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Q3917025 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
No trecho "O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto", o efeito de sentido pretendido pelo autor é enfatizar que:
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Q3917024 Português
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
Considerando a situação comunicativa do texto — um ensaio que analisa a persistência de narrativas folclóricas no contexto urbano contemporâneo — o autor posicionase como: 
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Q3917023 Sociologia
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O Barqueiro do Paraíba é uma daquelas lendas que parecem nascer do próprio ritmo do rio. Em Jacareí, onde o Paraíba do Sul atravessa a cidade e organiza paisagens, pontes e memórias, a narrativa circula há gerações como aviso e assombro. Diz-se que, em tempos em que a travessia era mais incerta e dependia de embarcações, um homem passou a surgir nas margens em noites silenciosas. A presença dele não vinha acompanhada de pressa nem de conversa: vinha como um chamado, como se o rio, de repente, tivesse voz. E, quando a neblina baixa, a água parece engolir ruídos, deixando o cenário pronto para que qualquer sombra ganhe sentido.

A figura é descrita como enigmática, quase sempre sem rosto: há versões em que ele permanece de costas, evitando que o passageiro o reconheça. O convite é simples, direto, econômico — “suba”, “entre”, “passagem” — como se a travessia fosse apenas mais uma rotina. A diferença é o destino: quem aceita, segundo o relato popular, não é visto novamente. A canoa segue, mas não retorna; o barqueiro oferece caminho, mas não garante volta. O terror da lenda está menos no grito e mais na normalidade do gesto, como se o extraordinário se escondesse dentro de um serviço comum. Com o tempo, o Barqueiro vira símbolo de um medo antigo: o de atravessar limites sem saber o preço. O rio, que sustenta transporte e trabalho, também pode ser lido como fronteira — entre bairros, entre tempos, entre vida cotidiana e aquilo que não se explica. Não é por acaso que muitas versões situam a aparição em noites de neblina ou sem luar, quando o contorno do mundo perde nitidez e a água parece maior do que as margens. A história, então, opera como regra social e imaginação coletiva: ela regula o risco e, ao mesmo tempo, dá forma ao mistério.

Hoje, mesmo com pontes e cidade iluminada, a lenda persiste porque não depende apenas da geografia: depende da sensação de que certos lugares guardam um resto de passado. O Paraíba do Sul segue atravessando Jacareí, carregando histórias, enchentes, pescarias e rotas, e a memória do barqueiro se encaixa nessa corrente como um eco. Ao ser recontada, a narrativa reforça uma ideia simples e poderosa: há travessias que mudam a gente — e há convites que, por mais calmos que pareçam, exigem desconfiança quando vêm de dentro da neblina.
A lenda do Barqueiro do Paraíba, conforme apresentada no texto, carrega uma ideologia subjacente que utiliza o elemento fantástico para exercer uma função reguladora na sociedade. Essa ideologia manifesta-se por meio da:
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Q3912701 Pedagogia
Na organização de jogos no recreio orientado, a meta é reduzir conflitos e ampliar participação. Qual proposta atende a esse objetivo?
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Q3912700 Artes Cênicas
Na preparação de uma prática de dança na escola, o professor quer trabalhar criação e consciência corporal, respeitando a cultura dos estudantes. A proposta se fortalece quando: 
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Q3912699 Educação Física
No ensino do handebol para turma iniciante, o professor quer desenvolver leitura de jogo e tomada de decisão, junto com os fundamentos. Marque a alternativa correta.
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Q3912698 Educação Física

Sobre medidas e avaliação em Educação Física, analise as afirmativas:



I – A validade de um teste é indicada pelo grau de repetição do resultado em dias diferentes, mostrando estabilidade do escore.


II – Após validação inicial, um teste mantém o mesmo ponto de corte para idades e contextos escolares distintos, permitindo leitura direta do resultado.


III – A fidedignidade se relaciona à consistência dos resultados em condições semelhantes e reduz incerteza na interpretação do desempenho.


IV – Um protocolo bem aplicado padroniza instruções, aquecimento, ordem dos testes e critérios de registro, favorecendo comparações entre avaliações.


V – A avaliação escolar se fortalece quando o resultado de um teste físico define a nota final, afastando observação do processo nas aulas.



Estão corretas as afirmativas:

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Q3912697 Educação Física
Na aula de Educação Física do 7º ano, a professora orienta uma corrida contínua para melhorar a saúde e pede que os alunos ajustem a intensidade para não “passar do ponto”. Marque a alternativa correta sobre um indicador prático de intensidade moderada. 
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Q3912696 Educação Física
Na construção de um macrociclo para uma equipe escolar, o professor distribui cargas para chegar em boa forma na competição-alvo. A lógica central da periodização é:
Alternativas
Q3912695 Educação Física
No ensino do saque no voleibol, o professor percebe que o aluno já entende o objetivo do movimento, mas ainda ajusta a coordenação com prática e feedback. Essa fase se aproxima da:
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Q3912694 Pedagogia

Na didática da Educação Física Escolar, analise as afirmativas:



I – A avaliação formativa acompanha o percurso, registra avanços e dificuldades e orienta ajustes durante as aulas.


II – Objetivos claros e compartilhados ajudam o estudante a entender o sentido das tarefas e a se engajar no processo. 


III – A organização do espaço, do material e das combinações de segurança interfere no tempo de prática e na participação da turma.


IV – A condução da aula ganha estabilidade quando regras são aplicadas de modo rígido, com baixa escuta e pouca negociação com a turma.


V – A nota se fortalece quando o critério central é o desempenho físico comparado entre colegas, usando ranking como referência principal.



Estão corretas as afirmativas:

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Q3912693 Pedagogia
Na elaboração de uma aula para uma turma com níveis diferentes de experiência, o professor quer manter tempo útil de prática e participação de todos. Marque a estratégia correta.
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Q3912692 Educação Física
No percurso histórico da Educação Física escolar, uma orientação esportivista ganhou força e influenciou objetivos e conteúdos. Essa orientação se reconhece pela:
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Q3911941 Pedagogia
No contraturno, a escola planeja ampliar a jornada com oficinas, acompanhamento pedagógico e atividades culturais, integradas ao currículo, para melhorar a aprendizagem. De acordo com o Decreto nº 7.083/10, essa proposta se conecta ao Programa Mais Educação por: 
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Q3911940 Pedagogia
No planejamento financeiro da rede, o gestor explicou que o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb) organiza a distribuição de recursos entre sistemas. O Fundeb pode ser caracterizado por:
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Q3911939 Pedagogia

Na revisão do Projeto Político-Pedagógico (PPP), a escola quer fortalecer inclusão, autonomia e qualidade social e precisa transformar isso em ações do cotidiano.


Marque a alternativa correta.

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Q3911938 Pedagogia

Sobre a Lei 10.639/2003, analise as afirmativas:



I – A Lei 10.639/2003 alterou a LDB e incluiu a temática História e Cultura Afro-Brasileira no currículo oficial da educação básica.


II – O conteúdo deve aparecer no conjunto do currículo, com destaque para Artes, Literatura e História, articulado ao projeto da escola.


III – O calendário escolar passou a incluir o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.


IV – A temática fica restrita à disciplina de História e evita articulação com outras áreas e projetos da escola.


V – A Lei orienta o trabalho pedagógico, mas substitui o currículo da rede por um modelo nacional padronizado.



Estão corretas as afirmativas:

Alternativas
Q3911937 Pedagogia
Na sala de informática, a professora pensa em usar um aplicativo de exercícios adaptativos e um mural digital para trabalhos. Marque a alternativa correta sobre o uso pedagógico dessas tecnologias.
Alternativas
Q3911936 Psicologia
Na turma, estudantes evitam leitura em voz alta por medo de errar e por comentários entre colegas. Qual ação se conecta às contribuições da Psicologia para o processo de ensino aprendizagem na Educação?
Alternativas
Q3911935 Pedagogia
No início do semestre, a professora registra objetivos, conteúdos, critérios de avaliação e sequência de unidades para a turma, e depois desdobra em planos de aula semanais. Esse registro corresponde ao:
Alternativas
Respostas
1581: D
1582: B
1583: C
1584: C
1585: A
1586: B
1587: C
1588: C
1589: D
1590: C
1591: A
1592: D
1593: B
1594: C
1595: D
1596: B
1597: A
1598: D
1599: C
1600: A