Paciente do sexo feminino, de 58 anos, não tabagista e
não etilista, apresenta lesão leucoplásica em soalho bucal com 1,8 cm de diâmetro, com áreas eritematosas e
endurecimento à palpação. A paciente relata crescimento
progressivo da lesão nos últimos seis meses e dor leve
relacionada a alimentação. A biópsia incisional revela
carcinoma espinocelular bem diferenciado com invasão
superficial do tecido conjuntivo. A ressonância magnética
mostra lesão restrita ao assoalho bucal sem invasão de
estruturas adjacentes e sem evidência de comprometimento linfonodal. PET-CT não evidencia metástases à
distância ou linfonodais. Após ressecção cirúrgica com
margens de 1 cm, o exame anatomopatológico revela:
carcinoma espinocelular bem diferenciado com 1,5 cm no
maior diâmetro, profundidade de invasão de 6 mm, invasão perineural presente em pequenos filetes nervosos,
invasão linfovascular presente, margens cirúrgicas livres,
porém exíguas.
Qual a conduta mais adequada para essa paciente no
pós-operatório?