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Q4037589 Administração Pública
Conforme a arquitetura de processos, os fluxos organizacionais são divididos em três categorias.

Assinale a alternativa que descreve corretamente uma dessas categorias.
Alternativas
Q4037587 Modelagem de Processos de Negócio (BPM)
Na modelagem de processos, a ferramenta 5W2H é utilizada para assegurar a coleta precisa de dados.

Assinale a alternativa que caracteriza a aplicação correta dessa metodologia.
Alternativas
Q4037585 Modelagem de Processos de Negócio (BPM)
Durante a fase diagnóstica de um mapeamento de processos, algumas ferramentas permitem identificar a causa fundamental de falhas e priorizar problemas.

Assinale a alternativa que indica corretamente essas ferramentas.
Alternativas
Q4037584 Administração Pública
A transição da estrutura funcional para a gestão por processos exige integração horizontal para a entrega de valor ao usuário.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica inerente a essa integração interfuncional.
Alternativas
Q4037583 Modelagem de Processos de Negócio (BPM)
No contexto do mapeamento de processos, ao se considerar a transição do estado atual (AS-IS) para o futuro (TO-BE), assinale a alternativa que aponta corretamente a premissa fundamental do desenho futuro.
Alternativas
Q4037582 Administração Pública
Assinale a alternativa que indica corretamente a prática que trata de uma investigação prévia sobre pessoas físicas e jurídicas com as quais a administração da organização pretende realizar transações e estabelecer vínculos. Tal prática potencializa a evolução de um programa de Compliance, pois contempla desde as relações com fornecedores e parceiros a fusões e aquisições de empresas, fornecendo informações valiosas para a gestão de riscos e para a tomada de decisões.
Alternativas
Q4037581 Administração Pública

Analise as afirmativas abaixo no que diz respeito ao gerenciamento e à execução cotidiana das premissas de um programa de Compliance.


1. Compliance Officer é o responsável por ins truir as diversas áreas da organização sobre os regulamentos e políticas aplicáveis ao contexto de atuação do negócio, comprome tendo-se com a busca e manutenção de uma cultura pautada em elevados padrões éticos.


2. A instância responsável pelo programa de integridade não deve ter um contato direto com a alta administração, atuando mediante setor intermediário para evitar desvios nas informações e interferências pessoais.


3. A instância responsável pelo programa de integridade deve possuir ampla autonomia de atuação, imparcialidade e contar com os devidos recursos humanos e monetários, possuindo ainda acesso à alta administração.


4. O Compliance Officer deve se configurar prioritariamente como o advogado de defesa individual dos conselheiros perante os processos do Ministério Público.


5. A instância responsável pelo programa de integridade pode ser uma pessoa ou um grupo de pessoas.


Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.


Alternativas
Q4037580 Administração Pública
O termo compliance possui extrema relevância na estruturação da integridade das organizações públicas e privadas.

Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma definição abrangente e adequada para os programas de compliance.
Alternativas
Q4037576 Administração Geral
A organização pode manipular uma série de parâmetros de design que determinam a divisão do trabalho e a coordenação.

Assinale a alternativa correta em relação ao tema.
Alternativas
Q4037574 Administração Geral

Assinale a alternativa correta sobre as partes básicas de uma organização e seus respectivos papéis na estrutura organizacional.


Alternativas
Q4037555 Administração Geral
Advanced Dynamics of International Business Strategy


In the era of hyper-globalization, international busi ness strategy has evolved into a highly sophisticated discipline characterized by the orchestration of cross border value creation under conditions of uncertainty and institutional divergence. Multinational enterprises (MNEs) must navigate complex configurations of global value chains (GVCs), optimizing location-spe cific advantages while mitigating transaction costs, as articulated in Transaction Cost Economics.


A central theoretical lens in this domain is the Eclectic Paradigm, which posits that firms engage in foreign direct investment (FDI) when three conditions are satisfied: ownership-specific advantages (O), location specific advantages (L), and internalization incentives (I). These determinants collectively inform entry mode decisions, ranging from wholly owned subsidiaries to joint ventures and strategic alliances.


Institutional theory further underscores the impor tance of isomorphic pressures—coercive, mimetic, and normative—that shape organizational behavior across different jurisdictions. Firms operating in emerging economies often encounter institutional voids, charac terized by the absence or underdevelopment of inter mediaries such as capital markets, legal enforcement mechanisms, and regulatory agencies. In such contexts, firms may adopt non-market strategies, including polit ical lobbying and network-based relational contracting, to compensate for institutional deficiencies.


From an operational perspective, supply chain resil ience has become a critical strategic priority.


Concepts such as just-in-time (JIT) inventory manage ment are increasingly being reevaluated in favor of just-in-case (JIC) models, particularly in light of disrup tions stemming from events like the COVID-19 pan demic. Firms now emphasize redundancy, nearshoring, and diversification of suppliers to enhance robustness against exogenous shocks.


