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Q4156258 Medicina
Paciente do sexo masculino, com 38 anos, descendente de chineses, apresenta-se com linfonodomegalia cervical bilateral alta (níveis IIA e IIB) de evolução progressiva há três meses. Relata episódios de epistaxe leve, zumbido no ouvido esquerdo e cefaleia occipital. Nega tabagismo ou etilismo. Ao exame físico, observam-se múltiplos linfonodos cervicais bilaterais nos níveis II, III e V, o maior com 4 cm, de consistência endurecida e pouco móveis. A nasofibroscopia evidencia lesão submucosa em parede posterolateral da rinofaringe à esquerda. A biópsia revela carcinoma não queratinizante (tipo II da OMS). O PET-CT não evidencia metástases à distância.
Assinale a alternativa que apresenta, correta e respectivamente, o principal fator etiológico associado a esse tipo de tumor e o melhor método para avaliar a resposta ao tratamento.
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Carcinoma não queratinizante da nasofaringe em descendente de chineses aponta etiologia típica por EBV; para avaliação de resposta loco-regional após o tratamento, a ressonância magnética com contraste é o método principal.

Tema central: Carcinoma de nasofaringe
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada nos dois termos. Tabagismo e etilismo não são o principal vínculo etiológico do carcinoma não queratinizante de nasofaringe descrito; esse subtipo se associa classicamente ao EBV. Além disso, o PET-CT com FDG tem papel complementar, sobretudo para suspeita de doença residual ou metastática, mas não é o melhor método principal para avaliar resposta loco-regional na rinofaringe.
B
Errada
Formaldeído pode ser lembrado como fator de risco ocupacional em alguns contextos, mas não é o principal fator etiológico característico do subtipo não queratinizante clássico cobrado na questão. A ultrassonografia cervical também está inadequada como método de resposta, porque se limita ao pescoço e não avalia adequadamente o tumor primário rinofaríngeo nem a extensão profunda.
C
Certa
A alternativa C é a única que combina o vínculo etiológico clássico do subtipo não queratinizante da nasofaringe com o exame mais adequado para controle pós-tratamento. No caso, a descendência chinesa, a lesão em rinofaringe e a histologia descrita sustentam a associação com EBV, enquanto a RM com contraste é superior para avaliar doença residual loco-regional e estruturas profundas, o que a torna a melhor escolha frente a USG, TC, endoscopia isolada ou PET-CT como método principal.
D
Errada
HPV não é a associação etiológica clássica desse tumor; esse raciocínio pertence mais aos carcinomas de orofaringe. A tomografia com contraste é inferior à ressonância magnética para avaliação de partes moles e da extensão loco-regional residual na rinofaringe, portanto falha também no segundo termo.
E
Errada
Nitrosaminas da dieta são fator epidemiológico associado em populações endêmicas, mas não superam o EBV como principal vínculo etiológico característico do carcinoma não queratinizante da nasofaringe. Endoscopia com biópsia também não é o melhor método para avaliação de resposta global, porque pode confirmar persistência mucosa, mas não avalia adequadamente doença submucosa, espaços profundos ou extensão loco-regional completa.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: usar o PET-CT como resposta apenas porque ele já apareceu no enunciado e trocar o marcador etiológico principal do carcinoma não queratinizante de nasofaringe por fatores gerais de cabeça e pescoço ou por cofatores epidemiológicos, quando o vínculo mais característico é o EBV.
Dica para questões semelhantes
  • Em tumor de rinofaringe não queratinizante, sobretudo em descendente asiático, pense primeiro em associação com EBV.
  • Para resposta loco-regional em nasofaringe, priorize exame com melhor definição de partes moles e espaços profundos: RM com contraste.
  • Não confunda fator associado com fator etiológico principal cobrado: nitrosaminas podem coexistir, mas o marcador clássico desse subtipo é o EBV.
  • PET-CT é útil no contexto oncológico, mas não substitui a melhor avaliação anatômica local quando a pergunta pede o método principal de resposta.

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