Questões de Concurso Para aroeira

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Q3995165 Medicina

    R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido, é encaminhado ao neuropediatra por dificuldade progressiva para correr, subir escadas e levantar-se do chão. A mãe refere que ele utiliza as mãos sobre as coxas para se apoiar ao ficar em pé. Ao exame físico, observa-se fraqueza muscular proximal de cinturas, pseudohipertrofia de panturrilhas e marcha com base alargada.

    Não há história familiar conhecida. Os exames laboratoriais mostram creatina quinase (CK) persistentemente >12.000 U/L.

    O pediatra questiona qual deve ser o próximo passo diagnóstico. Qual é a conduta diagnóstica inicial correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas
Q3995164 Medicina

    Menino de 11 anos, previamente hígido, apresenta quadro subagudo de irritabilidade, declínio cognitivo e crises epilépticas focais nos últimos dias. Evolui com discinesias orofaciais, lentificação do EEG e flutuação do nível de consciência. A ressonância magnética é normal. O líquor revela pleocitose linfocitária e proteína discretamente elevada. Testes infecciosos iniciais são negativos. A equipe suspeita de encefalite autoimune, mas pondera adiar tratamento até confirmação de autoanticorpos.

    Qual é a conduta normativa correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas
Q3995163 Medicina
    Menina de 2 anos e 6 meses, previamente hígida, é admitida no pronto-socorro com febre alta há 12 horas, irritabilidade intensa, vômitos em jato e rebaixamento progressivo do nível de consciência. Ao exame físico, apresenta rigidez de nuca, sem sinais focais ou instabilidade hemodinâmica. A tomografia de crânio é realizada imediatamente e não evidencia contraindicações à punção lombar.     A equipe médica discute se deve realizar a punção lombar antes de iniciar antibioticoterapia, visando maior acurácia diagnóstica, ou se o início do tratamento deve ser imediato, ainda que isso possa reduzir a positividade das culturas.     Segundo, exclusivamente, as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (WHO), qual é a conduta correta neste cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995162 Medicina

    J.M.A., menino de 4 anos de idade, previamente hígido, é encaminhado para avaliação por atraso global do desenvolvimento. Apresenta linguagem restrita, déficit cognitivo moderado e desempenho abaixo do esperado nas atividades adaptativas. O exame neurológico é inespecífico, sem sinais focais. Não há dismorfismos evidentes, e os exames auditivos, visuais e de neuroimagem são normais. Não há antecedentes familiares conhecidos de deficiência intelectual.

    Durante a consulta, os responsáveis questionam se o cariótipo ainda é indicado como primeira etapa da investigação genética.

