Leia o caso clínico a seguir. Paciente com antecedente de h...

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Q4154348 Medicina

Leia o caso clínico a seguir.



Paciente com antecedente de hidrocefalia não comunicante, portador de cateter para drenagem ventricular referindo cefaleia postural, com predomínio na posição ortostática. Relatório de estudo de ressonância magnética do crânio para avaliação da cefaleia descreve na conclusão os seguintes achados: “Espessamento / realce paquimeníngeo difuso, aumento nas dimensões da glândula hipofisária, migração inferior das tonsilas cerebelares e hematomas subdurais bilaterais”.



Considerando a descrição fornecida, a entidade que se encaixa nos padrões é: 

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O critério decisivo é a constelação clínico-radiológica de hipotensão liquórica intracraniana: cefaleia ortostática em paciente com cateter para drenagem ventricular, associada a realce paquimeníngeo difuso, aumento da hipófise, migração inferior das tonsilas cerebelares e hematomas subdurais bilaterais. Esse padrão é típico de baixa pressão/volume de LCR, provavelmente por hiperdrainagem, e define a alternativa D.

Tema central: Hipotensão liquórica intracraniana
Análise das alternativas
A
Errada
Disseminação neoplásica no espaço subaracnoide costuma produzir acometimento leptomeníngeo, com realce em sulcos, cisternas, ependima ou pares cranianos. Aqui, o enunciado descreve realce paquimeníngeo e ainda associa aumento hipofisário, descenso tonsilar e hematomas subdurais, conjunto que caracteriza baixa pressão liquórica e não carcinomatose/leptomeníngea.
B
Errada
Cisticercose racemosa é esperada em cisternas subaracnoideas, com cistos multilobulados, aracnoidite, efeito de massa e hidrocefalia. O caso não descreve cistos cisternais nem padrão inflamatório subaracnoideo; ao contrário, mostra cefaleia ortostática com paquirrealce difuso, aumento hipofisário e subdurais bilaterais, que apontam para hipotensão liquórica.
C
Errada
Leptomeningite infecciosa acomete leptomeninges, com realce em sulcos e cisternas, e dependeria de um contexto infeccioso compatível. O enunciado traz realce paquimeníngeo e um conjunto sindrômico de perda de LCR: cefaleia postural, descenso das tonsilas, aumento da hipófise e hematomas subdurais. Isso exclui leptomeningite como melhor enquadramento diagnóstico.
D
Certa
A alternativa D está correta porque reúne a assinatura da síndrome de hipotensão liquórica: cefaleia postural, realce paquimeníngeo difuso, aumento hipofisário, descenso das estruturas encefálicas e hematomas/coleções subdurais. No contexto de derivação ventricular, o mecanismo mais plausível é hiperdrainagem de LCR. O conjunto clínico-radiológico é canônico para baixa pressão liquórica.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre qualquer realce meníngeo e meningite/infiltração neoplásica. O detalhe decisivo é que o realce é paquimeníngeo e vem acompanhado de sinais de "brain sag" e hematomas subdurais, padrão de hipotensão liquórica. Outra armadilha é interpretar o descenso tonsilar como Chiari primária, quando aqui ele é adquirido por baixa pressão de LCR.
Dica para questões semelhantes
  • Diferencie paquimeninge de leptomeninge na RM: paquirrealce difuso favorece hipotensão liquórica; acometimento de sulcos e cisternas favorece processo leptomeníngeo.
  • Quando houver cefaleia ortostática, procure a constelação de baixa pressão de LCR: realce paquimeníngeo, aumento hipofisário, descenso encefálico/tonsilar e coleções subdurais.
  • Em portador de derivação ventricular, use o contexto etiológico: hiperdrainagem é pista forte para hipotensão liquórica.
  • Não isole o descenso tonsilar; com os demais achados, ele sugere causa adquirida por hipotensão liquórica, não malformação de Chiari primária.

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