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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Medicina do Trabalho |
Q4071651 Segurança e Saúde no Trabalho
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Caso clínico: um operador de fábrica, 42 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere dor epigástrica, plenitude pós-prandial e pirose há 6 meses. Trabalha em regime de turnos alternados, incluindo período noturno, com sono irregular. Exames laboratoriais sem alterações e ausência de sinais de alarme, sendo diagnosticado com dispepsia funcional.
Considerando a abordagem clínica e os fatores ocupacionais envolvidos, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: A decisão dependia de reconhecer que a questão combinava dispepsia funcional sem sinais de alarme com um fator ocupacional relevante, o trabalho em turnos com sono irregular. Isso afasta tanto a investigação invasiva obrigatória quanto a conduta sem tratamento, restando a alternativa que faz manejo clínico inicial e aborda o componente ocupacional.

Tema central: Dispepsia funcional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada por transformar a endoscopia digestiva alta em conduta obrigatória imediata, embora o caso seja de dispepsia funcional sem sinais de alarme. Além disso, posterga a intervenção terapêutica inicial, o que contraria o critério de manejo clínico imediato indicado pela base.
B
Errada
Está errada porque reduz a abordagem a antiácido eventual para alívio isolado, o que a base classifica como manejo insuficiente. Também ignora o fator ocupacional explicitamente relevante no enunciado, que é o trabalho em turnos com sono irregular.
C
Certa
A alternativa C é a correta porque reúne os dois elementos que a questão exigia: tratamento clínico inicial compatível com dispepsia funcional e intervenção sobre o fator ocupacional/comportamental relevante do caso. Pela base, em quadro sem sinais de alarme e com exames sem alterações, cabe manejo inicial com terapia farmacológica para controle dos sintomas e medidas comportamentais; além disso, o trabalho em turnos com sono irregular é elemento clinicamente pertinente e deve ser abordado. Por isso, a conduta com IBP associada à orientação sobre ajuste do padrão de sono e medidas ligadas ao ritmo de trabalho é a única sustentada.
D
Errada
Está errada por propor ausência de tratamento imediato diante de sintomas crônicos já definidos como dispepsia funcional. Também mantém a mesma rotina de turnos sem qualquer ajuste, desconsiderando o elemento ocupacional que deveria integrar a conduta.
Pegadinha da questão
A confusão explorada foi tratar a ausência de sinais de alarme como motivo para não intervir, ou então focar só em prescrição/investigação e esquecer que a questão cobrava integração entre manejo clínico e fator ocupacional ligado a sono e turnos.
Dica para questões semelhantes
  • Se o enunciado já define dispepsia funcional sem sinais de alarme, a análise deve recair sobre a conduta inicial, não sobre investigação invasiva obrigatória.
  • Quando houver fator ocupacional explicitamente relacionado ao quadro, a resposta adequada precisa incorporá-lo ao manejo e não apenas prescrever sintomáticos.
  • Elimine alternativas que exageram na investigação inicial e também as que se omitem no tratamento; a conduta correta fica no manejo clínico inicial proporcional ao caso.
  • Sono irregular e trabalho em turnos, quando destacados no caso, não podem ser tratados como detalhe neutro na decisão clínica.

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