Financially, exchange rate volatility and cross-border capital flows introduce significant risks. Firms employ sophisticated hedging instruments, such as forward contracts, options, and swaps, to manage foreign exchange exposure. Additionally, transfer-pricing mechanisms are utilized not only for internal cost allocation but also as tools for tax optimization, often scrutinized by regulatory authorities for compliance with the arm’s length principle.


Digitalization and Industry 4.0 technologies—including artificial intelligence, blockchain, and the Internet of Things (IoT)—are transforming international operations. These technologies facilitate real-time data analytics, enhance transparency in supply chains, and enable predictive decision-making. However, they also neces sitate compliance with divergent data localization laws and cybersecurity regulations across jurisdictions.


Sustainability and ESG integration are increasingly embedded in corporate strategy through frameworks such as carbon accounting, circular economy models, and impact investing. Firms are now expected to align with global standards like the United Nations Global Compact, ensuring adherence to principles related to human rights, labor, environment, and anti-corruption.


Ultimately, competitive advantage .........................  international business is contingent ........................... a firm’s ability to integrate strategic, operational, financial, and technological capabilities while remaining adaptive ................... an evolving global ecosystem marked ....................... volatility, uncertainty, complexity, and ambiguity (VUCA).

Match the terms in Column 1 with their correct definitions in Column 2.


Column 1 Terms


1. Transaction Cost Economics


2. Eclectic Paradigm


3. Institutional Voids


4. Global Value Chains


5. Foreign Direct Investment (FDI)


Column 2 Definitions


(_) The absence or underdevelopment of market-supporting institutions


(_) The system of cross-border production and distribution activities.


(_) A framework explaining why firms expand internationally based on OLI advantages.


(_) The costs associated with conducting and managing economic exchanges.


(_) The ownership of business operations in a foreign country.


Select the alternative that presents the correct sequence, from top to bottom.


Alternativas
Q4037553 Administração Geral
Advanced Dynamics of International Business Strategy


In the era of hyper-globalization, international busi ness strategy has evolved into a highly sophisticated discipline characterized by the orchestration of cross border value creation under conditions of uncertainty and institutional divergence. Multinational enterprises (MNEs) must navigate complex configurations of global value chains (GVCs), optimizing location-spe cific advantages while mitigating transaction costs, as articulated in Transaction Cost Economics.


A central theoretical lens in this domain is the Eclectic Paradigm, which posits that firms engage in foreign direct investment (FDI) when three conditions are satisfied: ownership-specific advantages (O), location specific advantages (L), and internalization incentives (I). These determinants collectively inform entry mode decisions, ranging from wholly owned subsidiaries to joint ventures and strategic alliances.


Institutional theory further underscores the impor tance of isomorphic pressures—coercive, mimetic, and normative—that shape organizational behavior across different jurisdictions. Firms operating in emerging economies often encounter institutional voids, charac terized by the absence or underdevelopment of inter mediaries such as capital markets, legal enforcement mechanisms, and regulatory agencies. In such contexts, firms may adopt non-market strategies, including polit ical lobbying and network-based relational contracting, to compensate for institutional deficiencies.


From an operational perspective, supply chain resil ience has become a critical strategic priority.


Concepts such as just-in-time (JIT) inventory manage ment are increasingly being reevaluated in favor of just-in-case (JIC) models, particularly in light of disrup tions stemming from events like the COVID-19 pan demic. Firms now emphasize redundancy, nearshoring, and diversification of suppliers to enhance robustness against exogenous shocks.


Financially, exchange rate volatility and cross-border capital flows introduce significant risks. Firms employ sophisticated hedging instruments, such as forward contracts, options, and swaps, to manage foreign exchange exposure. Additionally, transfer-pricing mechanisms are utilized not only for internal cost allocation but also as tools for tax optimization, often scrutinized by regulatory authorities for compliance with the arm’s length principle.


Digitalization and Industry 4.0 technologies—including artificial intelligence, blockchain, and the Internet of Things (IoT)—are transforming international operations. These technologies facilitate real-time data analytics, enhance transparency in supply chains, and enable predictive decision-making. However, they also neces sitate compliance with divergent data localization laws and cybersecurity regulations across jurisdictions.


Sustainability and ESG integration are increasingly embedded in corporate strategy through frameworks such as carbon accounting, circular economy models, and impact investing. Firms are now expected to align with global standards like the United Nations Global Compact, ensuring adherence to principles related to human rights, labor, environment, and anti-corruption.


Ultimately, competitive advantage .........................  international business is contingent ........................... a firm’s ability to integrate strategic, operational, financial, and technological capabilities while remaining adaptive ................... an evolving global ecosystem marked ....................... volatility, uncertainty, complexity, and ambiguity (VUCA).

