Questões de Concurso Comentadas sobre medicina
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O pediatra encaminhou uma criança de 4 anos de idade, com sopro, para o cardiologista. O cardiologista fez diagnóstico de um sopro inocente, mas o ecocardiograma mostrou sobrecarga de câmaras direitas, tendo a criança sido encaminhada para o ambulatório de pneumologia para investigação de hipertensão pulmonar.
Na avaliação, a criança é absolutamente normal, Sat.O2 97% em ar ambiente, eupneica, ausculta pulmonar normal, desenvolvimento e crescimento normais, brinca, sorri, interage normalmente durante a consulta. Não tem histórico de tosse ou episódios de sibilância.
Ao examinar a orofaringe, você nota uma hipertrofia muito importante de tonsilas palatinas e ao perguntar para a mãe, ela diz que a criança ronca muito alto e que chega a fazer pausas na respiração durante o sono.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Você acompanha no ambulatório um adolescente de 16 anos, portador de asma desde a infância. Teve 2 internações nos últimos 6 meses e há 1 mês precisou ficar em ventilação mecânica na UTI devido a asma. Desde antes da internação estava em uso de Corticóide inalado em dose alta, beta 2 agonista de longa duração, e tiotrópio. Desde a alta da UTI há 1 mês, não consegue mais retirar o corticóide oral. A técnica inalatória está correta e o paciente tem boa adesão ao tratamento. Já foram descartadas comorbidades (sinusite, refluxo, disfunção de cordas vocais), não é tabagista e não tem exposição a agentes que possam piorar a asma. Nos últimos exames antes da internação, tinha eosinófilos 250 /microL e fração exalada de óxido nítrico de 25 ppb.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa que contém a alternativa CORRETA para o tratamento desse paciente:
Você está no ambulatório de pneumologia e encaixaram uma consulta de urgência hoje. Tratase de uma criança de 3 anos de idade, sem história de sibilância ou outras comorbidades, com quadro de tosse e febre de 4 dias de duração. Está alimentando um pouco menos que o normal, mas aceita bem líquidos por via oral. A criança está no colo da mãe, no momento está afebril, mas está nitidamente taquipneica para a idade. Não tem tiragem intercostal ou outro sinal de desconforto respiratório. Pela percussão, tem som claro pulmonar bilateralmente e não foi notada redução do murmúrio vesicular nas bases pulmonares.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA.
Você atende pela primeira vez um paciente adulto, de 18 anos, sexo masculino, com história de vários episódios de broncoespasmo durante toda a vida. Era acompanhado pelo pediatra até poucos meses atrás e era tratado com corticoide inalatório. Pelo histórico do paciente, ele foi um bebê prematuro ao nascer. Nasceu com 27 semanas de idade gestacional, ficou em ventilação mecânica invasiva por 42 dias e teve alta da UTI neonatal ainda em uso de oxigênio, que só conseguiu ser suspenso após os 4 meses de vida.
Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA.
Mulher de 62 anos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), grupo GOLD B, mais sequela de tuberculose com fibrose apical, com cerca de 3 exacerbações por ano. Em consulta médica apresenta teste de avalição de DPOC de 15 e aderência baixa aos inaladores. Exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares bilaterais, eupneica, sem cianose ou uso de musculatura acessória. FR: 18 irpm.
Conforme protocolos do Ministério da Saúde, assinale a alternativa INCORRETA sobre o cuidado longitudinal desse quadro de DPOC, no âmbito da ESF/SUS:
Mulher de 48 anos, obesa com índice de massa corporal 34, direcionada pela regulação à pneumologia com queixa de "falta de ar noturna". Na anamnese, roncos intensos relatados pelo marido, menção a episódios de apneia com despertares súbitos e queixa de fadiga diurna. Sem dispneia diurna. Exame físico sem alterações dignas de nota. Sons respiratórios normais, sem sibilos. Eupneica, FR: 16 irpm. Tolera bem decúbito dorsal. Escala de Epworth 12 de 24.
Considerando a principal hipótese diagnóstica nessa consulta de pneumologia ambulatorial, a conduta apropriada, no âmbito da rede SUS, é:
Homem de 35 anos, sem acompanhamento específico para HIV/AIDS, com último contagem de CD4 indicando 80 células/mm3, abandonou terapia antirretroviral há vários meses. Apresenta dispneia insidiosa há 2 semanas mais tosse seca, DHL: 650U/L, saturação O2: 87% em ar ambiente. Radiografia mostra infiltrados intersticiais difusos.
Considerando essa suspeita de infecção oportunista definidora de AIDS, o seu correto manejo envolve, EXCETO:
Lactente de 6 meses no pico invernal com coriza, sibilância fina bilateral, saturação de O2: 92% em ar ambiente, afebril e sem fatores de risco como pré-termo e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica familiar. Teste rápido negativo para influenza e COVID-19.
Assinale a conduta apropriada para o manejo inicial do quadro:
Homem de 50 anos com febre de 38,5 graus Celsius, tosse produtiva e dor pleurítica há 3 dias, hipertensão arterial controlada. Na UBS apresenta frequência respiratória de 22 irpm, sat. O2: 94% em ar ambiente e crepitações no lobo inferior esquerdo. Radiografia mostra consolidado no lobo inferior esquerdo.
A antibioticoterapia e o manejo apropriados para esse quadro de pneumonia comunitária adquirida na comunidade, considerando o score CURB do paciente, é:
Mulher de 60 anos, ex-fumante de 20 cigarros por dia mais exposição à fumaça de biomassa de lenha por 30 anos, com dispneia grau 2 na escala mMRC e tosse crônica. Em consulta, exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares, sem cianose ou edema. Apresenta pontuação CAT de 18. Espirometria após broncodilatador mostra VEF1 sobre CVF de 0,62, menor que 0,70, e VEF1 de 65% do valor previsto.
