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Q4156276 Medicina
Homem com 73 anos, tabagista e etilista, apresenta aumento de volume indolor em região parotídea direita, com evolução de um ano. Ao exame físico, observa-se lesão nodular profunda em região parotídea à direita com cerca de 2,5 cm no maior diâmetro, de consistência dura, móvel, sem linfonodos significativos palpáveis e com mímica facial preservada. Ressonância magnética evidencia lesão bem delimitada, com 2,8 cm, restrita ao lobo superficial da parótida direita, sem invasão de estruturas adjacentes. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela carcinoma mucoepidermoide de baixo grau.
Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156275 Medicina
Homem de 72 anos, tabagista há 40 anos (20 cigarros/ dia), etilista social, apresenta disfonia progressiva há oito meses, associada a dispneia aos médios esforços nas últimas semanas. Nasofibrolaringoscopia mostrou lesão ulceroinfiltrativa em supraglote, envolvendo a prega vestibular e a prega ariepiglótica à direita, paralisia da hemilaringe direita. Tomografia computadorizada e ressonância magnética evidenciam lesão com invasão da cartilagem tireoide, sem extensão extralaríngea, e presença de linfonodo cervical no nível IIA homolateral de 2,5 cm, sem sinais de ruptura capsular. PET-CT confirma captação em lesão primária e linfonodo cervical, sem evidência de metástases à distância. Após laringectomia total com esvaziamento cervical radical modificado à direita e esvaziamento cervical seletivo II-IV à esquerda, o exame anatomopatológico revela: carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado, com 3,8 cm no maior diâmetro, invasão da cartilagem tireoide, margens cirúrgicas livres, ausência de embolização vascular e linfática e invasão perineural ausente, com metástase em quatro de 32 linfonodos dissecados, sem ruptura capsular, homolaterais ao tumor primário.
Qual a conduta mais adequada no pós-operatório?
Alternativas
Q4156274 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 68 anos, tabagista há 35 anos (30 cigarros/dia), etilista crônico, apresenta disfonia progressiva há nove meses, com relato de piora nos últimos dois meses associada a odinofagia e sensação de “bolo” na garganta. Durante laringofibroscopia ambulatorial, foi evidenciada lesão vegetante em prega vocal direita, com extensão para comissura anterior e invasão superficial da prega vocal contralateral, com mobilidade preservada de ambas as pregas vocais. A comissura anterior somente foi acessível com o exame fibroscópico, sendo de difícil visibilização com telescópio, e o paciente tem um grau moderado de retrognatia. Tomografia computadorizada com contraste e cortes finos (1 mm) evidencia lesão restrita à glote, com mínima invasão de cartilagem tireoide na face interna da quilha dela, com espessamento de pregas vocais e extensão para comissura anterior. Não há evidência de linfonodomegalias cervicais ou metástases à distância.
Considerando o estadiamento TNM (8a edição) e as diretrizes atuais de tratamento, qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156273 Medicina
Mulher de 45 anos, não tabagista e não etilista, apresenta tumor em base de língua com 2,5 cm de diâmetro, com evolução de seis meses. Ao exame físico, observa-se lesão nodular submucosa em hemibase de língua à direita, além de presença de múltiplos linfonodos cervicais bilaterais, o maior com 1,8 cm à direita. A biópsia da lesão primária revela carcinoma de células escamosas não queratinizante. A imuno-histoquímica é positiva para p16. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética confirmam lesão restrita à base de língua e presença de múltiplos linfonodos cervicais bilaterais, sem sinais de ruptura capsular. PET-CT evidencia captação em lesão primária e em linfonodos cervicais bilaterais, sem evidência de metástases à distância. Após tratamento com quimiorradioterapia definitiva (70 Gy + cisplatina), a paciente apresenta resposta completa clínica e radiológica. Dois anos após o tratamento, a paciente permanece sem evidência de doença, mas apresenta xerostomia grau 2, disfagia leve para alimentos sólidos e hipotireoidismo em tratamento.
Assinale a alternativa correta sobre esse caso.
