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Q3988721 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise o trecho: “A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.” (4º§). No contexto em que é empregado, o termo “inação” exprime a ideia de:
Alternativas
Q3988719 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Em relação à concordância dos termos destacados nos trechos a seguir, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q3988717 Português
Futuro das cidades depende da integração entre água, saneamento e ação climática 

        A América Latina detém quase um terço dos recursos de água doce no mundo, mas milhões de pessoas ainda não têm acesso seguro. O Brasil tem avançado, como com a criação do Marco Legal do Saneamento em 2020, que estabeleceu metas de universalização para 2033. Isso é particularmente importante considerando que, hoje, 32 milhões de pessoas no Brasil ainda não têm acesso à água potável e cerca de 90 milhões não contam com coleta de esgoto, segundo o Instituto Trata Brasil.

        Esses déficits estruturais se tornam ainda mais urgentes à medida que as mudanças climáticas avançam, trazendo enchentes devastadoras, secas prolongadas e eventos extremos cada vez mais imprevisíveis. A resposta para essa questão exige abandonar soluções fragmentadas, em silos, e adotar uma abordagem integrada, na qual água, saneamento e ação climática sejam tratados como partes inseparáveis do mesmo desafio.

        A formulação de políticas em silos significa que estratégias de adaptação climática são desenvolvidas sem considerar a infraestrutura de água e saneamento, enquanto projetos de saneamento são implementados sem levar em conta vulnerabilidades climáticas. Sistemas de saneamento construídos sem resiliência são destruídos por enchentes, e comunidades sem acesso à água potável não conseguem se recuperar de secas prolongadas.

        Essa fragmentação desperdiça recursos, atrasa respostas a crises e aprofunda desigualdades. Populações vulneráveis são as primeiras a sofrer e as últimas a se recuperar. Ao mesmo tempo, o acesso à água potável e ao saneamento protege a saúde pública. Um relatório da Unicef mostra que, na América Latina e no Caribe, 4,8 milhões de pessoas enfrentam a dupla carga de alta escassez de água e baixos níveis de serviço de água potável. Este é um dos principais fatores de mortalidade entre crianças de 5 anos por doenças evitáveis. Serviços confiáveis atuam como primeira linha de defesa contra enfermidades agravadas pelas mudanças climáticas, incluindo dengue, cólera e leptospirose. A inação agora resultará em maiores custos hospitalares, perdas de produtividade e mortes evitáveis no futuro.

        Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos. Cidades que adotam pavimentos permeáveis, redes de esgoto eficientes ou programas de restauração de bacias melhoram a gestão das águas, a produtividade agrícola e reduzem os impactos de enchentes urbanas. A integração também fortalece a segurança alimentar e energética, pois proteger bacias hidrográficas e expandir o reuso de água é essencial para a agricultura e a geração hidrelétrica – responsável por 60% da eletricidade na América Latina, segundo a IEA. Além dos números, soluções integradas aumentam a confiança social, já que comunidades que experimentam água segura, saneamento confiável e proteção contra desastres tendem a apoiar políticas climáticas mais amplas.

        Para avançar, governos devem definir metas claras e mensuráveis para integrar água, saneamento e clima, apoiadas por investimentos estratégicos e monitoramento eficiente. Além disso, a sociedade civil deve ser empoderada como voz ativa na construção de soluções que impactam suas comunidades.

(Por Muyatwa Sitali. Disponível em: https://www.gazetadopovo.com.br/opiniao/artigos. Acesso em: janeiro de 2026. Adaptado.)
Analise sintaticamente o trecho “Integrar água, saneamento e ação climática gera benefícios concretos.” (5º§) e assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988669 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 

Observe o verso:


“tudo é do índio”.


