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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071677 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia relativa a um atendimento em uma Unidade Básica de Saúde/Estratégia de Saúde da Família (UBS/ESF).
Homem de 40 anos, desempregado, apresenta tosse persistente há mais de 3 semanas, perda de 8 kg e sudorese noturna, convivendo com 4 domiciliares, incluindo uma criança. Na ESF: bafejos fétidos e adenomegalias cervicais. Baciloscopia de escarro revela BAAR: ++.

São condutas corretas para esse caso, no âmbito da UBS/ESF, EXCETO: 
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O critério decisivo, conforme o Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil, é que na investigação de contatos de tuberculose pulmonar bacilífera deve-se primeiro excluir tuberculose ativa por sinais e sintomas; como o caso traz um índice altamente transmissor (BAAR ++, tosse crônica e sintomas constitucionais) convivendo com domiciliares, a conduta incorreta é propor PPD/IGRA desconsiderando sintomatologia, porque esses testes servem para ILTB após afastar doença ativa.

Tema central: Tuberculose na APS
Análise das alternativas
A
Errada
Não é a resposta porque descreve conduta compatível com o manejo inicial de caso novo de tuberculose pulmonar bacilífera na APS: esquema básico RIPE/RHZE e estratégia de TDO/DOT para adesão. O quadro clínico e o BAAR ++ sustentam início de tratamento no âmbito da UBS/ESF.
B
Errada
Não é a resposta porque a notificação ao SINAN é obrigatória em tuberculose, e o caso é bacilífero, portanto com relevância epidemiológica e necessidade de medidas para reduzir transmissão no domicílio. A expressão 'isolamento respiratório domiciliar' não tem o mesmo sentido técnico estrito do isolamento hospitalar por aerossóis; a correção da alternativa depende da notificação compulsória e das orientações de controle de transmissão, sem equivalência técnica com isolamento formal.
C
Certa
A alternativa C é a exceção porque inverte a sequência correta da investigação de contatos. Em contactantes domiciliares de caso bacilífero, a avaliação clínica para tuberculose ativa é obrigatória e vem antes da pesquisa de infecção latente. Se o contato tiver sintomas, ele deve ser investigado como possível caso de tuberculose doença; PPD e IGRA não substituem essa triagem clínica e não podem ser aplicados ignorando sintomatologia.
D
Errada
Não é a resposta porque o seguimento mensal na APS faz parte do monitoramento da tuberculose, com avaliação de adesão terapêutica, resposta clínica e eventos adversos. Em doença de tratamento prolongado e impacto coletivo, o acompanhamento longitudinal é componente correto da conduta.
Pegadinha da questão
A banca tentou confundir investigação de contato com investigação de infecção latente: em contato domiciliar de caso bacilífero, não se parte diretamente para PPD/IGRA; primeiro se pesquisa tuberculose ativa pela sintomatologia e avaliação clínica.
Dica para questões semelhantes
  • Em contato de tuberculose, primeiro pense em excluir doença ativa; só depois faz sentido discutir ILTB com PPD ou IGRA.
  • BAAR positivo, especialmente ++, não só confirma tuberculose pulmonar bacilífera como aumenta a importância de notificação, busca de contatos e controle de transmissão.
  • Na APS, tríade de conduta inicial em tuberculose confirmada: iniciar esquema básico, notificar e acompanhar adesão de forma regular.

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