Analyze the following case:

A leading agro-industrial firm based in Santa Cata rina—specializing in poultry and pork exports—is fac ing increasing pressure in global markets. Historically, the company has benefited from Brazil’s disease-free livestock status and strong compliance with World Organization for Animal Health standards, enabling access to premium markets in Asia and Europe.

However, recent developments have disrupted its competitive position:

- A major importing country has introduced stricter ESG and carbon-traceability requirements.

- Exchange rate volatility in Brazil has increased f inancial uncertainty.

- Logistics bottlenecks at Port of Itajaí have delayed shipments.

- Competitors from other countries are offering lower-cost alternatives.

Based on the scenario, which strategic response would be most appropriate for the firm at this stage?
Alternativas
Q4037504 Gestão de Pessoas
No tema das políticas de diversidade e inclusão (D&l) no setor corporativo, discute-se a eficácia de diferentes abordagens institucionais na promoção de equidade. Considerando seus limites e potencialidades,
Alternativas
Q4037260 Gestão de Pessoas
Com base em Freitas (2022), relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os termos utilizados na metodologia da Gestão de Pessoas por Competência às suas respectivas definições.

Coluna 1
1. Atitude.
2. Comportamento.
3. Conhecimento.
4. Habilidade.

Coluna 2
( ) O saber como fazer: capacidade de utilizar e colocar em prática determinados conhecimentos (know-how) adquiridos em treinamentos ou vivência profissional e pessoal.
( ) O saber: domínio teórico de um assunto, de uma arte, de uma ciência ou de uma técnica obtido por meio de ações de desenvolvimento profissional, formais ou não formais, ou pela vivência profissional ou pessoal.
( ) O querer fazer: posição assumida pelo indivíduo perante um estímulo externo.
( ) O como fazer: maneira pela qual o indivíduo reage perante um estímulo externo, ou atitude manifestada que envolve habilidade e traços de personalidade, diretamente relacionada ao querer e à ação.

A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4037259 Administração Geral
Maximiano (2017) define que o processo de tomar decisões, para resolver problemas e aproveitar oportunidades, tem cinco fases principais, entre elas, a etapa que consiste em procurar entender o problema ou a oportunidade e identificar a suas causas e consequências. Como se chama essa fase ou etapa? 
Alternativas
Q4037257 Gestão de Pessoas
Chiavenato (2021) define que o Desenvolvimento Organizacional (DO) é uma abordagem de mudança organizacional planejada, na qual os próprios colaboradores, em equipe e com a ajuda de seus gestores, formulam e planejam a mudança necessária e a implementam por meio da assistência de um consultor interno ou externo. Segundo o autor, o DO utiliza variadas técnicas, entre elas, uma com as seguintes características:

•  Técnica de mudança de comportamento que parte do princípio de que quanto mais dados cognitivos o indivíduo recebe, maior será a sua possibilidade de organizar os dados e agir criativamente.
•  Oferece aprendizagem de novos dados a respeito de si mesmo, dos outros, da equipe ou da dinâmica da organização — dados que nem sempre são levados em consideração.
•  Refere-se às atividades e processos que refletem a maneira pela qual uma pessoa é percebida ou visualizada pelas demais pessoas. 

Como se chama essa técnica de DO?
Alternativas
Q4037256 Gestão de Pessoas
Chiavenato (2025) define que o coaching é um relacionamento no qual o coach se compromete a apoiar e ajudar o aprendiz para que este possa atingir determinado resultado ou seguir determinado caminho. Segundo o autor, o coach é mais do que um líder, ele é, simultaneamente, um:

I. Orientador de pessoas, para dar-lhes objetivos e direção.
II. Líder renovador, no sentido de buscar mudança e inovação por meio do trabalho criativo do aprendiz.
III. Criador e impulsionador de talentos humanos.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q4037255 Administração Geral
Para Chiavenato (2020), muito dificilmente a comunicação ocorre sem problemas, quase sempre existem fatores que reduzem a probabilidade de que ocorra uma comunicação bem-sucedida. Essas restrições ou limitações que ocorrem entre as etapas do ou no processo de comunicação, fazendo com que nem todo sinal emitido pela fonte percorra livremente o processo de modo a chegar incólume ao seu destino, são chamadas de:
Alternativas
Q4036948 Administração Pública
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

Considerando as ideias desenvolvidas no texto, especialmente no que se refere à relação entre comportamento eleitoral, atuação dos gestores públicos e papel dos entes municipais na execução de políticas públicas, analise as assertivas que seguem, julgando-as V, se Verdadeiras, ou F, se Falsas:


(  ) A referência à racionalidade limitada dos eleitores sustenta a ideia de que decisões eleitorais podem ser influenciadas por informações recentes e seletivas.


