Paciente do sexo masculino, com 56 anos de idade, foi trata...

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Q4156269 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 56 anos de idade, foi tratado com tireoidectomia total e esvaziamento do compartimento central (conduta do cirurgião do caso) por um carcinoma papilífero com 1,2 cm, no maior diâmetro, variante clássica, sem extravasamento e sem metástases linfonodais.
A meta recomendada para supressão com levotiroxina, segundo a ATA, é de TSH
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Pela ATA 2015, pacientes com carcinoma diferenciado de tireoide de baixo risco devem manter TSH no limite inferior da normalidade, entre 0,5 e 2,0 mUI/L. Como o caso traz tumor papilífero clássico de 1,2 cm, sem extravasamento e sem metástases linfonodais, a alternativa correta é a que expressa essa meta.

Tema central: Meta de TSH
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide com a recomendação da ATA para câncer diferenciado de tireoide de baixo risco após tratamento cirúrgico: manter o TSH em faixa baixa-normal, entre 0,5 e 2,0 mUI/L. O enunciado não traz achados de alto risco, doença persistente ou resposta incompleta que justificassem metas mais agressivas.
B
Errada
A faixa de 0,1 a 0,5 mUI/L por cinco a dez anos excede a recomendação rotineira para este caso. Essa intensidade de supressão é compatível com cenários de maior risco inicial ou resposta bioquímica incompleta, não com tumor pequeno, intratireoidiano e sem metástases nodais. O erro está em aplicar a um paciente de baixo risco uma meta reservada a situações oncológicas diferentes.
C
Errada
TSH menor que 0,1 mUI/L indefinidamente representa supressão intensa e prolongada. Pela ATA 2015, benefício documentado dessa supressão ocorre em pacientes de alto risco, não em baixo risco como o do enunciado. Além de não haver fundamento oncológico aqui, a base destaca que supressão excessiva aumenta risco de efeitos adversos cardiovasculares e ósseos.
D
Errada
TSH maior que 2,0 mUI/L contraria a meta da ATA para seguimento de baixo risco, que é manter o hormônio no limite inferior da referência. O erro médico é abandonar a meta oncológica mínima recomendada e deslocar o TSH para acima da faixa indicada pela diretriz.
E
Errada
TSH indetectável por dois anos também configura supressão excessiva para um paciente de baixo risco sem evidência de doença persistente. A diretriz não recomenda TSH indetectável como alvo rotineiro nesse cenário. A alternativa ainda explora confusão possível entre meta de TSH e outros marcadores de seguimento, como tireoglobulina.
Pegadinha da questão
A banca mistura um caso de baixo risco com alternativas de supressão usadas em contextos de maior risco ou resposta incompleta, especialmente a faixa de 0,1 a 0,5 mUI/L. Outra confusão real é trocar meta de TSH por ideia de TSH indetectável.
Dica para questões semelhantes
  • Primeiro estratifique o risco: tumor pequeno, intratireoidiano e sem linfonodos indica baixo risco pela ATA.
  • Se a questão pedir a meta de TSH segundo a ATA em baixo risco, procure 0,5 a 2,0 mUI/L.
  • Supressão abaixo de 0,1 mUI/L não é regra para todo carcinoma papilífero; na base, ela se relaciona a alto risco, não a baixo risco.
  • Não deixe a extensão da cirurgia definir a meta de TSH; o que decide é o risco oncológico e a resposta ao tratamento.

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