Suponha a seguinte situação fictícia. Homem de 35 anos, sem...
Homem de 35 anos, sem acompanhamento específico para HIV/AIDS, com último contagem de CD4 indicando 80 células/mm3, abandonou terapia antirretroviral há vários meses. Apresenta dispneia insidiosa há 2 semanas mais tosse seca, DHL: 650U/L, saturação O2: 87% em ar ambiente. Radiografia mostra infiltrados intersticiais difusos.
Considerando essa suspeita de infecção oportunista definidora de AIDS, o seu correto manejo envolve, EXCETO:
Gabarito comentado
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Gabarito: B
Fundamento decisivo: O caso é típico de pneumonia por Pneumocystis jirovecii em AIDS avançada: CD4 de 80 células/mm3, dispneia subaguda, tosse seca, hipoxemia com SatO2 de 87%, DHL elevada e infiltrado intersticial difuso. Nessa situação, o manejo correto é TMP-SMX sistêmico por 21 dias e início precoce de TARV após o começo do tratamento/estabilização clínica. Assim, a alternativa B é a exceção porque propõe pentamidina inalatória para doença ativa e posterga indevidamente a TARV por receio genérico de IRIS.
- Em HIV com dispneia subaguda, tosse seca, hipoxemia, DHL elevada e infiltrado intersticial difuso, pense primeiro em PCP.
- Para PCP ativa, diferencie tratamento de profilaxia: TMP-SMX sistêmico trata; pentamidina aerossolizada não trata pneumonia ativa.
- Não confunda esquema de indução com profilaxia secundária: TMP-SMX por 21 dias é tratamento; doses intermitentes por via oral entram como manutenção pós-episódio.
- Na PCP associada ao HIV, receio isolado de IRIS não justifica postergar TARV por tempo indefinido; a lógica é iniciar precocemente após começar o tratamento da infecção oportunista.
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