Analise as afirmativas sobre regência verbal e nominal:


I. O verbo “ser” exige, nesse contexto, a preposição “de”, indicando posse ou pertencimento.


II. A expressão “do índio” resulta da contração da preposição “de” com o artigo indefinido “o”.


III. Caso se utilizasse “para o índio”, haveria alteração semântica, indicando destinação em vez de posse.


IV. A regência nominal de “pertencente” seria equivalente à do verbo “ser” nesse contexto: “pertencente ao índio”.


É correto apenas o que se afirma em:

 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988668 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 

Leia o trecho do poema:


“palavras são do índio / terra é do índio / canto é do índio”.


Sobre a concordância verbal e nominal nesse trecho, analise as afirmativas. 


I. Em “palavras são do índio”, o verbo concorda corretamente com o sujeito plural.


II. Em “terra é do índio”, o verbo concorda com o sujeito singular, mantendo a norma culta.


III. Em “canto é do índio”, há concordância nominal incorreta, pois o adjetivo deveria estar no plural.


IV. O uso de “são” e “é” demonstra adequação às regras de concordância verbal da língua portuguesa.


É correto apenas o que se afirma em:

 

Alternativas
Ano: 2026 Banca: FSA Órgão: FSA-SP Prova: FSA - 2026 - FSA-SP - Bibliotecário |
Q3988667 Português
Texto 1

Radical
Autor: Jéssica Iancoski


só há terra indígena

tudo é do índio


palavras são do índio

terra é do índio

canto é do índio

brasil é do índio


ídios- não há

só há índios


indioleto indioma

indílios indiovidual

indiolatria indiotipo


: tudo é índio- 
O poema Radical apresenta uma construção marcada pela repetição e pela criação de neologismos, como “indioma” e “indiolatria”. Essa estratégia reforça uma ideia central do texto.

Acerca do texto, avalie as afirmações a seguir: 

I. O texto sugere que a identidade indígena é fundadora e inseparável da própria noção de Brasil.

II. A repetição da expressão “tudo é do índio” enfatiza a ideia de pertencimento e resistência cultural.

III. Os neologismos criados pela autora indicam uma tentativa de dissolver a língua portuguesa na língua indígena, apagando a primeira.

IV. O poema apresenta uma crítica à invisibilidade dos povos indígenas, ao afirmar “ídios – não há / só há índios”.

É correto apenas o que se afirma em:  
Alternativas
Q3988662 Direito Administrativo
“Investidura do servidor em cargo de atribuições e responsabilidades compatíveis com a limitação que tenha sofrido em sua capacidade física ou mental, verificada em inspeção médica e atestada por junta médica oficial”. De acordo com o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração dos Profissionais da Educação Básica do Município de Armação dos Búzios, esse é o conceito de:  
Alternativas
Q3988659 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
Segundo o artigo 2º da Lei Brasileira de Inclusão, a realização de exame médico-pericial, componente da avaliação biopsicossocial da deficiência:  
Alternativas
Q3988657 Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990
À luz do Estatuto da Criança e do Adolescente, a falta ou a carência de recursos materiais: 
Alternativas
Q3988652 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES


Maria Fernanda Ziegler


      A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

    Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

      “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

     Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar.

     “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

      O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

       Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

     “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.

      O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

       Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.


Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026. 
“‘Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso’, afirma Silva” (9º parágrafo). Esse parágrafo do texto cumpre a função discursiva de:  
Alternativas
Q3988648 Português
TEXTO: BEBÊS EXPOSTOS À POBREZA APRESENTAM ATRASOS NO DESENVOLVIMENTO MOTOR JÁ AOS SEIS MESES


Maria Fernanda Ziegler


      A pobreza pode afetar o desenvolvimento motor dos bebês já aos seis meses de idade. Essa é a conclusão do primeiro estudo brasileiro que investigou mês a mês a quantidade e a qualidade do desenvolvimento motor e sua relação com a vulnerabilidade socioeconômica nos primeiros meses de vida.

    Conduzido por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), o trabalho acompanhou 88 bebês dos 3 aos 8 meses, sendo 50 deles em situação de vulnerabilidade socioeconômica. Os resultados foram publicados na revista Acta Psychologica.

