorrente no pré-escolar
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A acerta o ponto central cobrado: em pré-escolares, a sibilância recorrente é frequentemente precipitada por infecções virais e esse padrão não equivale automaticamente a asma estabelecida. O mesmo fenótipo clínico pode aparecer em crianças que terão asma e também em crianças sem fenótipo asmático definido. Portanto, ela reconhece corretamente a heterogeneidade fenotípica e o desencadeante mais comum nessa idade.
B
Errada
Está errada por atribuir à espirometria um papel que ela não tem nessa faixa etária. Espirometria não é exame de rotina anual a partir dos 6 meses, não é de fácil execução em lactentes e pré-escolares pequenos e depende de cooperação, com importante limitação em menores de 5 anos. Portanto, não serve como método prático confirmatório precoce de hiperreatividade nesse grupo.
C
Errada
Está errada porque sibilância recorrente em criança pequena não é sinônimo de asma. O diagnóstico diferencial deve incluir, conforme o contexto clínico, causas não asmáticas como fibrose cística e anomalias congênitas de vias aéreas, além de outras etiologias relevantes. Dispensar essa investigação quando indicada é tecnicamente inadequado e pode levar à perda de diagnósticos estruturais ou sistêmicos.
D
Errada
Está errada porque corticoterapia oral contínua por 12 meses não é conduta primária para qualquer pré-escolar com mais de um episódio de sibilância induzida por vírus. Essa proposta é excessiva, não corresponde ao manejo habitual e expõe a efeitos adversos sistêmicos importantes, sem fundamento para uso indiscriminado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sibilância viral recorrente no pré-escolar e asma já confirmada, levando o candidato a aceitar exame funcional inadequado, abandonar diagnósticos diferenciais ou indicar corticoide sistêmico contínuo como se todo chiado recorrente tivesse o mesmo significado.
Dica para questões semelhantes
  • Em menores de 5 anos, parta do dado epidemiológico mais comum: sibilância recorrente costuma ser desencadeada por vírus e não define asma por si só.
  • Desconfie de alternativas que tratem espirometria em lactentes como exame rotineiro, simples ou confirmatório.
  • Não aceite afirmações que dispensem investigação de causas não asmáticas em sibilância recorrente nessa faixa etária.
  • Uso prolongado de corticoide oral contínuo para episódios virais recorrentes deve ser visto como conduta inadequada e potencialmente danosa.

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