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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071685 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA):
Lactente de 6 meses no pico invernal com coriza, sibilância fina bilateral, saturação de O2: 92% em ar ambiente, afebril e sem fatores de risco como pré-termo e Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica familiar. Teste rápido negativo para influenza e COVID-19.

Assinale a conduta apropriada para o manejo inicial do quadro: 
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O caso é de bronquiolite viral aguda típica em lactente de 6 meses, com coriza, sibilância bilateral, sazonalidade invernal e hipoxemia limítrofe, sem sinais de infecção bacteriana ou de influenza/COVID-19. Nessa situação, o tratamento inicial é de suporte, com hidratação, monitorização e oxigênio se houver hipoxemia, o que torna a alternativa B a única compatível com a conduta esperada.

Tema central: Bronquiolite viral aguda
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por indicar oseltamivir sem suspeita sustentada de influenza: o teste rápido para influenza é negativo e o quadro é mais compatível com bronquiolite viral aguda. Também erra ao acrescentar antibiótico por suposta sobreinfecção bacteriana sem febre, sem toxemia e sem foco bacteriano descrito. Na bronquiolite típica, não há critério para antiviral anti-influenza nem para antibiótico empírico no manejo inicial.
B
Certa
A alternativa B descreve a conduta compatível com o tratamento inicial da bronquiolite viral aguda típica em lactentes, que é predominantemente de suporte. A saturação de 92% em ar ambiente reforça a necessidade de vigilância da oxigenação e possibilidade de oxigenioterapia por cânula nasal se a hipoxemia persistir na avaliação clínica. Como o quadro não traz sinais de infecção bacteriana nem etiologia específica tratável, a decisão correta é manter hidratação, monitorar evolução e definir necessidade de internação conforme resposta clínica.
C
Errada
Está errada por repetir a indicação indevida de oseltamivir em um quadro sem sustentação para influenza tratável e por propor salbutamol com ipratrópio como rotina. A fisiopatologia da bronquiolite envolve inflamação, edema e tampões de muco em pequenas vias aéreas, com ausência de benefício clínico consistente para broncodilatadores e anticolinérgicos no uso rotineiro. Sibilância, aqui, não redefine o caso como broncoespasmo responsivo típico de asma.
D
Errada
Está errada porque corticoide oral e salbutamol inalatório não constituem manejo inicial padrão da bronquiolite viral aguda típica no primeiro episódio em lactente de 6 meses. Essa combinação se aproxima de conduta para exacerbação asmática, mas o enunciado favorece bronquiolite. O erro médico é tratar sibilância de lactente como se houvesse indicação rotineira de broncodilatador e corticoide, o que não é sustentado nesse cenário.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre sibilância em lactente e crise asmática, além da ideia equivocada de que inverno ou síndrome viral sazonal justificariam automaticamente oseltamivir. O ponto decisivo é reconhecer bronquiolite típica e lembrar que o tratamento inicial é de suporte.
Dica para questões semelhantes
  • Em lactente com primeiro episódio típico de bronquiolite, priorize diagnóstico sindrômico e procure se a conduta proposta é suporte clínico.
  • Sibilância em bronquiolite não implica indicação automática de salbutamol, ipratrópio ou corticoide.
  • Antibiótico só cabe se houver evidência de infecção bacteriana; sazonalidade viral sozinha não justifica oseltamivir.
  • Saturação limítrofe reforça monitorização e eventual oxigenioterapia, não medicação específica sem indicação etiológica.

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