Paciente do sexo masculino, com 52 anos, tabagista e etilis...

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Q4156262 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 52 anos, tabagista e etilista, foi submetido à glossectomia com ressecção de assoalho bucal por carcinoma epidermoide T3N0M0. Após a ressecção, observa-se um defeito de aproximadamente 4,0 x 3, 5 cm envolvendo metade da língua móvel e assoalho bucal anterior.
Qual a melhor opção de reconstrução para esse caso, considerando a funcionalidade e a qualidade de vida pós-operatória?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Em defeito composto moderado de metade da língua móvel com assoalho bucal anterior após glossectomia, o critério decisivo é funcional: precisa-se de tecido delgado, maleável e bem vascularizado para preservar mobilidade, fala e deglutição; por isso, o retalho microcirúrgico antebraquial radial é a melhor opção.

Tema central: Reconstrução de língua móvel
Análise das alternativas
A
Errada
O retalho miocutâneo de peitoral maior é viável e robusto, mas está errado aqui porque é mais volumoso do que o ideal para defeito parcial de língua móvel e assoalho desse porte. Esse excesso de massa dificulta adaptação intraoral e pode prejudicar mobilidade lingual, articulação da fala e fase oral da deglutição. A questão pede a melhor reconstrução funcional, não apenas uma cobertura possível.
B
Errada
O retalho de grande dorsal fornece grande quantidade de tecido e costuma ser mais apropriado para defeitos extensos ou complexos. Neste defeito moderado de cavidade oral, ele é desproporcional e menos refinado do ponto de vista funcional, porque acrescenta volume onde o objetivo principal é reconstruir com delgadez e maleabilidade para preservar a movimentação da língua remanescente.
C
Errada
O retalho nasogeniano bilateral não atende adequadamente à perda de metade da língua móvel associada ao assoalho bucal anterior. Pela base, ele pode ser útil em defeitos menores e mais superficiais da cavidade oral, mas aqui há componente lingual móvel significativo, com exigência funcional relevante, e esse retalho é insuficiente como substituição tecidual funcional para esse padrão de defeito.
D
Certa
O retalho microcirúrgico antebraquial radial é classicamente indicado para defeitos intraorais moderados envolvendo língua móvel e assoalho bucal porque é um retalho fasciocutâneo fino, flexível, confiável e de ótima moldagem tridimensional. Neste cenário, a necessidade reconstrutiva não é apenas cobrir a perda tecidual, mas restaurar superfície mucosa e manter a mobilidade remanescente da língua. Entre as opções apresentadas, é o que oferece a melhor relação entre cobertura adequada do defeito e preservação funcional de fala e deglutição.
E
Errada
O fechamento primário com sutura direta está errado porque, em defeito de aproximadamente 4,0 x 3,5 cm envolvendo metade da língua móvel e assoalho bucal, tende a gerar fechamento sob tensão, retração cicatricial, distorção anatômica e redução da mobilidade lingual. O problema não é apenas viabilidade técnica de aproximar bordas, mas a perda funcional esperada quando se sacrifica mobilidade para fechar o defeito.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre retalho apenas viável e retalho funcionalmente ideal: retalhos pediculados clássicos e até fechamento direto podem parecer soluções suficientes, mas o dado decisivo é que metade da língua móvel com assoalho anterior exige reconstrução fina e maleável, porque volume excessivo ou tensão pioram fala e deglutição.
Dica para questões semelhantes
  • Em defeitos parciais de língua móvel, priorize o retalho que preserve mobilidade residual, não o que apenas feche o defeito.
  • Para língua móvel e assoalho bucal, tecido delgado e flexível costuma ser superior a retalhos musculocutâneos volumosos quando a meta é função.
  • Fechamento primário em cavidade oral só é boa resposta se não houver tensão nem perda funcional relevante da subunidade envolvida.
  • Não use o estadiamento tumoral isoladamente para escolher reconstrução; o determinante principal é o defeito resultante e a meta funcional.

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