      “Além desses bebês alcançarem marcos motores [como agarrar objetos, virar e sentar] mais tarde que os não expostos à pobreza, eles apresentavam menor diversidade de movimentos, repetindo sempre a mesma estratégia para pegar um brinquedo, por exemplo”, explica Carolina Fioroni Ribeiro da Silva, bolsista da Fapesp cujo estudo foi objeto de seu doutorado.

     Para Eloisa Tudella, professora da UFSCar e orientadora da pesquisa, esses atrasos sutis em lactentes expostos à pobreza podem ter impactos importantes mais adiante, nos períodos pré-escolar e escolar.

     “Embora não tenha sido o foco direto da pesquisa, evidências indicam que atrasos motores leves no primeiro ano de vida podem influenciar o desenvolvimento global e se associar a problemas comportamentais na idade escolar, incluindo transtorno do déficit de atenção com hiperatividade [TDAH] e transtornos da coordenação”, afirma.

      O estudo mostrou ainda que há espaço para reversão já que, aos oito meses, os atrasos já não eram mais significativos. Essa possibilidade de melhora é atribuída ao engajamento das mães, que passaram a reproduzir em casa as orientações dadas durante as visitas (nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras).

        “A maioria das mães expostas à pobreza era adolescente e não sabia como estimular os bebês após o nascimento. Durante as visitas, nós ensinávamos práticas simples, como colocar a criança de barriga para baixo, usar papel amassado como brinquedo ou conversar e cantar para o bebê. Todas as mães se mostraram muito receptivas, copiavam as ações durante as avaliações e passaram a interagir mais com os filhos, favorecendo seu desenvolvimento motor”, conta Silva, atualmente em pós-doutorado na Heinrich Heine University, na Alemanha.

       Conhecidos como “tummy time”, os períodos curtos em que o bebê fica de bruços sobre um tapete, acordado e supervisionado, são indicados para fortalecer cabeça, pescoço, ombros, costas e braços, contribuindo para a preparação da musculatura e a coordenação necessárias para que o bebê seja capaz de rolar, sentar, engatinhar e ficar de pé.

     “Em muitos lares, os bebês passavam mais tempo confinados em carrinhos, com poucas oportunidades para explorar o ambiente, fortalecer os músculos e experimentar diferentes formas de se mover, pois não havia espaço para isso”, afirma Silva.

      O trabalho utilizou pela primeira vez no Brasil o Infant Motor Profile (IMP), instrumento desenvolvido por pesquisadores da Universidade de Groningen, na Holanda. Diferente de escalas que avaliam apenas se o bebê atingiu determinado marco motor, o IMP analisa também a qualidade dos movimentos – variação, fluidez, simetria e desempenho. Isso permite identificar precocemente riscos neuromotores, planejar intervenções mais precisas e acompanhar a evolução das crianças ao longo do tempo.

       Segundo Tudella, outra vantagem do instrumento é reduzir a necessidade de avaliações mais caras e complexas, como ressonância magnética em bebês, que em geral exige sedação.


Fonte:
https://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2026/02
/bebes-expostos-a-pobreza-apresentam-atrasos-nodesenvolvimento-motor-ja-aos-seis-meses.shtml.
Acesso em 12/02/2026. 
Ao informar que “nenhum pai se apresentou como responsável para receber as pesquisadoras” (6º parágrafo), é possível inferir que:
Alternativas
Q3988616 Português

Assinale a alternativa cuja sequência de vocábulos apresenta a seguinte ordem: ditongo crescente, hiato, ditongo decrescente.


Alternativas
Q3988615 Português

Quanto ao processo de formação de palavra, assinale a alternativa correta:


Alternativas
Q3988612 Português
Relacione as colunas e assinale a resposta correta.

( 1 ) Oração coordenada sindética adversativa

( 2 ) Oração Subordinada adverbial proporcional

( 3 ) Oração coordenada assindética

( 4 ) Oração Subordinada substantiva subjetiva


( ) Hoje, fiquei feliz no parque, encontrei meu amigo de infância.

