Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimen...
Mulher de 60 anos, ex-fumante de 20 cigarros por dia mais exposição à fumaça de biomassa de lenha por 30 anos, com dispneia grau 2 na escala mMRC e tosse crônica. Em consulta, exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares, sem cianose ou edema. Apresenta pontuação CAT de 18. Espirometria após broncodilatador mostra VEF1 sobre CVF de 0,62, menor que 0,70, e VEF1 de 65% do valor previsto.
Considerando a classificação GOLD e o manejo inicial relacionados ao rastreio e à estratificação de DPOC na paciente referida, assinale a alternativa CORRETA:
Gabarito comentado
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Gabarito: C
Fundamento decisivo: A DPOC está confirmada pela relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70, e a paciente é sintomática (mMRC 2 e CAT 18). Como o enunciado não informa exacerbações frequentes nem hospitalização, não há base para rotulá-la como alto risco por exacerbação; nessa situação, a recomendação inicial para paciente sintomática é LABA+LAMA.
- Separe sempre confirmação espirométrica e estratificação clínica: VEF1/CVF < 0,70 confirma DPOC, mas não define sozinho o grupo clínico.
- Use mMRC e CAT para sintomas e use exacerbações/hospitalização para risco; CAT alto não basta para definir alto risco por exacerbação.
- Em paciente sintomática sem indicação para ICS, a escolha inicial preferencial é LABA+LAMA.
- Se a alternativa trouxer ICS ou tripla terapia, procure no enunciado dados que sustentem essa indicação; sem exacerbações, eosinofilia ou asma, a intensificação não se justifica.
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