Leia o caso clínico a seguir. Paciente do sexo feminino, de...

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Q4154351 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente do sexo feminino, de 25 anos, sob suspeita clínica de doença desmielinizante, realiza ressonância magnética do crânio e das colunas cervical e dorsal. No relatório, são descritas lesões ovaladas com hipersinal em T2/FLAIR nas seguintes localizações: justa-corticais, periventriculares, ponte e coluna cervical, sendo que algumas delas apresentam realce pelo meio de contraste.



Considerando-se os conceitos definidos pelos critérios revisados de MacDonald (2017), conclui-se que:

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Pelos critérios revisados de McDonald 2017, a presença de lesões em pelo menos 2 das 4 regiões típicas do SNC demonstra disseminação no espaço, e a coexistência de lesões com e sem realce pelo gadolínio demonstra disseminação no tempo.

Tema central: Critérios de McDonald 2017
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque nega disseminação temporal, mas o enunciado a demonstra diretamente. Nos critérios de McDonald 2017, não é obrigatório exame seriado quando, no mesmo estudo, coexistem lesões com realce e sem realce ao gadolínio. Como apenas algumas lesões realçam, há lesões de diferentes idades, o que caracteriza disseminação no tempo.
B
Certa
A alternativa B está correta porque a RM mostra disseminação no espaço e no tempo conforme a diretriz decisiva da questão. Há disseminação no espaço porque existem lesões em quatro topografias típicas da esclerose múltipla: justacortical, periventricular, infratentorial pela ponte, e medula espinal pela coluna cervical. Há disseminação no tempo porque o próprio enunciado informa que algumas lesões realçam pelo contraste, o que implica coexistência de lesões realçantes e não realçantes no mesmo exame, critério aceito pelos revisados de McDonald 2017 como evidência de lesões de idades diferentes.
C
Errada
Está errada porque o caso preenche os dois eixos radiológicos cobrados. A disseminação no espaço está presente pelas lesões em regiões típicas múltiplas do SNC, e a disseminação no tempo está presente pela coexistência de lesões realçantes e não realçantes. Negar ambos contraria diretamente os achados descritos.
D
Errada
Está errada porque afirma ausência de disseminação no espaço, mas esse critério está preenchido de forma inequívoca. Pelos critérios de McDonald 2017, basta haver lesão T2 em pelo menos 2 das 4 regiões típicas; aqui há lesões em quatro regiões: periventricular, justacortical, infratentorial e medula espinal.
Pegadinha da questão
A banca explora duas confusões reais: achar que disseminação no tempo exige necessariamente exame anterior ou novo surto, e não reconhecer que ponte conta como região infratentorial e coluna cervical, nesse contexto, como medula espinal para disseminação no espaço.
Dica para questões semelhantes
  • Para disseminação no espaço, conte as 4 regiões típicas dos critérios de McDonald 2017: periventricular, cortical/justacortical, infratentorial e medula espinal.
  • Se o mesmo exame mostrar lesões com realce e outras sem realce, marque disseminação no tempo sem exigir comparação com RM prévia.
  • Em descrições anatômicas, traduza a topografia para o critério: ponte = infratentorial; coluna cervical = medula espinal.

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