( ) O restaurante do meu amigo é muito bonito, porém a comida não é boa.

( ) À medida que o tempo passa, aprendemos o valor de uma aprovação.

( ) É necessário que estudemos para a prova. 
Alternativas
Q3988611 Português
Considerando a classificação dos vocábulos segundo os conceitos de hipônimo, homônimo, parônimo, hiperônimo, assinale a alternativa correta em que todas as palavras são hipônimas. 
Alternativas
Q3988610 Português
Analise o trecho em destaque e responda classificando-o corretamente. ...“As curtidas, a aprovação social, são estímulos de alta variabilidade, de alta potência”.
Alternativas
Q3988609 Português
Bloquear redes sociais até os 16 anos protege adolescentes? Entenda prós e contras


Medida adotada por países como Espanha e Austrália divide opiniões; no Brasil, nova lei responsabiliza plataformas.


A decisão de países como Austrália e Espanha de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos reacendeu um debate no mundo todo sobre se bloquear o acesso é realmente eficaz para proteger crianças e adolescentes dos riscos do ambiente digital.


Enquanto os países optaram pelo banimento direto de menores em alguns sites e plataformas, o Brasil seguirá o caminho da regulamentação e responsabilização dos sites. Neste mês, entra em vigor o chamado ECA Digital, que não proíbe o uso das redes por menores de 16 anos, mas impõe regras mais rígidas às plataformas, como verificação de idade e vinculação de contas aos responsáveis.


Especialistas apontam que a discussão vai além de simplesmente permitir ou proibir, e que as plataformas devem estar melhor preparadas para todo tipo de público. [...] Para a psicóloga Thais Rejane, o debate precisa considerar as características próprias da adolescência. “Penso que quando a gente fala em adolescência, a gente fala de um período em que o indivíduo tende a responder mais intensamente a qualquer reforçador imediato”, argumenta.


Ela explica que as redes sociais operam justamente com estímulos altamente reforçadores. “As curtidas, a aprovação social, são estímulos de alta variabilidade, de alta potência”. Segundo a especialista, a exposição constante pode afetar a capacidade de autocontrole. “A gente sabe que essa exposição a esse acesso pode dificultar o autocontrole desse adolescente.”


Do ponto de vista das políticas públicas digitais, Kelli Angelini Neves, assessora do NIC.br, destaca que o principal benefício do banimento é reduzir o contato precoce com ambientes considerados de alto risco.


Disponível em: https://www.terra.com.br/byte/internet/bloquear redes-sociais-ate-os-16-anos-protege-adolescentes-entenda-pros-e contras,3db60713591df70edaa120b213f1a141pgm1fby1.html?utm_ source=clipboard  
Na frase: “Ela explica que as redes sociais operam justamente com estímulos altamente reforçadores” ... de acordo com texto, o termo em destaque faz referência: 
Alternativas
Q3988608 Português
Bloquear redes sociais até os 16 anos protege adolescentes? Entenda prós e contras


Medida adotada por países como Espanha e Austrália divide opiniões; no Brasil, nova lei responsabiliza plataformas.


A decisão de países como Austrália e Espanha de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos reacendeu um debate no mundo todo sobre se bloquear o acesso é realmente eficaz para proteger crianças e adolescentes dos riscos do ambiente digital.


Enquanto os países optaram pelo banimento direto de menores em alguns sites e plataformas, o Brasil seguirá o caminho da regulamentação e responsabilização dos sites. Neste mês, entra em vigor o chamado ECA Digital, que não proíbe o uso das redes por menores de 16 anos, mas impõe regras mais rígidas às plataformas, como verificação de idade e vinculação de contas aos responsáveis.


Especialistas apontam que a discussão vai além de simplesmente permitir ou proibir, e que as plataformas devem estar melhor preparadas para todo tipo de público. [...] Para a psicóloga Thais Rejane, o debate precisa considerar as características próprias da adolescência. “Penso que quando a gente fala em adolescência, a gente fala de um período em que o indivíduo tende a responder mais intensamente a qualquer reforçador imediato”, argumenta.


