R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido,...
R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido, é encaminhado ao neuropediatra por dificuldade progressiva para correr, subir escadas e levantar-se do chão. A mãe refere que ele utiliza as mãos sobre as coxas para se apoiar ao ficar em pé. Ao exame físico, observa-se fraqueza muscular proximal de cinturas, pseudohipertrofia de panturrilhas e marcha com base alargada.
Não há história familiar conhecida. Os exames laboratoriais mostram creatina quinase (CK) persistentemente >12.000 U/L.
O pediatra questiona qual deve ser o próximo passo diagnóstico. Qual é a conduta diagnóstica inicial correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Gabarito comentado
Confira o gabarito comentado por um dos nossos professores
Gabarito: B
Fundamento decisivo: Na suspeita clínica típica de distrofia muscular de Duchenne, a confirmação diagnóstica inicial deve ser molecular, por teste do gene DMD; biópsia muscular não é exame inicial obrigatório de rotina quando o fenótipo é clássico.
- Se o quadro for clássico de DMD e houver CK muito elevada, pense primeiro em confirmação molecular do gene DMD.
- Não trate biópsia muscular como exame inicial obrigatório em distrofinopatia típica; ela fica para casos inconclusivos ou especiais.
- ENMG pode mostrar padrão miopático, mas não define a etiologia genética quando a hipótese clínica já é específica.
- Ausência de história familiar não exclui DMD e não muda o passo diagnóstico inicial.
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