R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido,...

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Q3995165 Medicina

    R.L.F., menino de 4 anos e 8 meses, previamente hígido, é encaminhado ao neuropediatra por dificuldade progressiva para correr, subir escadas e levantar-se do chão. A mãe refere que ele utiliza as mãos sobre as coxas para se apoiar ao ficar em pé. Ao exame físico, observa-se fraqueza muscular proximal de cinturas, pseudohipertrofia de panturrilhas e marcha com base alargada.

    Não há história familiar conhecida. Os exames laboratoriais mostram creatina quinase (CK) persistentemente >12.000 U/L.

    O pediatra questiona qual deve ser o próximo passo diagnóstico. Qual é a conduta diagnóstica inicial correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Na suspeita clínica típica de distrofia muscular de Duchenne, a confirmação diagnóstica inicial deve ser molecular, por teste do gene DMD; biópsia muscular não é exame inicial obrigatório de rotina quando o fenótipo é clássico.

Tema central: Diagnóstico inicial da DMD
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a biópsia muscular não deve ser a primeira etapa antes da investigação genética em um quadro típico de DMD. Nessa situação, o exame confirmatório inicial preferido é o molecular.
B
Certa
A alternativa B está correta porque o caso reúne achados clássicos de distrofia muscular de Duchenne — menino pequeno, fraqueza proximal progressiva, sinal de Gowers, pseudohipertrofia de panturrilhas e CK persistentemente muito elevada. Como se trata de uma distrofinopatia causada por variantes patogênicas no gene DMD, a confirmação etiológica inicial deve ser feita por teste genético molecular. A ausência de história familiar não afasta esse diagnóstico.
C
Errada
Está errada porque a eletroneuromiografia pode mostrar padrão miopático, mas não confirma a etiologia específica da distrofinopatia. Em um caso com fenótipo clássico, não é etapa obrigatória antes do teste molecular do gene DMD.
D
Errada
Está errada porque corticoterapia não substitui a confirmação diagnóstica. O caso exige definição etiológica antes de tratamento específico, e não início empírico da terapêutica com postergação da investigação.
Pegadinha da questão
A banca explora a confusão entre exames historicamente usados em miopatias e o fluxo confirmatório atual da DMD: apesar de biópsia muscular e ENMG poderem ter utilidade, no quadro típico o primeiro exame confirmatório é o teste genético do gene DMD. Outra armadilha é achar que a ausência de história familiar reduz de forma importante a suspeita.
Dica para questões semelhantes
  • Se o quadro for clássico de DMD e houver CK muito elevada, pense primeiro em confirmação molecular do gene DMD.
  • Não trate biópsia muscular como exame inicial obrigatório em distrofinopatia típica; ela fica para casos inconclusivos ou especiais.
  • ENMG pode mostrar padrão miopático, mas não define a etiologia genética quando a hipótese clínica já é específica.
  • Ausência de história familiar não exclui DMD e não muda o passo diagnóstico inicial.

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