Alternativas
Q4156272 Medicina
Homem de 52 anos, etilista social e não tabagista, apresenta tumor em região da tonsila palatina direita com 3,2 cm de diâmetro, indolor, com evolução de dois meses. Ao exame físico, observa-se lesão exofítica em tonsila palatina direita, sem ulceração, e presença de linfonodo cervical ipsilateral de 2,5 cm, móvel, indolor. A biópsia da lesão primária revela carcinoma de células escamosas moderadamente diferenciado. A imuno-histoquímica é positiva para p16. A tomografia computadorizada e a ressonância magnética confirmam lesão restrita à amígdala palatina e presença de dois linfonodos cervicais ipsilaterais, o maior com 2,8 cm, sem sinais de ruptura capsular. PET-CT não evidencia metástases à distância.
Considerando o estadiamento TNM (8a edição) para carcinoma de orofaringe p16 positivo e as diretrizes atuais de tratamento, qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156271 Medicina
Paciente do sexo feminino, de 58 anos, não tabagista e não etilista, apresenta lesão leucoplásica em soalho bucal com 1,8 cm de diâmetro, com áreas eritematosas e endurecimento à palpação. A paciente relata crescimento progressivo da lesão nos últimos seis meses e dor leve relacionada a alimentação. A biópsia incisional revela carcinoma espinocelular bem diferenciado com invasão superficial do tecido conjuntivo. A ressonância magnética mostra lesão restrita ao assoalho bucal sem invasão de estruturas adjacentes e sem evidência de comprometimento linfonodal. PET-CT não evidencia metástases à distância ou linfonodais. Após ressecção cirúrgica com margens de 1 cm, o exame anatomopatológico revela: carcinoma espinocelular bem diferenciado com 1,5 cm no maior diâmetro, profundidade de invasão de 6 mm, invasão perineural presente em pequenos filetes nervosos, invasão linfovascular presente, margens cirúrgicas livres, porém exíguas.
Qual a conduta mais adequada para essa paciente no pós-operatório?
Alternativas
Q4156270 Medicina
Paciente do sexo masculino, de 62 anos, tabagista há 40 anos (20 cigarros/dia), etilista crônico, apresenta lesão ulcerada na língua há três meses. Ao exame loco-regional, observa-se, em borda direita de língua, uma lesão predominantemente infiltrativa com 3,5 cm de diâmetro, endurecida, que dista 2,0 cm do V lingual e 1,5 cm da linha média, sem acometimento do soalho da boca. Na palpação do pescoço, apresenta linfonodo cervical ipsilateral palpável, fixo, endurecido e indolor, com 1,5 cm de diâmetro em nível IB. A biópsia incisional do tumor primário confirma carcinoma espinocelular moderadamente diferenciado. A tomografia computadorizada cervical evidencia lesão restrita à língua sem invasão de estruturas adjacentes e presença de linfonodo cervical ipsilateral irregular com necrose central de 1,8 cm. Não há evidência de metástases à distância.
Considerando o estadiamento TNM (8a edição) e as diretrizes atuais de tratamento, qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156269 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 56 anos de idade, foi tratado com tireoidectomia total e esvaziamento do compartimento central (conduta do cirurgião do caso) por um carcinoma papilífero com 1,2 cm, no maior diâmetro, variante clássica, sem extravasamento e sem metástases linfonodais.
A meta recomendada para supressão com levotiroxina, segundo a ATA, é de TSH
Alternativas
Q4156268 Medicina
 Um paciente de 45 anos, portador de um nódulo de tireoide com cerca de 4,0 cm no maior diâmetro, foi submetido a tireoidectomia total após a punção aspirativa resultar numa citologia suspeita para malignidade (Bethesda V). Não havia evidência clínica nem radiológica de metástases linfonodais. O exame anatomopatológico mostrou tratar-se de um carcinoma anaplásico de tireoide com 4,5 cm, limitado à glândula, e exames de imagem posteriores não mostraram evidência de metástases à distância.
Em casos como esse, se o diagnóstico de carcinoma anaplásico estiver presente antes da abordagem cirúrgica do paciente, qual é a abordagem inicial recomendada pela American Thyroid Association?