Ela explica que as redes sociais operam justamente com estímulos altamente reforçadores. “As curtidas, a aprovação social, são estímulos de alta variabilidade, de alta potência”. Segundo a especialista, a exposição constante pode afetar a capacidade de autocontrole. “A gente sabe que essa exposição a esse acesso pode dificultar o autocontrole desse adolescente.”


Do ponto de vista das políticas públicas digitais, Kelli Angelini Neves, assessora do NIC.br, destaca que o principal benefício do banimento é reduzir o contato precoce com ambientes considerados de alto risco.


Disponível em: https://www.terra.com.br/byte/internet/bloquear redes-sociais-ate-os-16-anos-protege-adolescentes-entenda-pros-e contras,3db60713591df70edaa120b213f1a141pgm1fby1.html?utm_ source=clipboard  

Assinale a alternativa correta, segundo a temática desenvolvida no texto.

 

Alternativas
Q3988607 Português
Bloquear redes sociais até os 16 anos protege adolescentes? Entenda prós e contras


Medida adotada por países como Espanha e Austrália divide opiniões; no Brasil, nova lei responsabiliza plataformas.


A decisão de países como Austrália e Espanha de proibir o uso de redes sociais por menores de 16 anos reacendeu um debate no mundo todo sobre se bloquear o acesso é realmente eficaz para proteger crianças e adolescentes dos riscos do ambiente digital.


Enquanto os países optaram pelo banimento direto de menores em alguns sites e plataformas, o Brasil seguirá o caminho da regulamentação e responsabilização dos sites. Neste mês, entra em vigor o chamado ECA Digital, que não proíbe o uso das redes por menores de 16 anos, mas impõe regras mais rígidas às plataformas, como verificação de idade e vinculação de contas aos responsáveis.


Especialistas apontam que a discussão vai além de simplesmente permitir ou proibir, e que as plataformas devem estar melhor preparadas para todo tipo de público. [...] Para a psicóloga Thais Rejane, o debate precisa considerar as características próprias da adolescência. “Penso que quando a gente fala em adolescência, a gente fala de um período em que o indivíduo tende a responder mais intensamente a qualquer reforçador imediato”, argumenta.


Ela explica que as redes sociais operam justamente com estímulos altamente reforçadores. “As curtidas, a aprovação social, são estímulos de alta variabilidade, de alta potência”. Segundo a especialista, a exposição constante pode afetar a capacidade de autocontrole. “A gente sabe que essa exposição a esse acesso pode dificultar o autocontrole desse adolescente.”


Do ponto de vista das políticas públicas digitais, Kelli Angelini Neves, assessora do NIC.br, destaca que o principal benefício do banimento é reduzir o contato precoce com ambientes considerados de alto risco.


Disponível em: https://www.terra.com.br/byte/internet/bloquear redes-sociais-ate-os-16-anos-protege-adolescentes-entenda-pros-e contras,3db60713591df70edaa120b213f1a141pgm1fby1.html?utm_ source=clipboard  

De acordo com texto assinale a alternativa correta.

 

Alternativas
Q3988604 Estatuto da Pessoa com Deficiência - Lei nº 13.146 de 2015
A Lei nº 13.146/2015 que institui o Estatuto da Pessoa com Deficiência, também denominado Lei Brasileira de Inclusão, constitui um marco na garantia de direitos e na promoção da inclusão social das pessoas com deficiência.

Considerando o disposto no Capítulo IV, que trata do direito à educação, é CORRETO afirmar que:
Alternativas
Respostas
8301: B
8302: D
8303: C
8304: D
8305: B
8306: C
8307: C
8308: D
8309: A
8310: B
8311: D
8312: A
8313: B
8314: D
8315: B
8316: A
8317: E
8318: C
8319: E
8320: A