    Segundo, exclusivamente, as diretrizes normativas da American Academy of Pediatrics (AAP) para investigação genética em crianças com deficiência intelectual ou atraso global do desenvolvimento, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas
Q3995161 Medicina
    Adolescente do sexo masculino, 15 anos, com diagnóstico clínico de enxaqueca há dois anos, apresenta crises recorrentes de cefaleia associadas a fotofobia e fonofobia, com alívio parcial com analgésicos comuns. Relata que costuma iniciar a medicação apenas quando a dor já está intensa.     Na anamnese dirigida, informa antecedente documentado de síndrome de Wolff–Parkinson–White (WPW), sem história prévia de AVC, AIT ou cardiopatia estrutural. Durante a consulta, solicita prescrição de triptano, referindo que colegas utilizam essa classe com boa resposta.     Segundo, exclusivamente, a diretriz AAN/AHS sobre tratamento agudo da enxaqueca em crianças e adolescentes, qual é a conduta correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995160 Medicina
    Menina de 9 anos, previamente hígida, evolui com quadro subagudo de alteração comportamental, irritabilidade, déficit de memória recente, episódios de discinesias orofaciais e duas crises epilépticas focais nas últimas 48 horas. Há flutuação do nível de consciência. A ressonância magnética de encéfalo é normal. O líquor mostra pleocitose linfocitária discreta, e o EEG evidencia lentificação difusa.     A equipe considera encefalite autoimune provável, mas discute se é necessário aguardar confirmação laboratorial de autoanticorpos para iniciar o tratamento imunomodulador.     Qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995159 Medicina
    Adolescente do sexo feminino, 14 anos, previamente hígida, desenvolve, de forma subaguda, perda visual dolorosa no olho direito, com discromatopsia e redução importante da acuidade visual. Duas semanas depois, evolui com parestesia ascendente, fraqueza em membros inferiores e retenção urinária. A ressonância magnética da medula mostra lesão longitudinalmente extensa envolvendo mais de três segmentos vertebrais. A RM encefálica não apresenta lesões típicas de esclerose múltipla. A sorologia revela positividade para anticorpos anti–aquaporina-4 (AQP4-IgG), utilizando método baseado em célula (cell-based assay).     A família questiona se o diagnóstico definitivo já pode ser estabelecido ou se seriam necessários novos episódios clínicos para confirmação.     Qual é a conduta diagnóstica correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995158 Medicina
    M.C.F., criança do sexo feminino, com 2 anos e 4 meses de idade, nascida prematura extrema (27 semanas), apresenta atraso motor persistente desde o primeiro ano de vida. Mantém controle cervical adequado, senta com apoio, mas não deambula, apresenta hipertonia espástica predominante em membros inferiores, reflexos osteotendíneos exaltados e padrão de tesoura em tentativa de ortostatismo. Não houve regressão funcional ao longo do acompanhamento. A ressonância magnética evidencia leucomalácia periventricular bilateral.          Durante a consulta, a equipe discute a caracterização diagnóstica formal do quadro e a organização do plano de cuidado.     Segundo, exclusivamente, as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Paralisia Cerebral do Ministério da Saúde, qual é a interpretação correta desse caso? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995157 Medicina

    Adolescente do sexo masculino, 13 anos, previamente hígido, é encaminhado por declínio progressivo do rendimento escolar, irritabilidade, alterações comportamentais e surgimento recente de tremor de intenção e rigidez discreta de membros superiores. Ao exame físico, não há icterícia, hepatomegalia ou estigmas clínicos de hepatopatia crônica. A oftalmoscopia evidencia anel de Kayser-Fleischer bilateral.

Os exames laboratoriais iniciais mostram:



• Ceruloplasmina sérica reduzida,


• Cobre urinário de 24 horas elevado,


• Transaminases discretamente aumentadas.



A família questiona se esses achados já permitem estabelecer o diagnóstico definitivo ou se seriam necessários exames adicionais.