Alternativas
Q4156267 Medicina
Homem de 60 anos, com diagnóstico de carcinoma papilífero da tireoide, sem evidências de metástases linfonodais nem à distância, foi submetido a tireoidectomia total, e o exame anatomopatológico mostrou carcinoma papilífero clássico com 3,0 cm no maior diâmetro e extensão extratireoidiana microscópica aos tecidos extratireoidianos vizinhos.
Qual é a estratificação de risco para esse caso, de acordo com os guidelines da American Thyroid Association?
Alternativas
Q4156266 Medicina
Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo tireoidiano único de 3,2 cm em lobo direito, descoberto em exame de rotina. Nega sintomas compressivos, disfagia ou disfonia. Não há histórico familiar de câncer de tireoide. Ao exame físico, observa-se nódulo palpável, mas não visível, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais. A função tireoidiana está normal (TSH: 1,8 mUI/L; T4 livre: 1,2 ng/dL). A ultrassonografia evidencia nódulo sólido, isoecogênico, com margens regulares, sem microcalcificações, mais largo do que alto, classificado como TIRADS 3. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela Bethesda II (benigno), compatível com nódulo coloide.
Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156265 Medicina
Homem de 68 anos, com doença renal crônica dialítica há sete anos, apresenta dor óssea difusa, fraqueza muscular progressiva e prurido generalizado. Exames laboratoriais mostram: cálcio sérico: 8,9 mg/dL (VR: 8,5 – 10,5); fósforo: 6,8 mg/dL (VR: 2,5 – 4,5); PTH: 380 pg/mL (VR: 15 – 65); fosfatase alcalina: 420 U/L (VR: 40 – 150); 25-OH-vitamina D: 18 ng/mL (VR: > 30). A radiografia de mãos evidencia reabsorção subperiosteal em falanges, e a cintilografia com sestamibi mostra hipercaptação difusa em topografia de paratireoides, sem focos dominantes.
Qual o diagnóstico mais provável e a conduta terapêutica inicial mais adequada, respectivamente?
Alternativas
Q4156264 Medicina
 Paciente do sexo feminino, com 62 anos, apresenta queixas de fadiga, fraqueza muscular proximal, poliúria e constipação intestinal há oito meses. Relata episódio de cólica renal há dois meses. Exames laboratoriais mostram: cálcio sérico: 12,2 mg/dL (VR: 8,5 – 10,5); fósforo: 2,1 mg/dL (VR: 2,5 – 4,5); PTH: 180 pg/mL (VR: 15 – 65); creatinina: 1,1 mg/dL; calciúria de 24 horas: 450 mg (VR: < 250). A densitometria óssea evidencia T-score de – 2,8 em terço distal do rádio, – 2,3 em colo femoral e – 1,8 em coluna lombar. A ultrassonografia cervical mostra nódulo hipoecogênico de 2,1 cm em topografia de paratireoide inferior direita, sem outras alterações, e cintilografia com Tecnécio sestamibi confirma captação do isótopo na mesma topografia.
Qual a conduta terapêutica mais adequada para esse caso?
Alternativas
Q4156263 Medicina
Mulher, de 48 anos, foi submetida à maxilectomia total à direita com exenteração orbital ipsilateral por carcinoma epidermoide de seio maxilar. Após a ressecção, observa-se um defeito complexo tridimensional envolvendo maxila, palato duro, assoalho orbital e conteúdo orbital. A paciente será submetida à radioterapia adjuvante.
Considerando a complexidade do defeito e a necessidade de radioterapia pós-operatória, qual a melhor opção reconstrutiva para esse caso?
Alternativas
Q4156262 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 52 anos, tabagista e etilista, foi submetido à glossectomia com ressecção de assoalho bucal por carcinoma epidermoide T3N0M0. Após a ressecção, observa-se um defeito de aproximadamente 4,0 x 3, 5 cm envolvendo metade da língua móvel e assoalho bucal anterior.
Qual a melhor opção de reconstrução para esse caso, considerando a funcionalidade e a qualidade de vida pós-operatória?
