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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071682 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 60 anos, ex-fumante de 20 cigarros por dia mais exposição à fumaça de biomassa de lenha por 30 anos, com dispneia grau 2 na escala mMRC e tosse crônica. Em consulta, exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares, sem cianose ou edema. Apresenta pontuação CAT de 18. Espirometria após broncodilatador mostra VEF1 sobre CVF de 0,62, menor que 0,70, e VEF1 de 65% do valor previsto.

Considerando a classificação GOLD e o manejo inicial relacionados ao rastreio e à estratificação de DPOC na paciente referida, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A DPOC está confirmada pela relação VEF1/CVF pós-broncodilatador < 0,70, e a paciente é sintomática (mMRC 2 e CAT 18). Como o enunciado não informa exacerbações frequentes nem hospitalização, não há base para rotulá-la como alto risco por exacerbação; nessa situação, a recomendação inicial para paciente sintomática é LABA+LAMA.

Tema central: Classificação inicial da DPOC
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque classifica como GOLD A uma paciente com mMRC 2 e CAT 18, portanto sintomática. Além disso, monoterapia com tiotrópio não é a escolha inicial preferencial quando a paciente sintomática pode receber broncodilatação dupla.
B
Errada
Errada porque propõe tripla terapia com ICS apenas por CAT alto. Isso não é indicação inicial de rotina, já que não há dados de exacerbações frequentes, hospitalização, asma ou eosinofilia que sustentem corticosteroide inalatório.
C
Certa
A alternativa C é a melhor resposta porque traz o esquema inicial compatível com paciente com DPOC confirmada e sintomática: LABA+LAMA, associado a reabilitação pulmonar e vacinação. O rótulo "alto risco" não está tecnicamente sustentado pelos dados do enunciado, já que não há histórico de exacerbações ou hospitalização, mas a resposta se mantém correta pelo conjunto terapêutico e pela classificação sintomática em grupo B. O VEF1 de 65% apenas indica obstrução moderada (GOLD 2 espirométrico) e não justifica, sozinho, tripla terapia ou corticosteroide inalatório inicial.
D
Errada
Errada porque também classifica como GOLD A apesar de mMRC 2 e CAT 18, e ainda inclui mucolítico oral como eixo do manejo inicial, o que não corresponde ao tratamento padrão da DPOC estável sintomática.
Pegadinha da questão
A banca mistura classificação espirométrica com grupos clínicos da GOLD e tenta induzir ao erro ao usar CAT alto como sinônimo de alto risco de exacerbação. O ponto decisivo é que a paciente é sintomática, sem histórico informado de exacerbações, o que favorece LABA+LAMA.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre confirmação espirométrica e estratificação clínica: VEF1/CVF < 0,70 confirma DPOC, mas não define sozinho o grupo clínico.
  • Use mMRC e CAT para sintomas e use exacerbações/hospitalização para risco; CAT alto não basta para definir alto risco por exacerbação.
  • Em paciente sintomática sem indicação para ICS, a escolha inicial preferencial é LABA+LAMA.
  • Se a alternativa trouxer ICS ou tripla terapia, procure no enunciado dados que sustentem essa indicação; sem exacerbações, eosinofilia ou asma, a intensificação não se justifica.

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