Questões de Concurso
Comentadas sobre neurologia em medicina
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Leia o caso clínico a seguir.
J.G.P., do sexo masculino, de 70 anos, apresenta confusão mental, agitação psicomotora, disartria e paraparesia iniciadas de modo insidioso ao longo dos dois últimos dias. Familiares relatam queda da própria altura há 12 dias. Na sua avaliação objetiva, paciente apresenta abertura ocular espontânea, palavras inapropriadas e localiza estimulo doloroso. Na avaliação pupilar, nota-se que uma das pupilas não reage ao estímulo luminoso.
Nesse caso, qual a pontuação na escala de coma de Glasgow?
Leia o caso clínico a seguir.
M.C.D.S., do sexo feminino, de 42 anos, vítima de colisão automotiva, entre carro e moto, sem uso de capacete. Avaliação da equipe do SAMU descreve que paciente não responde adequadamente às perguntas feitas pela equipe, emitindo palavras incompreensíveis, abertura ocular aos estímulos dolorosos e retirada inespecífica do membro após o mesmo estímulo doloroso.
Nesse caso, considerando a reatividade pupilar preservada, qual é a pontuação na escala de coma de Glasgow?
Leia o caso clínico a seguir.
J.H.C., de 65 anos, apresenta déficit motor devido à hemiparesia direita, desproporcionada em membro superior e membro inferior, disartria e desvio da língua para a esquerda. Na avaliação, familiar relata que os sintomas tiveram início há exatamente 55 minutos. Sua suspeita diagnóstica é de síndrome cerebral aguda.
Se uma causa isquêmica for confirmada, qual elemento da avaliação secundária contraindica trombólise química?
As encefalopatias crônicas não-progressivas, conhecidas também como paralisia cerebral, têm como causa lesões no sistema nervoso central nos três primeiros anos de vida, com múltiplas sequelas.
Considerando isso, um paciente com paralisia cerebral do tipo atáxica apresenta características diversas, tais como:
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente do sexo feminino, de 25 anos, sob suspeita clínica de doença desmielinizante, realiza ressonância magnética do crânio e das colunas cervical e dorsal. No relatório, são descritas lesões ovaladas com hipersinal em T2/FLAIR nas seguintes localizações: justa-corticais, periventriculares, ponte e coluna cervical, sendo que algumas delas apresentam realce pelo meio de contraste.
Considerando-se os conceitos definidos pelos critérios revisados de MacDonald (2017), conclui-se que:
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente com antecedente de hidrocefalia não comunicante, portador de cateter para drenagem ventricular referindo cefaleia postural, com predomínio na posição ortostática. Relatório de estudo de ressonância magnética do crânio para avaliação da cefaleia descreve na conclusão os seguintes achados: “Espessamento / realce paquimeníngeo difuso, aumento nas dimensões da glândula hipofisária, migração inferior das tonsilas cerebelares e hematomas subdurais bilaterais”.
Considerando a descrição fornecida, a entidade que se encaixa nos padrões é:
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente do sexo feminino, de 34 anos, chega ao pronto-socorro com quadro de tontura do tipo rotatória, náuseas, vômitos e intolerância à movimentação da cabeça, há um dia. Ela foi avaliada e o médico assistente, após o exame físico, concluiu que não era necessário solicitar exames de imagem.
Os exames e seus resultados que permitem afastar a etiologia central, sem a necessidade de exames de imagem, são:
A paralisia do III nervo craniano (nervo oculomotor - NOM) é um dos déficits mais comumente encontrados na prática clínica, principalmente em pacientes com traumatismo cranioencefálico (TCE). O NOM pode ser lesionado diretamente em casos de fraturas cranianas ou indiretamente por lesões expansivas intracranianas. Lesões que afetam o NOM podem ser isoladas ou complexas, quando envolvem outros nervos cranianos. É de fundamental importância a avaliação inicial do diâmetro pupilar, bem como das motricidades ocular intrínseca e extrínseca em casos de acometimento do NOM.
O cirurgião bucomaxilofacial, ao avaliar a movimentação do globo ocular, deve determinar se existe uma paralisia do nervo ou um aprisionamento muscular, e deve também considerar que:
O nervo facial (VII par craniano) desempenha diversas funções, como a movimentação dos músculos da expressão facial, a sensação gustativa nos 2/3 anteriores da língua, além de participar da secreção de saliva, lágrimas, inervação do músculo estapédio, entre outras funções.
Nesse contexto, qual ramo do nervo facial é o responsável pela inervação dos 2/3 anteriores da língua e o que garante a sensação da gustação?
Paciente do sexo masculino, de 69 anos, oito anos de escolaridade, foi levado à consulta pela filha, que relatou ser o pai uma pessoa tímida e reservada, porem há oito meses estava evoluindo com muita apatia, alternando períodos de agressividade, alterações do juízo crítico como falar alto, dizer inconveniências, andar nu pela casa e comer em demasia. Obteve 28 pontos no MEEM. Nega doenças previas e uso regular de medicamentos. Exame físico sem achados anormais. Foi solicitada ressonância magnética do crânio.
Nesse caso, o provavel diagnóstico e os achados na ressonância são, respectivamente:
Homem, de 78 anos, hipertenso, com capacidade cognitiva prévia normal, apresenta comportamento anormal há 15 dias, com apatia, deficiência de memória, desorientação, dificuldade para vestir-se sozinho e desequilíbrio. Relata envolvimento em acidente automobilístico ha três meses. Na ocasião, a tomografia de crânio foi normal.
Nesse caso, qual é o diagnóstico?
Leia o caso clínico a seguir.
Um jovem universitário queixou-se aos colegas de dormitório que não conseguia mexer o rosto de forma natural, dificuldade para enxergar, queda das pálpebras. Passou a perder força em membros superiores. Antecedente de diarreia há dez dias. Foi levado à emergência por dificuldade para respirar. O médico percebeu midríase bilateral.
Qual é o diagnóstico apropriado para esse caso?