Qual é a interpretação diagnóstica correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas
Q3995156 Medicina
    M.R.S., menino de 6 anos de idade, com diagnóstico prévio de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), nível de suporte moderado, em acompanhamento multiprofissional regular, é trazido à consulta por episódios recentes caracterizados por olhar fixo súbito, interrupção abrupta da atividade, automatismos orais (mastigação) e ausência de resposta a estímulos por cerca de 60 segundos, seguidos de breve período de confusão.     A professora relata ocorrência dos episódios também em sala de aula, sem gatilhos comportamentais evidentes. O exame neurológico interictal é normal. Não há história prévia de epilepsia.     A família questiona se esses eventos podem ser interpretados apenas como manifestações comportamentais do autismo, sem necessidade de investigação neurológica adicional.     Segundo exclusivamente as diretrizes normativas oficiais sobre comorbidades neurológicas no Transtorno do Espectro do Autismo, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995155 Medicina
    L.G.F., menino de 30 meses de idade, nascido a termo, sem intercorrências neonatais, é encaminhado para avaliação especializada por atraso de linguagem e dificuldades comportamentais. A mãe relata que a criança fala apenas duas palavras isoladas, não combina palavras, raramente responde ao nome, apresenta pouco contato visual e não aponta para compartilhar interesse. Observa-se ausência de brincadeira simbólica e dificuldade em alternar atenção com o examinador. Não houve perda de habilidades previamente adquiridas. O exame neurológico é normal e não há déficits sensoriais identificados.      Na avaliação especializada, foi aplicado um instrumento padronizado de triagem para Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), cujo resultado foi positivo. Os pais perguntam se esse resultado já configura diagnóstico clínico definitivo ou se são necessários exames laboratoriais ou de imagem para confirmação.     Segundo exclusivamente as diretrizes normativas oficiais para diagnóstico clínico do Transtorno do Espectro do Autismo, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995154 Medicina
    Lactente do sexo masculino, com 6 meses de idade, previamente com desenvolvimento adequado para a idade, passa a apresentar episódios diários caracterizados por flexão súbita do tronco associada à abdução dos membros superiores, ocorrendo em séries de 10 a 20 eventos consecutivos, principalmente ao despertar. Os cuidadores referem que, nas últimas semanas, houve perda do sorriso social e redução da interação visual.     O EEG realizado em vigília e sono mostra padrão desorganizado, com atividade de base lenta e descargas multifocais intermitentes, porém sem padrão clássico de hipsarritmia contínua. A ressonância magnética cerebral não evidencia malformações estruturais.          Segundo os critérios normativos da International League Against Epilepsy (ILAE) para definição de síndromes epilépticas infantis, qual é a classificação sindrômica correta desse quadro? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995153 Medicina
    Recém-nascido do sexo masculino, com 39 semanas de idade gestacional, parto vaginal sem intercorrências, apresenta, com 12 horas de vida, episódios repetidos de dessaturação associada a movimentos sutis de extremidades, sem correlação clínica evidente em todos os eventos. O monitor de EEG contínuo confirma crises eletrográficas recorrentes. Não há suspeita clínica ou familiar de canalopatia. Após estabilização hemodinâmica, é iniciado tratamento anticonvulsivante.     Após administração da medicação inicial, observa- -se persistência das crises no EEG. O neonato não apresenta cardiopatia estrutural, mantém função cardíaca preservada e não há contraindicações farmacológicas.     Segundo as diretrizes normativas da International League Against Epilepsy (ILAE) para tratamento de crises neonatais, qual é a conduta farmacológica correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995152 Medicina
    Criança do sexo masculino, nascida com 28 semanas de idade gestacional, peso ao nascer de 1.050 g, evoluiu sem hemorragia intraventricular grave, sem leucomalácia periventricular diagnosticada na fase neonatal e recebeu alta hospitalar em boas condições clínicas. Atualmente, encontra-se com 18 meses de idade corrigida e comparece para seguimento ambulatorial. Apresenta marcha independente, porém com leve instabilidade, vocabulário restrito a poucas palavras isoladas e dificuldades persistentes de atenção e autorregulação comportamental relatadas pelos cuidadores. Não há déficits sensoriais identificados.     O serviço discute se o seguimento especializado pode ser encerrado e a criança encaminhada apenas para acompanhamento em atenção primária.     De acordo exclusivamente com as diretrizes normativas para seguimento de crianças nascidas prematuras, qual é a conduta correta quanto ao acompanhamento do neurodesenvolvimento desse paciente? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995151 Medicina
    Criança do sexo feminino, com 24 meses de idade, previamente hígida, comparece à consulta de puericultura. A mãe refere que a criança caminha sem dificuldade, manipula brinquedos adequadamente, porém utiliza apenas duas palavras isoladas, não combina palavras, apresenta pouco interesse em compartilhar atenção com adultos e não aponta para solicitar objetos. Não houve regressão de habilidades. O exame neurológico não demonstra déficits motores, sensoriais ou sinais focais.     Na consulta, o pediatra realizou apenas observação clínica informal e tranquilizou a família, orientando retorno em 12 meses. Não foi aplicado instrumento padronizado de triagem do desenvolvimento, nem rastreio específico para transtorno do espectro do autismo.          Considerando exclusivamente as diretrizes normativas de vigilância e triagem do desenvolvimento infantil, qual é a conduta correta em relação à avaliação do desenvolvimento nesta situação? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995150 Medicina

