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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071688 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relacionada a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Mulher de 62 anos com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), grupo GOLD B, mais sequela de tuberculose com fibrose apical, com cerca de 3 exacerbações por ano. Em consulta médica apresenta teste de avalição de DPOC de 15 e aderência baixa aos inaladores. Exame físico sumário mostra estertores finos em bases pulmonares bilaterais, eupneica, sem cianose ou uso de musculatura acessória. FR: 18 irpm.

Conforme protocolos do Ministério da Saúde, assinale a alternativa INCORRETA sobre o cuidado longitudinal desse quadro de DPOC, no âmbito da ESF/SUS:
Alternativas

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: Pelo PCDT da DPOC e pela Linha de Cuidado do Ministério da Saúde, a DPOC na APS exige cuidado longitudinal coordenado, multiprofissional e combinado entre medidas farmacológicas e não farmacológicas; no enunciado, a paciente tem baixa adesão aos inaladores, sintomas e exacerbações recorrentes, o que ativa justamente a necessidade de revisar técnica inalatória, autocuidado, reabilitação/atividade física e articulação em rede, e não de priorizar broncodilatação de longa ação como substituto por falta de vagas em outros serviços.

Tema central: DPOC na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Não pode ser a incorreta porque está de acordo com o cuidado longitudinal da DPOC na APS. O protocolo ministerial inclui plano terapêutico compartilhado, educação em saúde, autocuidado e abordagem do tabagismo como componentes estruturantes do seguimento. O fato de o enunciado não afirmar tabagismo ativo não invalida a ênfase protocolar sobre cessação/controle da exposição tabágica.
B
Errada
Não pode ser a incorreta porque confronta diretamente um dado decisivo do caso: baixa aderência aos inaladores, que exige treinamento da técnica e revisão de barreiras de uso. Além disso, a base informa que o Ministério da Saúde recomenda reabilitação pulmonar e, quando o serviço formal não está disponível, estímulo a atividade física no domicílio ou em espaços comunitários com acompanhamento profissional quando possível. A expressão 'fisioterapeuta comunitário' não é nomenclatura padronizada, mas o núcleo assistencial da alternativa é compatível com a linha de cuidado.
C
Errada
Não pode ser a incorreta porque a integração entre APS e atenção especializada faz parte do protocolo. A APS permanece como coordenadora do cuidado mesmo quando articula seguimento com pneumologia e outros profissionais via regulação. Portanto, encaminhamento regulado e cuidado compartilhado não rompem a lógica da ESF/SUS; ao contrário, a executam.
D
Certa
A alternativa D é a incorreta da questão porque desloca o eixo do cuidado para a prescrição de LABA/LAMA com base em um problema de acesso a fisioterapia e psicologia. Isso contraria a lógica assistencial do Ministério da Saúde: broncodilatadores podem integrar o tratamento, mas não substituem treinamento inalatório, educação em autocuidado, cessação do tabagismo, reabilitação pulmonar/atividade física e coordenação do cuidado pela APS. O erro médico está em transformar limitação da rede em justificativa para rebaixar o plano terapêutico a farmacoterapia isolada.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre 'medicação possível na DPOC' e 'conduta correta no cuidado longitudinal da APS'. O erro da letra D não é a existência de LABA/LAMA em si, mas usar a falta de vagas em outros pontos de cuidado como justificativa para priorizar farmacoterapia em lugar das medidas não farmacológicas obrigatórias.
Dica para questões semelhantes
  • Quando a questão citar protocolo do Ministério da Saúde para DPOC na APS, procure o modelo de cuidado coordenado pela ESF, e não uma resposta centrada apenas em prescrição.
  • Baixa adesão a inaladores é gatilho para revisar técnica, compreensão e rotina de uso; isso pesa mais do que simplesmente escalonar medicação.
  • Na indisponibilidade de reabilitação formal, o protocolo não abandona esse eixo terapêutico: mantém estímulo a atividade física domiciliar ou comunitária com acompanhamento profissional quando possível.
  • Encaminhar para pneumologia por regulação não retira da APS o papel de coordenadora; em prova, isso costuma sinalizar alternativa compatível com a linha de cuidado.

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