Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo ti...

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Q4156266 Medicina
Paciente do sexo feminino, com 22 anos, apresenta nódulo tireoidiano único de 3,2 cm em lobo direito, descoberto em exame de rotina. Nega sintomas compressivos, disfagia ou disfonia. Não há histórico familiar de câncer de tireoide. Ao exame físico, observa-se nódulo palpável, mas não visível, móvel à deglutição, sem linfonodomegalias cervicais. A função tireoidiana está normal (TSH: 1,8 mUI/L; T4 livre: 1,2 ng/dL). A ultrassonografia evidencia nódulo sólido, isoecogênico, com margens regulares, sem microcalcificações, mais largo do que alto, classificado como TIRADS 3. A punção aspirativa por agulha fina (PAAF) revela Bethesda II (benigno), compatível com nódulo coloide.
Qual a conduta mais adequada para esse caso?
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pela ATA 2015, nódulos com citologia benigna devem ter seguimento definido pelo padrão ultrassonográfico; para nódulos de baixa suspeição, o controle por US é feito em 12–24 meses, com nova PAAF apenas se houver crescimento ou surgirem achados suspeitos. Como o caso traz Bethesda II, TIRADS 3, paciente eutireoidea e sem sintomas compressivos, a conduta indicada é vigilância, não intervenção imediata.

Tema central: Nódulo tireoidiano benigno
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque repetir PAAF em 3 a 6 meses não é a conduta padrão após Bethesda II quando a imagem é de baixo risco e não há discordância clínico-radiológica. A nova PAAF fica reservada a crescimento significativo ou aparecimento de novas características suspeitas ao ultrassom.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque o nódulo tem citologia benigna (Bethesda II), ultrassonografia de baixo risco (TIRADS 3, sem microcalcificações, margens irregulares, formato mais alto que largo ou linfonodomegalias) e a paciente está assintomática e eutireoidea. Nesse cenário, a base decisória recomenda seguimento clínico-radiológico com ultrassonografia periódica, em faixa de 12–24 meses; assim, a ideia de observação anual é compatível com esse acompanhamento conservador.
C
Errada
Está errada porque lobectomia direita seria uma conduta invasiva sem indicação neste caso. Em nódulo benigno, assintomático, eutireoideo e sem suspeita oncológica, o tamanho isolado de 3,2 cm não obriga cirurgia.
D
Errada
Está errada porque a tireoidectomia total exige justificativa ainda mais forte do que a lobectomia, e essa justificativa não existe aqui. Não há câncer confirmado, doença bilateral, multifocalidade conhecida, doença difusa nem outro elemento que sustente ressecção total.
E
Errada
Está errada porque a ablação percutânea com etanol não é a conduta de escolha para nódulo sólido benigno assintomático. Essa abordagem é mais indicada para cistos ou nódulos predominantemente císticos sintomáticos ou recorrentes.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de supervalorizar o tamanho do nódulo como indicação automática de cirurgia ou de nova PAAF. O ponto decisivo não é o 3,2 cm isolado, e sim a concordância entre Bethesda II, TIRADS 3 e ausência de sintomas ou sinais de agressividade.
Dica para questões semelhantes
  • Depois de Bethesda II, a próxima decisão depende do padrão ultrassonográfico e da evolução, não do impulso de intervir imediatamente.
  • Tamanho isolado não derruba uma citologia benigna quando o ultrassom é de baixo risco e não há sintomas compressivos nem sinais clínicos suspeitos.
  • Repetição precoce de PAAF não é rotina em nódulo benigno; ela volta à cena se houver crescimento relevante ou novos achados suspeitos.
  • Etanol deve lembrar nódulo cístico ou predominantemente cístico, não nódulo sólido benigno assintomático.

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