A prática fisioterapêutica contemporânea, fundamentada na ne...
I- A dor intensa e persistente do paciente Sicrano, desproporcional aos achados clínicos, é um sinal clássico de sensibilização central. Seu cérebro aprendeu a interpretar qualquer carga sobre o joelho como uma ameaça grave, gerando uma resposta de dor exagerada como mecanismo de proteção.
II- Após meses sentindo dor, Sicrano desenvolveu um medo profundo de apoiar o pé no chão e ficar em pé. Seu cérebro associa essa posição a perigo. A abordagem moderna prioriza educá-lo sobre a neurociência da dor, explicando que a dor não significa necessariamente novo dano tecidual. Isso reduz o pânico e o ajuda a se reconectar com seu corpo de forma mais segura.
III- No caso de Sicrano, em vez de um comando simples, o tratamento se concentra em exercícios graduais e seguros (como apoio parcial de peso), sempre respeitando seu limite de conforto para reduzir o medo. O objetivo final é transformar Sicrano no protagonista ativo da sua própria recuperação.
IV- O fisioterapeuta vai focar no que realmente importa para Sicrano: recuperar as atividades da vida dele. Em vez de só medir a dor, a avaliação será prática e personalizada. O que será feito: Identificar tarefas específicas que o Sicrano não consegue fazer por causa da dor.
V- O fisioterapeuta vai focar exclusivamente no joelho como uma estrutura danificada e tratar a dor como um simples sinal de lesão tecidual.
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Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O ponto decisivo é que o caso descreve dor persistente pós-trauma com fratura consolidada e sem inflamação aguda, quadro em que a abordagem correta não é exclusivamente estrutural, mas baseada em dor persistente, função e medo de movimento/carga. Por isso, I, II, III e IV estão compatíveis com o modelo biopsicossocial, e V o contraria.
- Quando a dor persiste e os achados estruturais não explicam sua intensidade, considere mecanismo nociplástico/amplificação central em vez de presumir nova lesão ativa.
- Se o enunciado mencionar medo de movimento, apoio ou carga, procure educação em dor e exposição/exercício graduais como eixo da conduta.
- Em reabilitação de dor persistente, valorize alternativas que avaliem tarefas, participação e atividades de vida diária, não apenas dor, força e amplitude.
- Desconfie de opções que tratem a dor apenas como reflexo direto de dano tecidual e proponham foco exclusivo na estrutura afetada.
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Comentários
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A CPCON tem questões imensas que levam a gente a um leve estresse... e infelizmente não da pra negligenciar a leitura completa.
Único item errado: V
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