Leia o caso clínico a seguir. Paciente com antecedente de h...
Leia o caso clínico a seguir.
Paciente com antecedente de hidrocefalia não comunicante, portador de cateter para drenagem ventricular referindo cefaleia postural, com predomínio na posição ortostática. Relatório de estudo de ressonância magnética do crânio para avaliação da cefaleia descreve na conclusão os seguintes achados: “Espessamento / realce paquimeníngeo difuso, aumento nas dimensões da glândula hipofisária, migração inferior das tonsilas cerebelares e hematomas subdurais bilaterais”.
Considerando a descrição fornecida, a entidade que se encaixa nos padrões é:
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O critério decisivo é a constelação clínico-radiológica de hipotensão liquórica intracraniana: cefaleia ortostática em paciente com cateter para drenagem ventricular, associada a realce paquimeníngeo difuso, aumento da hipófise, migração inferior das tonsilas cerebelares e hematomas subdurais bilaterais. Esse padrão é típico de baixa pressão/volume de LCR, provavelmente por hiperdrainagem, e define a alternativa D.
- Diferencie paquimeninge de leptomeninge na RM: paquirrealce difuso favorece hipotensão liquórica; acometimento de sulcos e cisternas favorece processo leptomeníngeo.
- Quando houver cefaleia ortostática, procure a constelação de baixa pressão de LCR: realce paquimeníngeo, aumento hipofisário, descenso encefálico/tonsilar e coleções subdurais.
- Em portador de derivação ventricular, use o contexto etiológico: hiperdrainagem é pista forte para hipotensão liquórica.
- Não isole o descenso tonsilar; com os demais achados, ele sugere causa adquirida por hipotensão liquórica, não malformação de Chiari primária.
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