    Lactente do sexo masculino, com 18 meses de idade, nascido a termo, sem intercorrências perinatais, comparece à consulta de vigilância do desenvolvimento. Os pais relatam que a criança anda de forma independente, manipula brinquedos de encaixe, alimenta-se com as mãos e mantém bom contato visual durante interações. Entretanto, observam que o menino não aponta para mostrar interesse, não utiliza palavras isoladas com significado, comunica-se basicamente por vocalizações inespecíficas e não imita ações simples demonstradas pelos cuidadores. Não houve regressão de habilidades previamente adquiridas e o exame neurológico não evidencia déficits motores ou sensoriais.

    Considerando exclusivamente os marcos cognitivos e comportamentais normativos para vigilância do desenvolvimento, qual é a interpretação correta desse quadro? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento. 

Alternativas
Q3995149 Medicina
    Lactente do sexo feminino, com 9 meses de idade cronológica, nascida a termo, sem intercorrências gestacionais, perinatais ou neonatais, comparece à consulta de rotina para vigilância do desenvolvimento. A mãe relata que a criança consegue sentar-se de forma independente e estável, manipula objetos com as duas mãos, realizando transferência bimanual, mantém bom controle postural e não apresentou perda de habilidades previamente adquiridas. No entanto, ainda não realiza deslocamento locomotor independente, não engatinha, não se arrasta e também não consegue assumir a posição de pé mesmo com apoio. O exame neurológico não evidencia assimetrias, alterações de tônus ou sinais neurológicos focais.     Considerando exclusivamente os instrumentos normativos de vigilância do desenvolvimento baseados em evidência, utilizados para definição de marcos motores populacionais, qual é a interpretação correta desse achado? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas
Q3995148 Medicina
    O Sr. RMF de 61 anos, internado por insuficiência cardíaca descompensada, apresenta dessaturações noturnas recorrentes, sonolência excessiva diurna e episódios de pausas respiratórias observadas pela enfermagem durante o sono. Não há uso de opioides nem sedativos. A polissonografia realizada ainda durante a internação demonstra índice de apneia-hipopneia elevado, com predomínio de eventos obstrutivos e ausência de hipercapnia. A equipe discute a estratégia inicial de manejo respiratório hospitalar, considerando exclusivamente a diretriz da American Academy of Sleep Medicine para pacientes adultos hospitalizados. Segundo a diretriz, qual conduta é correta neste cenário? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas
Q3995147 Medicina
    A Sra. ASF de 74 anos apresenta declínio cognitivo progressivo há três anos, inicialmente com prejuízo de memória episódica, evoluindo para dificuldades em atividades instrumentais da vida diária. A avaliação neuropsicológica demonstra comprometimento predominante de memória e funções executivas. A tomografia de crânio não evidencia lesões estruturais significativas. Exames laboratoriais descartam causas metabólicas reversíveis. O diagnóstico clínico de Doença de Alzheimer foi estabelecido conforme critérios do protocolo nacional. Atualmente, a paciente encontra-se em fase moderada da doença, com prejuízo funcional relevante, porém ainda deambula sem auxílio. A equipe discute o tratamento farmacológico mais adequado segundo o Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas do Ministério da Saúde. Segundo o PCDT, qual é a conduta farmacológica corretamente indicada para este estágio clínico? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas
Q3995146 Medicina
    V.M.S., mulher, 52 anos, procura atendimento em unidade de urgência por cefaleia bilateral em pressão, de intensidade moderada, contínua há quatro dias. Nega náuseas, fotofobia ou piora aos esforços. Relata estresse recente e privação de sono. Refere uso frequente de analgésicos comuns, com alívio parcial. O exame neurológico é normal, sem sinais de alarme ou alteração sistêmica. Qual é a conduta correta? Assinalar a melhor alternativa entre as proposições abaixo.
Alternativas
Respostas
701: B
702: D
703: A
704: C
705: A
706: A
707: B
708: A
709: A
710: B
711: A
712: C
713: C
714: A
715: A
716: A
717: B
718: A
719: C
720: A