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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Pneumologista |
Q4071692 Medicina
Suponha a seguinte situação fictícia:
O pediatra encaminhou uma criança de 4 anos de idade, com sopro, para o cardiologista. O cardiologista fez diagnóstico de um sopro inocente, mas o ecocardiograma mostrou sobrecarga de câmaras direitas, tendo a criança sido encaminhada para o ambulatório de pneumologia para investigação de hipertensão pulmonar.
Na avaliação, a criança é absolutamente normal, Sat.O2 97% em ar ambiente, eupneica, ausculta pulmonar normal, desenvolvimento e crescimento normais, brinca, sorri, interage normalmente durante a consulta. Não tem histórico de tosse ou episódios de sibilância.
Ao examinar a orofaringe, você nota uma hipertrofia muito importante de tonsilas palatinas e ao perguntar para a mãe, ela diz que a criança ronca muito alto e que chega a fazer pausas na respiração durante o sono.

Diante do caso exposto, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: O caso é de alta suspeita de apneia obstrutiva do sono pediátrica por hipertrofia adenotonsilar: criança de 4 anos com tonsilas muito aumentadas, ronco alto e pausas respiratórias durante o sono, sem sinais de doença pulmonar baixa. Esse conjunto explica melhor a sobrecarga de câmaras direitas por hipoxemia/hipoventilação intermitentes do sono e orienta polissonografia e encaminhamento ao otorrinolaringologista.

Tema central: AOS pediátrica por hipertrofia adenotonsilar
Análise das alternativas
A
Errada
A polissonografia é plausível, mas BiPAP não é a conduta inicial padrão nesse cenário. O problema principal é obstrutivo/anatômico de via aérea superior por hipertrofia adenotonsilar, que deve ser avaliado etiologicamente pelo otorrino.
B
Errada
A alternativa pressupõe hipertensão pulmonar primária e indica sildenafil sem reconhecer a causa secundária mais provável. O enunciado aponta fortemente para AOS por hipertrofia tonsilar, e sildenafil não trata a obstrução do sono.
C
Certa
A alternativa C é a que melhor integra os achados do caso. Ronco habitual, pausas respiratórias observadas e hipertrofia importante de tonsilas palatinas em pré-escolar são achados típicos de obstrução alta do sono. Em pediatria, essa obstrução pode gerar hipoxemia/hipoventilação intermitentes e repercussão cardiopulmonar, inclusive sobrecarga de câmaras direitas. A polissonografia documenta e gradua o distúrbio respiratório do sono, e o otorrinolaringologista avalia a causa anatômica obstrutiva.
D
Errada
O quadro não sugere asma ou doença de vias aéreas inferiores: não há tosse, sibilância, alteração auscultatória ou prejuízo de crescimento. Espirometria tem utilidade limitada aos 4 anos nesse contexto, e corticoide inalatório não trata a causa principal descrita.
Pegadinha da questão
A questão tenta desviar o raciocínio para hipertensão pulmonar por causa da sobrecarga de câmaras direitas, mas os dados mais decisivos são de obstrução alta do sono: ronco intenso, pausas respiratórias e tonsilas muito aumentadas.
Dica para questões semelhantes
  • Em criança com ronco habitual, pausas respiratórias no sono e hipertrofia adenotonsilar importante, pense primeiro em AOS pediátrica.
  • Sobrecarga de câmaras direitas no ecocardiograma não obriga a assumir hipertensão pulmonar primária se houver causa secundária plausível.
  • Ausência de tosse, sibilância e alteração do exame pulmonar afasta asma como eixo do caso quando os sintomas predominam durante o sono.
  • Na suspeita de AOS por hipertrofia adenotonsilar, a lógica é documentar o distúrbio do sono e encaminhar para avaliação otorrinolaringológica.

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