Alternativas
Q4156261 Medicina
Paciente do sexo feminino, com 62 anos, não tabagista e não etilista, apresenta tumor cervical à esquerda com crescimento progressivo há dois meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em nível III à esquerda, endurecida, parcialmente móvel, medindo aproximadamente 3,5 cm. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela adenocarcinoma metastático. A investigação completa com endoscopia digestiva alta, colonoscopia, mamografia, ultrassonografia de tireoide, tomografia computadorizada (TC) de pescoço, tórax, abdome e pelve não identifica lesão primária. O PET-CT mostra hipercaptação apenas no linfonodo cervical. A análise imuno-histoquímica da amostra da PAAF é positiva para CK7, CK19 e TTF-1, e negativa para tireoglobulina, CK20, CDX-2, mamoglobina e GATA-3.
Qual o provável sítio primário e a conduta mais adequada, respectivamente?
Alternativas
Q4156260 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 58 anos, tabagista e etilista, apresenta-se com nódulo cervical indolor de crescimento progressivo há quatro meses. Ao exame físico, observa-se linfonodomegalia em nível II à direita, endurecida, fixa a planos profundos, medindo aproximadamente 4 cm. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela carcinoma epidermoide metastático. A endoscopia digestiva alta, a nasofibroscopia, a videolaringoscopia e o exame físico (realizado por dois profissionais em momentos diferentes) de cavidade oral e orofaringe não observaram tumor primário. A tomografia computadorizada (TC) de pescoço, tórax e abdome superior não identifica tumor primário. O PET-CT mostra hipercaptação apenas no linfonodo cervical, sem evidência de lesão primária.
Qual é a melhor conduta terapêutica inicial para esse caso?
Alternativas
Q4156259 Medicina
Homem com 72 anos, agricultor, apresenta lesão ulcerada com bordas elevadas e peroladas na região temporal direita, com 2,5 cm de diâmetro, evolução de oito meses e crescimento progressivo. Ao exame, observa-se ulceração central com crosta sero-hemática, bordas elevadas, endurecidas e peroladas, com telangiectasias superficiais. Não há linfonodomegalias cervicais palpáveis. A biópsia confirma carcinoma basocelular (CBC) nodular infiltrativo.
Qual a melhor conduta terapêutica para esse caso?
Alternativas
Q4156258 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 38 anos, descendente de chineses, apresenta-se com linfonodomegalia cervical bilateral alta (níveis IIA e IIB) de evolução progressiva há três meses. Relata episódios de epistaxe leve, zumbido no ouvido esquerdo e cefaleia occipital. Nega tabagismo ou etilismo. Ao exame físico, observam-se múltiplos linfonodos cervicais bilaterais nos níveis II, III e V, o maior com 4 cm, de consistência endurecida e pouco móveis. A nasofibroscopia evidencia lesão submucosa em parede posterolateral da rinofaringe à esquerda. A biópsia revela carcinoma não queratinizante (tipo II da OMS). O PET-CT não evidencia metástases à distância.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o principal fator etiológico associado a esse tipo de tumor e o melhor método para avaliar a resposta ao tratamento.
Alternativas
Q4156257 Medicina
 Homem, com 42 anos, relata obstrução nasal unilateral à direita, epistaxe recorrente e hipoacusia à direita com sete meses de evolução. Nas últimas semanas, notou diplopia e dor em região temporal direita. Ao exame físico, observa-se paralisia do VI par craniano à direita e linfonodomegalia cervical alta ipsilateral, com 3,0 cm no maior diâmetro, endurecida e fixa. A nasofibroscopia revela lesão vegetante em rinofaringe com extensão para fossa nasal direita. A ressonância magnética evidencia lesão expansiva em rinofaringe com extensão para base do crânio e invasão do seio cavernoso direito. A biópsia confirma carcinoma indiferenciado do tipo nasofaríngeo (UCNT).
Qual o estadiamento clínico (TNM – AJCC 8 edição) e a melhor abordagem terapêutica inicial para esse caso?
Alternativas
Respostas
2241: B
2242: D
2243: A
2244: D
2245: E
2246: B
2247: C
2248: A
2249: E
2250: D
2251: B
2252: A
2253: C
2254: E
2255: D
2256: B
2257: D
2258: A
2259: C
2260: D