(  ) A atuação dos municípios é apresentada como secundária e pouco relevante, uma vez que sua distância das demandas sociais compromete sua capacidade de execução de políticas públicas.


(  ) O comportamento oportunista dos gestores está relacionado à tentativa de alinhar decisões públicas às expectativas percebidas do eleitorado.


Qual alternativa preenche, CORRETAMENTE, de cima para baixo, os parênteses acima?

Alternativas
Q4036943 Administração Pública
Para responder à questão seguinte, leia o texto abaixo.

Oportunismo eleitoral e despesas ambientais nos
municípios do Brasil

    A competência do gestor público é frequentemente avaliada com base em sua capacidade de prover bens e serviços coletivos com eficiência e responsabilidade fiscal. Em períodos eleitorais, esse julgamento se intensifica, incentivando gestores a adotarem estratégias que ampliem sua popularidade e aumentem suas chances de reeleição. Entre essas estratégias, destacam-se o esforço em evitar déficits fiscais e o redirecionamento de recursos para áreas de maior visibilidade política, como pessoal, educação e infraestrutura.


    Tais ações evidenciam uma seletividade orçamentária, em que determinadas despesas são priorizadas estrategicamente conforme o ciclo político, gerando assimetria informacional de curto prazo. Esse comportamento encontra respaldo na Teoria dos Ciclos Políticos (TCP), segundo a qual gestores ajustam a política econômica de acordo com o calendário eleitoral, cuja previsibilidade favorece a antecipação de decisões com o objetivo de obter vantagem eleitoral.


    A TCP postula, em suas hipóteses, que gestores públicos se aproveitam da racionalidade limitada dos eleitores, divulgando benefícios e propostas para angariar votos. Esse aproveitamento da memória de curto prazo dos eleitores é declarado como a hipótese oportunística na TCP, e assume que os gestores utilizam ideologias e percepções populacionais para ganhos políticos em períodos eleitorais. Um bom exemplo é o uso de pautas ambientais para fomentar apoio em campanhas eleitorais, explorando a miopia política do eleitorado para obter suporte.


    Paralelamente, a criação do Sistema de Contabilidade Econômico-Ambiental, adotado como referência internacional pela Organização das Nações Unidas (ONU), promove a integração de dados econômicos e ambientais, proporcionando visão abrangente da contabilização de recursos naturais na produção de bens e serviços. Para legitimar a conformidade desse sistema dentro da esfera pública, foi desenvolvido um movimento liderado pelo International Public Sector Accounting Standards Board (IPSASB), que, em 2022, formalizou o início das normas de relatórios de sustentabilidade.


    Tais iniciativas foram impulsionadas por agendas ambientais globais. Entre essas agendas, destacam-se o Acordo de Paris, os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e a Agenda 21. Esses mecanismos buscam integrar a dimensão ambiental à lógica orçamentária estatal, por meio da mensuração das chamadas “despesas com capital verde”.


    No contexto brasileiro, a Política Nacional do Meio Ambiente (PNMA), instituída pela Lei n. 6.938/1981, estabelece as diretrizes para a preservação, melhoria e recuperação da qualidade ambiental. As chamadas despesas ambientais abrangem ações como controle de cheias, licenciamento, gestão de resíduos e recuperação de áreas degradadas, funcionando como indicativo da prioridade atribuída à agenda ambiental nos municípios.


    Diante do cenário de restrição fiscal, o orçamento público consolida-se como principal instrumento de escolha política e alocação estratégica. No Brasil, além de sua função de planejamento, ele também exerce papel fundamental na transparência, no controle social e na responsabilização dos gestores, contribuindo para a qualidade da gestão pública e a eficiência no uso dos recursos.


Como entes federativos mais próximos das demandas sociais, os municípios exercem papel decisivo na provisão de bens públicos. Estudos apontam que prefeitos tendem a ajustar suas decisões orçamentárias com base em incentivos eleitorais, priorizando áreas de maior apelo junto ao eleitorado. Nesse contexto, políticas ambientais podem ser relegadas a segundo plano em anos eleitorais, em favor de despesas com vantagem eleitoral, como obras públicas ou folha de pagamento.


Fonte: MARQUES, M. S. et al. Oportunismo eleitoral e despesas

ambientais nos municípios do Brasil. Cad. Gest. Pública Cid., São

Paulo, v. 31, n. 3, 2026 (com adaptações).

No contexto da análise do comportamento eleitoral e da atuação estratégica dos gestores públicos, a expressão assimetria informacional de curto prazo, constante no segundo parágrafo, refere-se à ideia de que:
Alternativas
Respostas
1021: C
1022: E
1023: D
1024: A
1025: E
1026: B
1027: C
1028: D
1029: D
1030: E
1031: C
1032: E
1033: D
1034: C
1035: C
1036: B
1037: D
1038: B
1039: A
1040: D