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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071680 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 45 anos, HIV positivo em terapia antirretroviral com um inibidor de protease, CD4 indicando 250 células/mL3, além de artrite reumatoide em tratamento com adalimumabe. História de contato domiciliar com tuberculose ativa (pai diagnosticado recentemente). Entretanto, assintomática do trato respiratório. Teste IGRA positivo, enzimas hepáticas ALT e AST normais, sem hepatite C.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a quimioprofilaxia a ser adotada nesse casso: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Em pessoa vivendo com HIV, o tratamento preventivo da tuberculose é indicado quando há contato domiciliar recente e IGRA positivo, após exclusão de TB ativa. Neste caso, o uso de inibidor de protease torna rifampicina e rifapentina opções dependentes de compatibilidade farmacológica e, entre as alternativas, isso exclui os esquemas com rifamicina, restando a isoniazida por 9 meses como regime apropriado.

Tema central: TPT no HIV
Análise das alternativas
A
Errada
Incorreta porque inclui rifampicina. O esquema 3HR pode ser usado em HIV apenas quando as interações medicamentosas permitirem, e o enunciado informa uso de inibidor de protease. A rifampicina é forte indutora enzimática e reduz de forma clinicamente relevante a exposição ao inibidor de protease, tornando essa combinação inadequada nesse cenário.
B
Errada
Incorreta porque levofloxacino não é esquema padrão de TPT para contato domiciliar com tuberculose ativa presumivelmente sensível. Fluoroquinolona fica reservada a situações específicas, como exposição a cepa resistente ou impossibilidade dos esquemas usuais. Nada no enunciado sustenta essa exceção.
C
Certa
A alternativa C está correta porque oferece um esquema válido de tratamento preventivo da tuberculose latente em pessoa vivendo com HIV quando há impedimento ao uso de rifamicinas por interação medicamentosa. A isoniazida por 9 meses permanece opção recomendada nesse contexto e não apresenta a interação farmacocinética crítica descrita para rifampicina e rifapentina com inibidores de protease. A associação com piridoxina é adequada para reduzir risco de neuropatia periférica, especialmente em PVHIV. As transaminases normais também não criam obstáculo imediato ao uso da isoniazida, embora não eliminem necessidade de monitorização.
D
Errada
Incorreta porque inclui rifapentina. O esquema 3HP também depende de compatibilidade com o tratamento antirretroviral, e a presença de inibidor de protease no enunciado é justamente o dado que limita o uso de rifamicinas. Portanto, entre as alternativas oferecidas, esse regime não se sustenta.
Pegadinha da questão
A banca induz à escolha de um esquema curto com rifamicina, mas o detalhe decisivo é o uso de inibidor de protease, que muda a conduta por interação medicamentosa relevante.
Dica para questões semelhantes
  • Em TPT para pessoa vivendo com HIV, primeiro confirme a indicação e depois cheque se há rifamicina na alternativa e se o esquema antirretroviral permite seu uso.
  • Se houver inibidor de protease, trate rifampicina e rifapentina como opções dependentes de compatibilidade farmacológica, não como escolhas automáticas.
  • Levofloxacino não é esquema rotineiro de TPT para contato com TB sensível; só considere essa via quando o enunciado trouxer uma situação especial que a justifique.
  • IGRA positivo com contato recente e imunossupressão aponta para indicação de tratamento preventivo, mas isso não autoriza escolher qualquer esquema sem analisar interação medicamentosa.

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