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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071690 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia:
Você está no ambulatório de pneumologia e encaixaram uma consulta de urgência hoje. Tratase de uma criança de 3 anos de idade, sem história de sibilância ou outras comorbidades, com quadro de tosse e febre de 4 dias de duração. Está alimentando um pouco menos que o normal, mas aceita bem líquidos por via oral. A criança está no colo da mãe, no momento está afebril, mas está nitidamente taquipneica para a idade. Não tem tiragem intercostal ou outro sinal de desconforto respiratório. Pela percussão, tem som claro pulmonar bilateralmente e não foi notada redução do murmúrio vesicular nas bases pulmonares.

Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA
Alternativas

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Em criança de 3 anos com febre e tosse há 4 dias, a taquipneia é o achado clínico-chave para suspeita de pneumonia adquirida na comunidade; como não há tiragem, incapacidade de ingerir líquidos ou outro sinal de gravidade, trata-se de PAC não grave, com manejo ambulatorial, sem radiografia de rotina e com amoxicilina oral como primeira linha.

Tema central: PAC pediátrica não grave
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A integra corretamente diagnóstico, gravidade e conduta. Em criança de 3 anos com febre, tosse e taquipneia, a hipótese mais provável é pneumonia adquirida na comunidade, mesmo sem achados exuberantes na ausculta ou na percussão. A ausência de tiragem, de incapacidade para ingerir líquidos e de outros sinais de gravidade sustenta manejo ambulatorial. Nesse cenário clínico típico e estável, radiografia de tórax não é obrigatória, e amoxicilina oral é a escolha empírica clássica de primeira linha para PAC bacteriana não grave em pré-escolar.
B
Errada
Está errada porque resfriado comum não explica adequadamente a taquipneia nítida como achado dominante em uma criança com febre e tosse. Esse conjunto aponta mais para acometimento do trato respiratório inferior, especialmente pneumonia. A parte de não precisar radiografia pode coincidir com a conduta correta, mas o diagnóstico de resfriado e a ausência de antibiótico não se sustentam diante do valor clínico da taquipneia nesse contexto.
C
Errada
Está errada porque pneumonia atípica não é a hipótese mais provável em uma criança de 3 anos com quadro agudo de 4 dias e sem elementos clínicos fortes que imponham etiologia atípica. Além disso, a criança está estável, então não há indicação de radiografia de tórax com urgência. Azitromicina também não é a escolha empírica principal para a PAC típica em pré-escolar; a base sustenta amoxicilina como primeira linha.
D
Errada
Está errada porque o enunciado não traz critérios de pneumonia grave. A criança aceita líquidos por via oral, não apresenta tiragem nem outro sinal de desconforto respiratório descrito, e não há relato de toxemia, hipoxemia ou incapacidade de manejo ambulatorial. Taquipneia isolada aumenta a suspeita de pneumonia, mas não define gravidade por si só. Vancomicina venosa é inadequada nesse cenário por representar escalonamento terapêutico sem base clínica apresentada.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que exame pulmonar pouco alterado exclui pneumonia e tratar a taquipneia isolada ora como simples quadro viral, ora como critério automático de gravidade. O ponto correto é que a taquipneia sustenta o diagnóstico de PAC, mas a ausência de sinais de gravidade mantém a conduta ambulatorial.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança com febre e tosse, valorize a taquipneia como achado-chave para suspeita de pneumonia, mesmo sem estertores, macicez ou redução do murmúrio vesicular.
  • Separe suspeita diagnóstica de gravidade: taquipneia sugere PAC, mas internação depende de sinais como desconforto respiratório importante, incapacidade de hidratação oral ou outros marcadores de gravidade.
  • Em quadro ambulatorial típico e estável, não transforme radiografia em condição obrigatória para confirmar pneumonia.
  • Em pré-escolar com PAC não grave, a escolha empírica inicial sustentada pela base é amoxicilina oral; macrolídeo não é a opção padrão sem base clínica para atípico.

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