Considerando a classificação GOLD e o manejo inicial relacionados ao rastreio e à estratificação de DPOC na paciente referida, assinale a alternativa CORRETA:
Menina de 7 anos com sibilos recorrentes, 3 episódios por ano, após infecção viral respiratória. Sem história de atopia conhecida. Hoje, em consulta, apresenta sibilos e uso de musculatura acessória, frequência respiratória: 35 irpm, sat. O2: 91% em ar ambiente. O peak flow (Pico de Fluxo Expiratório - PFE) é 70% do previsto para a idade sem tratamento de manutenção.
Considerando o controle e a exacerbação de asma nessa criança, na UBS/ESF, a conduta inicial, conforme classificação GINA (Global Initiative for Asthma) é:
Mulher de 45 anos, HIV positivo em terapia antirretroviral com um inibidor de protease, CD4 indicando 250 células/mL3, além de artrite reumatoide em tratamento com adalimumabe. História de contato domiciliar com tuberculose ativa (pai diagnosticado recentemente). Entretanto, assintomática do trato respiratório. Teste IGRA positivo, enzimas hepáticas ALT e AST normais, sem hepatite C.
Assinale a alternativa CORRETA sobre a quimioprofilaxia a ser adotada nesse casso:
Homem de 58 anos, diabético mal controlado com hemoglobina glicada de 9,1% e em uso de prednisona por vasculite, apresentando tosse crônica, hemoptise e perda de peso há 2 meses. Radiografia de tórax mostra cavitação no lobo superior esquerdo e nódulos múltiplos. Sem febre alta.
A conduta inicial apropriada para diagnóstico diferencial entre tuberculose e infecção fúngica pulmonar cavitária nessa realidade é:
Idoso de 68 anos, ex-tabagista, queixa de "fraqueza e febre arrastada", além de piora da tosse, iniciada há cerca de 4 meses. Há história de aumento de expectoração, sudorese noturna e um episódio de hemoptise de cerca de 30 mL na última semana. Nega perda de peso. Durante atendimento, apresenta estertores localizados no pulmão direito, sem radiografia disponível no momento. Sat. O2: 95%.
Considerando o diagnóstico diferencial inicial na UBS/ESF, ainda sem imagem, assinale a alternativa CORRETA sobre a priorização de exame complementar:
Homem de 40 anos, desempregado, apresenta tosse persistente há mais de 3 semanas, perda de 8 kg e sudorese noturna, convivendo com 4 domiciliares, incluindo uma criança. Na ESF: bafejos fétidos e adenomegalias cervicais. Baciloscopia de escarro revela BAAR: ++.
São condutas corretas para esse caso, no âmbito da UBS/ESF, EXCETO:
Homem de 65 anos, em uso de prednisona 20 mg/dia por polimialgia reumática há 6 meses, apresenta sibilos, dispneia progressiva e diarreia há 2 semanas. Exames confirmam larva de Strongyloides stercoralis em escarro e fezes, eosinófilos 15%, IgE elevada. Sem história de viagem ao exterior. Na UBS/ESF, diagnostica-se hiperinfecção pulmonar.
O manejo inicial apropriado para hiperinfecção por estrongiloidíase na UBS/ESF envolve, EXCETO:
Jovem de 22 anos, nordestino, lavrador, apresenta tosse seca noturna e febre baixa há 10 dias. Exames laboratoriais revelam eosinófilos 25% (absoluto 3.500/mm³) e RX de tórax mostra infiltrados periféricos transitórios em lobo inferior esquerdo (melhorados no controle). Relata consumo frequente de verduras mal lavadas, sem viagens recentes ou história prévia de asma. O médico da UBS/ESF suspeita de Síndrome de Loeffler, frequentemente, associada ao ciclo de Loss.
São helmintos que realizam o ciclo de Loss, EXCETO:
Você atende na UBS/ESF uma mulher de 55 anos, tabagista 30 maços-ano, com dispneia aos esforços moderados (subir um lance de escada) e tosse produtiva matinal há 3 semanas, sem febre ou hemoptise. Ao exame: FR 24 irpm, SatO2 93% em ar ambiente, estertores finos em bases bilaterais, IMC 28 kg/m².
Diante desse caso clínico atendido na UBS/ESF, assinale a conduta inicial adequada:
Uma mulher de 56 anos trabalha há 28 anos como operadora em empresa de extração e processamento de rochas amiantíferas, com exposição crônica a fibras de crisotila (amianto branco), documentada por PPP e medições ambientais históricas (>0,1 fib/cm³). Procura o serviço médico do trabalho com dispneia aos esforços (mMRC 2), tosse seca e perda ponderal discreta de 4 kg em 6 meses. Espirometria volumétrica revela padrão restritivo moderado (CVF 68% VP, CT 72% VP, DLCO 65% VP). RX tórax demonstra placas pleurais bilaterais calcificadas (circunferenciais) e opacidades irregulares parenquimatosas difusas (ILO 1/0 profusidade t/t). TC de alta resolução confirma opacidades irregulares difusas sem imagem em “favos de mel” basal. Ausência de tabagismo e comorbidades autoimunes (IgG antinuclear negativo).
Considerando esse quadro respiratório, o diagnóstico e nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP), bem como a conduta no que se refere aos benefícios previdenciários são, respectivamente:
Caso clínico: um operador de fábrica, 42 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere dor epigástrica, plenitude pós-prandial e pirose há 6 meses. Trabalha em regime de turnos alternados, incluindo período noturno, com sono irregular. Exames laboratoriais sem alterações e ausência de sinais de alarme, sendo diagnosticado com dispepsia funcional.
Considerando a abordagem clínica e os fatores ocupacionais envolvidos, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão: