Questões de Concurso Comentadas para prefeitura de pilõezinhos - pb

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Q3882728 Medicina
Uma criança de 8 anos é trazida à consulta por apresentar prurido intenso, especialmente no período noturno, há cerca de 10 dias. A mãe refere que surgiram lesões papulares eritematosas em regiões interdigitais, punhos e abdome. Ao exame, observam-se linhas finas, sinuosas, sugestivas de túneis escabióticos. Dois irmãos apresentam quadro semelhante iniciado recentemente. A família vive em condições habitacionais estáveis, sem viagens recentes. Não há história de imunossupressão, uso de corticoides sistêmicos ou sinais sugestivos de infecção secundária bacteriana.
Considerando os achados clínicos e as recomendações mais recentes para o manejo de escabiose na Atenção Primária, analise as alternativas abaixo e assinale a conduta CORRETA.
Alternativas
Q3882727 Medicina
Um médico da Atenção Primária atende um adulto jovem com queixa de olho vermelho há 2 dias, sem trauma associado. O paciente refere leve desconforto ocular, sem dor intensa, sem secreção purulenta espessa, sem alteração da acuidade visual e sem sensação de corpo estranho importante. Nega uso de lentes de contato. Não apresenta fotofobia significativa, não relata halos luminosos e não há histórico de episclerite, uveíte ou glaucoma. O profissional revisa conceitos essenciais relacionados ao manejo do olho vermelho, principalmente critérios de gravidade, formas clínicas mais prevalentes, sinais que sugerem etiologia infecciosa, alérgica ou inflamatória, e situações que não podem ser consideradas benignas.
Com base nas diretrizes mais atuais, avalie as afirmações abaixo.
I- Dor intensa, fotofobia importante, redução da acuidade visual ou halos indicam gravidade.
II- Conjuntivite viral apresenta secreção mucopurulenta densa e dor intensa.
III- Pterígio/pinguécula relacionam-se à exposição crônica à radiação ultravioleta.
IV- Conjuntivite alérgica cursa com prurido intenso e secreção aquosa.
V- Olho vermelho sem dor e com visão preservada exclui doença corneana.
É CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q3882726 Medicina
Mulher de 34 anos, professora, tabagista leve (≈ 3 maços/ano), procura a APS por disfonia persistente há 3 (Atenção Primária à Saúde) semanas. Refere que a alteração vocal começou após quadro de IVAS (Infecção das Vias Aéreas Superiores) viral já resolvido. Nega febre, disfagia, odinofagia intensa, hemoptise, dispneia, perda ponderal ou história de lesões cervicais. Não utiliza medicações contínuas e nega alergias. Relata que a voz falha principalmente ao final do dia de trabalho. Ao exame físico: orofaringe sem alterações significativas, pescoço sem massas palpáveis, ausculta pulmonar normal. Sem sinais de alarme. A paciente questiona se já seria necessário encaminhamento ao otorrinolaringologista para videolaringoscopia.
Considerando as diretrizes de Atenção Primária, manejo de disfonia e critérios de encaminhamento precoce, a conduta mais adequada nesse momento é:
Alternativas
Q3882724 Medicina
Paciente masculino de 35 anos comparece à UBS com diarreia de início súbito há 2 dias, com 4 a 5 (Unidade Básica de Saúde) evacuações líquidas ao dia, sem sangue ou muco. Refere náuseas leves e dor abdominal difusa em cólica, sem febre. Não há antecedentes de doenças crônicas ou uso recente de antibióticos. Relata ingestão recente de alimentos de rua e água de procedência duvidosa durante viagem de fim de semana. O paciente deseja orientação sobre manejo imediato e prevenção de complicações.
Diante desse quadro, qual conduta inicial mais adequada na APS (Atenção Primária à Saúde)?
Alternativas
Q3882723 Medicina
Criança de 9 anos é trazida à UBS pelos pais com tosse frequente há 6 semanas, sem febre, sem (Unidade Básica de Saúde) expectoração purulenta e sem alterações no ganho de peso. Refere episódios de chiado ocasional à noite, especialmente em dias de atividades físicas na escola. Antecedentes pessoais: histórico de rinite alérgica leve, sem hospitalizações recentes. Antecedentes familiares: mãe asmática. O exame físico revela pulmões sem sibilos à ausculta, boa saturação e sinais vitais normais. Os pais relatam exposição à poeira doméstica e poucos momentos de atividade física ao ar livre. O objetivo do atendimento é identificar causas, reduzir riscos e evitar intervenções desnecessárias.
Diante deste quadro, como conduzir a consulta?
Alternativas
Q3882722 Medicina

Um médico de família realiza avaliação domiciliar de uma paciente idosa de 78 anos, que mora sozinha. Durante a consulta, ele observa se a paciente consegue realizar tarefas básicas como banho, vestir-se, usar o banheiro e alimentar-se sozinha, e também verifica capacidade de gerenciar tarefas mais complexas, como preparar refeições, fazer compras, administrar medicamentos e lidar com questões financeiras. Essa avaliação tem o objetivo de identificar níveis de independência e necessidade de suporte para manter autonomia e qualidade de vida.


Qual ferramenta ele pode usar de forma mais adequada para avaliar as atividades básicas da vida diária, e qual avalia as atividades instrumentais mais complexas?

Alternativas
Q3882721 Medicina

Um paciente hipertenso e diabético de longa data procura a UBS para avaliação periódica. Ele apresenta (Unidade Básica de Saúde) exames estáveis e não há sinais de complicações. O médico decide reavaliar cuidadosamente a necessidade de cada medicação, evitar exames desnecessários e explicar os riscos de procedimentos invasivos que não trariam benefício adicional.


Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está sendo aplicado?

Alternativas
Q3882720 Medicina
Na abordagem de pessoas consideradas “doentes difíceis”, qual estratégia da Medicina de Família e Comunidade (MFC) é mais indicada para melhorar a adesão e o relacionamento terapêutico?
Alternativas
Q3882719 Medicina
Um médico de família acompanha um paciente com doença pulmonar crônica, hipertensão e artrite, atendendo-o na UBS (Unidade Básica de Saúde). Para cada necessidade, ele articula encaminhamentos a especialistas, integra informações de exames laboratoriais e de imagem, mantém contato com enfermeiros e outros profissionais de saúde, e garante que todas as ações estejam alinhadas com o plano terapêutico do paciente, evitando redundâncias, conflitos ou lacunas no cuidado.
Qual princípio da Medicina de Família e Comunidade está descrito nessa situação?
Alternativas
Q3882718 Medicina

Paciente homem de 27 anos, vendedor ambulante, procura a UBS com febre alta há 3 dias, dor de cabeça (Unidade Básica de Saúde) intensa, dor retro orbitária, mialgia e artralgia. Refere também mal-estar geral, náusea leve e inapetência. O paciente relata que nos últimos dias vários vizinhos e colegas de trabalho apresentaram sintomas semelhantes, mas nega uso de medicamentos contínuos, comorbidades crônicas ou uso de AAS. Afirma consumo de álcool social nos finais de semana. Ao exame físico: paciente em bom estado geral, hidratado, afebril no momento, sem sinais de hemorragia (sangramentos gengivais ou petéquias ausentes). Pressão arterial e frequência cardíaca normais. Ausência de dor abdominal intensa, vômitos persistentes ou hepatomegalia.


Considerando o quadro clínico e a classificação da dengue segundo o Ministério da Saúde, qual conduta inicial deve ser tomada?

Alternativas
Q3882717 Medicina
Durante o atendimento em uma Unidade Básica de Saúde, um homem de 28 anos, previamente hígido, apresenta crise tônico-clônica generalizada na sala de espera, com duração aproximada de 2 minutos. A equipe realiza medidas de segurança, garantindo proteção da cabeça e posicionamento lateral. Após o episódio, o paciente apresenta sonolência e confusão leve (fase pós-ictal), sem sinais de trauma. Após estabilização, o paciente relata que essa foi a primeira crise convulsiva de sua vida. Nega uso de álcool ou drogas ilícitas, não faz uso de medicações contínuas, e não há antecedentes familiares de epilepsia. Sinais vitais estáveis, glicemia capilar = 94 mg/dL.
Qual deve ser a conduta mais adequada após estabilização clínica?
Alternativas
Q3882716 Medicina

Homem de 52 anos, professor do ensino médio, procura a UBS relatando tristeza persistente, cansaço e (Unidade Básica de Saúde) perda de interesse em atividades prazerosas há cerca de 3 meses. Refere sono irregular, dificuldade de concentração e sensação de estar “sem energia”. Nega uso de medicamentos, não faz psicoterapia e relata consumo social de álcool, sem uso abusivo. Ao aplicar o PHQ-9, o escore total foi 14 pontos. Nega ideação suicida. Exame físico e sinais vitais sem alterações.


Qual é a conduta CORRETA na Atenção Primária à Saúde?

Alternativas
Q3882715 Medicina

Homem de 30 anos relata histórico de, pelo menos, cinco episódios de dor de cabeça intensa nos últimos meses. Refere que as crises têm início gradual, com dor unilateral, pulsátil, de forte intensidade, durando cerca de 6 a 8 horas, e que pioram com atividade física ou luz intensa. Durante os episódios, sente náuseas e grande desconforto com luz e sons, melhorando ao repousar em ambiente escuro e silencioso. O exame físico é normal.


Qual é o diagnóstico mais provável?

Alternativas
Q3882714 Medicina
Mulher de 45 anos, digitadora, procura a UBS (Unidade Básica de Saúde) com queixa de formigamento e dor em punhos há cerca de 2 semanas, principalmente à noite. Ao exame, apresenta sinais de Phalen e Tinel positivos bilateralmente.
Qual é a conduta inicial mais adequada na Atenção Primária à Saúde?
Alternativas
Q3882477 Fisioterapia
A Escala de Coma de Glasgow (ECG) é uma ferramenta neurológica fundamental, desenvolvida em 1974 pelos neurocirurgiões Graham Teasdale e Bryan J. Jennett na Universidade de Glasgow, Escócia. Sua criação visou a estabelecer um método rápido, objetivo Glasgow e padronizado para avaliar o nível de consciência de um paciente, o que é especialmente crucial em situações como o trauma cranioencefálico (TCE) ou outras condições que afetam o Sistema Nervoso Central (SNC). Em 2018, Sir Graham Teasdale e uma equipe de especialistas propuseram uma atualização. Devido à sua eficácia e simplicidade, a ECG se tornou um padrão global, sendo empregada por uma vasta gama de profissionais de saúde desde o ambiente pré-hospitalar até as Unidades de Terapia Intensiva (UTI). Com Base na Escala de Coma de Glasgow, analise as assertivas que se seguem:
I- Escala de Coma Glasgow de tem como grande inovação a integração da reatividade pupilar. O resultado desta avaliação é chamado de Pontuação de Reatividade Pupilar (P), que é subtraído da pontuação total (ECG).
II- Escala de Coma Glasgow de tem como grande inovação a integração da reatividade pupilar. O resultado desta avaliação é chamado de Pontuação de Reatividade Pupilar (P), que é somado à pontuação total (ECG).
III- Escala de Coma Glasgow de pode ser adaptada para a idade.
IV- Uma mulher de 50 anos, vítima de queda em casa, abre os olhos quando a equipe a chama em voz alta, (E=3), e quando perguntada qual o seu nome, responde de forma confusa: “o café está quente!” (V=4); por fim, não obedece a comandos, mas afasta a mão quando recebe um estímulo no dedo (M=2). Neste caso, indica um comprometimento moderado da consciência.
V- Um homem de 40 anos, vítima de acidente de carro grave. Não abre os olhos, nem ao chamado nem ao estímulo doloroso (E=1). Emite apenas gemidos baixos (V=2). Motor: Apresenta flexão anormal dos braços (decorticação) quando submetido a um estímulo doloroso (M=3). Neste caso, indica um comprometimento moderado da consciência.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3882476 Fisioterapia
Paciente: Sr. Sicrano, 28 anos, sofreu um AVC isquêmico na artéria cerebral média esquerda há 3 meses. Apresenta hemiparesia direita (fraqueza muscular) e afasia motora (dificuldade para articular palavras). Iniciou a reabilitação com o objetivo de restaurar, na medida do possível, a função motora do braço e da perna direita e melhorar a articulação da fala. Diante desse caso, pode afirmar que o -sefisioterapeuta, após realizar a avaliação fisioterapêutica, com detalhada anamnese, realizando exame físico e cinésio-funcional específicos para o paciente, e estabelecendo um diagnóstico fisioterápico preciso, poderá agir da seguinte forma:
I- Explorar e estimular a plasticidade neural – a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões para compensar a área lesionada.
II- Utilizar a Terapia de Movimento Induzido por Restrição (TMIR), levando a restrição da mão e do braço paréticos (direito) que são restringidos com uma luva ou tipoia, forçando o uso intensivo dos membros saudáveis (esquerdo) por várias horas seguidas.
III- Utilizar Tecnologias de Suporte como Neurofeedback e Realidade Virtual, que fornecem um feedback imediato e gratificante, o que aumenta a liberação de dopamina, um neurotransmissor crucial para a plasticidade sináptica e o aprendizado.
IV- Utilizar o Treinamento Orientado à Tarefa, que não é apenas benéfico ao Sr. Sicrano, é essencial. Ele traduz os ganhos de força e amplitude de movimento em uma recuperação funcional real, restaurando a sua capacidade de interagir com o mundo e viver de forma independente, explorando ao máximo o potencial de plasticidade de seu cérebro.
V- Utilizar padrões e técnicas de irradiação e somação. Os conceitos de irradiação e somação são pilares da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva. A irradiação se refere ao aumento da força de contração muscular que ocorre quando um estímulo (ou vários estímulos) é aplicado de forma repetitiva e rápida, e a somação é um princípio que descreve a propagação de uma resposta neuromuscular de músculos fortes para músculos mais fracos, quando é aplicado um estímulo de resistência máxima.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3882474 Fisioterapia
O Sr. Sicrano, 55 anos, trabalha há 20 anos no serviço público. Relata que é tabagista há 15 anos, com um consumo de um maço de cigarros por dia. Nos últimos cinco anos, ele começou a apresentar falta de ar progressiva (dispneia), inicialmente aos grandes esforços (como subir ladeiras) e, atualmente, aos pequenos esforços (como tomar banho ou vestir-se). Relata tosse produtiva, principalmente pela manhã, com expectoração branca e espumosa, e uma sensação constante de "chiado no peito" (sibilos). Diante do agravamento, foi afastado do trabalho e buscou atendimento médico. Diagnóstico Clínico: Após investigação, foi diagnosticado com Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC) - Fenótipo Misto (Bronquite Crônica e Enfisema), estágio GOLD 3 (grave). A espirometria confirmou a presença de obstrução ao fluxo aéreo não totalmente reversível (VEF1/CVF < 0,70 e VEF1 pós-broncodilatador de 45% do previsto). A radiografia e a tomografia computadorizada de tórax evidenciaram hiperinsuflação pulmonar, bolhas enfisematosas predominantemente nos lobos superiores e espessamento das paredes brônquicas, compatíveis com o diagnóstico. Diante das informações acima, é CORRETO afirmar que se trata de:
Alternativas
Q3882473 Fisioterapia
Paciente Sicrano, 25 anos, sexo masculino, acometido por uma queda da própria altura durante prática esportiva, sofrendo uma luxação anterior do ombro direito. Encontra-se em pós-operatório imediato (há 24 horas) de cirurgia de Reparo Labral (Bankart) e Capsulorrafia Artroscópica do Ombro Direito. Situação clínica detalhada: O mecanismo de lesão foi uma queda com o braço em abdução e rotação externa forçadas. No pronto-socorro, foi diagnosticada uma luxação glenoumeral anterior, que foi reduzida com sucesso. No entanto, devido ao mecanismo de lesão e à presença de instabilidade persistente confirmada na ressonância magnética (lesão de Bankart), foi indicada a intervenção cirúrgica para estabilizar a articulação e evitar recidivas. No pós-operatório imediato, o paciente apresenta: dor controlada com medicação analgésica. Edema moderado na região do ombro e articulação acromioclavicular direita. Imobilização com tipoia e cinta de imobilização do ombro, mantendo o membro superior em adução e rotação interna. Amplitude de Movimento (ADM): restrita passiva e ativamente por prescrição médica, para proteção da reparação cirúrgica. Função: Dependência para atividades de vida diária (AVDs) que envolvem o membro superior direito (vestir, higiene pessoal, alimentação). Força Muscular: Não testada devido à dor e ao protocolo pós-operatório. Diante desse caso, pode-se afirmar que o fisioterapeuta:
I- Manterá a Imobilização do braço com uma tipoia por cerca de 30 dias para reduzir a dor e proteger a reparação, e iniciará as sessões somente após o período de imobilização de cerca de 30 dias.
II- Controlará a dor, fortalecerá os músculos e recuperará a mobilidade, durante o processo de reabilitação, que pode levar vários meses, com a frequência das sessões diminuindo gradualmente.
III- Informa que a recuperação completa pode levar, geralmente, mais de 4 meses, dependendo da gravidade da lesão e do nível de atividade do paciente.
IV- “Recomenda que não mexa o seu braço" (Restrição passiva): O paciente não deve tentar usar a musculatura do ombro direito para levantar, empurrar, puxar ou realizar qualquer movimento.
V- “Informa que não vai mover o braço do paciente além do permitido" (Restrição ativa): O fisioterapeuta, ou qualquer outra pessoa (enfermeiro, familiar), não deve movimentar o braço do paciente além dos limites muito específicos e seguros estabelecidos pelo protocolo pós-operatório e pela prescrição médica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3882472 Fisioterapia
A prática fisioterapêutica contemporânea, fundamentada na neurociência da dor, transcende o foco exclusivo no local da dor . Ela “ ”prioriza a educação do paciente sobre os mecanismos da dor, desmistificando-a e combatendo a cinesiofobia (medo do movimento) – um dos maiores obstáculos à recuperação. Considerando que a dor invariavelmente impacta a funcionalidade, a avaliação torna-se um processo dinâmico e diário, cujo objetivo é compreender de que maneira o sintoma compromete as atividades funcionais e as habilidades de vida diária do paciente. Conforme a informação acima, observa-se o exemplo do paciente Sicrano, 45 anos, que sofreu um acidente de moto há 10 meses com fratura no joelho direito, tratada cirurgicamente. Após quase um ano de fisioterapia convencional focada em fortalecimento e mobilidade articular, ele relata dor intensa (8/10) ao tentar ficar em pé e suportar peso na perna afetada. Os exames de imagem mostram que a fratura está consolidada e não há mais sinais de inflamação aguda. Com base na informação acima, analise as assertivas abaixo:
I- A dor intensa e persistente do paciente Sicrano, desproporcional aos achados clínicos, é um sinal clássico de sensibilização central. Seu cérebro aprendeu a interpretar qualquer carga sobre o joelho como uma ameaça grave, gerando uma resposta de dor exagerada como mecanismo de proteção.
II- Após meses sentindo dor, Sicrano desenvolveu um medo profundo de apoiar o pé no chão e ficar em pé. Seu cérebro associa essa posição a perigo. A abordagem moderna prioriza educá-lo sobre a neurociência da dor, explicando que a dor não significa necessariamente novo dano tecidual. Isso reduz o pânico e o ajuda a se reconectar com seu corpo de forma mais segura.
III- No caso de Sicrano, em vez de um comando simples, o tratamento se concentra em exercícios graduais e seguros (como apoio parcial de peso), sempre respeitando seu limite de conforto para reduzir o medo. O objetivo final é transformar Sicrano no protagonista ativo da sua própria recuperação.
IV- O fisioterapeuta vai focar no que realmente importa para Sicrano: recuperar as atividades da vida dele. Em vez de só medir a dor, a avaliação será prática e personalizada. O que será feito: Identificar tarefas específicas que o Sicrano não consegue fazer por causa da dor.
V- O fisioterapeuta vai focar exclusivamente no joelho como uma estrutura danificada e tratar a dor como um simples sinal de lesão tecidual.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Q3882471 Fisioterapia
A decisão de conceder alta na fisioterapia é, de fato, um processo clínico complexo e de responsabilidade do fisioterapeuta. Ela deve ser embasada em uma análise criteriosa que combine dados mensuráveis (objetivos) com a percepção e relato do paciente (subjetivos). Nesse contexto, analise as seguintes assertivas:
I- A Restauração da amplitude de movimento (ADM) dentro dos limites funcionais é um critério subjetivo mensurável.
II- Redução significativa da dor, medida por escalas, é um critério objetivo.
III- O paciente relata sentir-se melhor, mais confiante e seguro para realizar suas atividades, tornando-se uma autopercepção de melhora subjetiva.
IV- Retorno às atividades desejadas, quando o paciente relata sucesso no retorno às suas atividades esportivas, laborais, de lazer e sociais sem restrições significativas, é um critério objetivo.
V- Retorno às atividades da vida diária (AVDs) e laborais sem auxílio ou com auxílio mínimo, utilizando escalas apropriadas à análise da capacidade funcional, é um critério objetivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas
Respostas
1: C
2: D
3: A
4: E
5: B
6: E
7: E
8: D
9: C
10: B
11: B
12: A
13: A
14: D
15: C
16: A
17: D
18: E
19: A
20: C