Paciente Sicrano, 25 anos, sexo masculino, acometido por uma...

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Q3882473 Fisioterapia
Paciente Sicrano, 25 anos, sexo masculino, acometido por uma queda da própria altura durante prática esportiva, sofrendo uma luxação anterior do ombro direito. Encontra-se em pós-operatório imediato (há 24 horas) de cirurgia de Reparo Labral (Bankart) e Capsulorrafia Artroscópica do Ombro Direito. Situação clínica detalhada: O mecanismo de lesão foi uma queda com o braço em abdução e rotação externa forçadas. No pronto-socorro, foi diagnosticada uma luxação glenoumeral anterior, que foi reduzida com sucesso. No entanto, devido ao mecanismo de lesão e à presença de instabilidade persistente confirmada na ressonância magnética (lesão de Bankart), foi indicada a intervenção cirúrgica para estabilizar a articulação e evitar recidivas. No pós-operatório imediato, o paciente apresenta: dor controlada com medicação analgésica. Edema moderado na região do ombro e articulação acromioclavicular direita. Imobilização com tipoia e cinta de imobilização do ombro, mantendo o membro superior em adução e rotação interna. Amplitude de Movimento (ADM): restrita passiva e ativamente por prescrição médica, para proteção da reparação cirúrgica. Função: Dependência para atividades de vida diária (AVDs) que envolvem o membro superior direito (vestir, higiene pessoal, alimentação). Força Muscular: Não testada devido à dor e ao protocolo pós-operatório. Diante desse caso, pode-se afirmar que o fisioterapeuta:
I- Manterá a Imobilização do braço com uma tipoia por cerca de 30 dias para reduzir a dor e proteger a reparação, e iniciará as sessões somente após o período de imobilização de cerca de 30 dias.
II- Controlará a dor, fortalecerá os músculos e recuperará a mobilidade, durante o processo de reabilitação, que pode levar vários meses, com a frequência das sessões diminuindo gradualmente.
III- Informa que a recuperação completa pode levar, geralmente, mais de 4 meses, dependendo da gravidade da lesão e do nível de atividade do paciente.
IV- “Recomenda que não mexa o seu braço" (Restrição passiva): O paciente não deve tentar usar a musculatura do ombro direito para levantar, empurrar, puxar ou realizar qualquer movimento.
V- “Informa que não vai mover o braço do paciente além do permitido" (Restrição ativa): O fisioterapeuta, ou qualquer outra pessoa (enfermeiro, familiar), não deve movimentar o braço do paciente além dos limites muito específicos e seguros estabelecidos pelo protocolo pós-operatório e pela prescrição médica.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Alternativas

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Gabarito: E

Fundamento decisivo: No pós-operatório imediato de reparo de Bankart com capsulorrafia, como no caso descrito com 24 horas de cirurgia, tipoia e restrição de ADM para proteger a reparação, o critério decisivo é diferenciar proteção da sutura de inatividade completa: a fisioterapia não deve ser adiada até 30 dias, mas evolui em fases com controle de dor/edema, progressão de mobilidade e fortalecimento ao longo de meses, o que torna II e III corretas e afasta as demais combinações.

Tema central: Reabilitação pós-Bankart
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque inclui IV e V. Embora ambas tentem expressar proteção do reparo, estão tecnicamente inadequadas por inverterem os conceitos de restrição ativa e passiva: ativo é o movimento feito pela musculatura do paciente; passivo é o movimento produzido por terceiro ou força externa. Além disso, formulam proibição absoluta de movimento, o que não representa fielmente o manejo pós-operatório habitual, que admite mobilização dentro de limites protocolares.
B
Errada
Está errada porque exclui II, que descreve corretamente o processo reabilitacional após reparo de Bankart/capsulorrafia: controle de dor, progressão para ganho de mobilidade e fortalecimento ao longo de meses. Excluir essa assertiva contraria a cronologia e os objetivos centrais da reabilitação do ombro nesse cenário.
C
Errada
Está errada porque inclui I. O erro médico específico de I é equiparar uso de tipoia por semanas à ausência completa de fisioterapia até cerca de 30 dias. A base é clara ao afirmar que imobilização não significa postergar todo o acompanhamento fisioterapêutico; orientação, analgesia e intervenções permitidas pelo protocolo costumam começar precocemente, mesmo com proteção da sutura.
D
Errada
Está errada porque, embora contenha II, agrega IV e V, que não se sustentam tecnicamente na forma como foram redigidas. O problema não é a ideia geral de proteger a reparação, e sim o erro conceitual entre movimento ativo e passivo e a formulação de restrições como se houvesse vedação absoluta e indiscriminada de qualquer mobilização.
E
Certa
A alternativa E está correta porque reúne as duas assertivas seguramente compatíveis com a reabilitação após estabilização anterior do ombro. A assertiva II traduz a progressão terapêutica esperada: inicialmente proteção da reparação e controle de dor, depois recuperação gradual da mobilidade e, em seguida, fortalecimento, em processo que dura vários meses e costuma ter redução progressiva da frequência das sessões conforme a evolução. A assertiva III também está correta porque a recuperação funcional completa após reparo labral/capsulorrafia geralmente ultrapassa 4 meses, especialmente quando se considera retorno pleno da função.
Pegadinha da questão
A banca explorou duas confusões reais: interpretar a imobilização como motivo para adiar toda a fisioterapia por 30 dias e aceitar como corretas assertivas que trocam restrição ativa por passiva e transformam proteção do reparo em proibição absoluta de movimento.
Dica para questões semelhantes
  • Separe sempre proteção da reparação de ausência completa de fisioterapia: tipoia e restrição de ADM não significam início tardio obrigatório do acompanhamento.
  • Em pós-operatório de estabilização do ombro, a sequência correta é reabilitação por fases: dor/edema e proteção inicial, depois mobilidade progressiva e, posteriormente, fortalecimento.
  • Confira com rigor a terminologia: restrição ativa envolve a musculatura do paciente; restrição passiva envolve movimento imposto por terceiro ou força externa.
  • Quando a questão trouxer tempo de recuperação, diferencie melhora inicial do quadro de recuperação funcional completa, que costuma levar vários meses.

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Comentários

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Gente mas o item V está correto.

Questão estranha. A não ser que esse "restrição ativa" seja a parte errada, porque todo o resto está correto.

O erro da V é afirmar que essa é uma restrição ativa, por ser outra pessoa realizando o movimento (Fisioterapeuta, enfermeiro ou familiar), se classifica como restrição passiva

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