M.R.S., menino de 6 anos de idade, com diagnóstico prév...

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Q3995156 Medicina
    M.R.S., menino de 6 anos de idade, com diagnóstico prévio de Transtorno do Espectro do Autismo (TEA), nível de suporte moderado, em acompanhamento multiprofissional regular, é trazido à consulta por episódios recentes caracterizados por olhar fixo súbito, interrupção abrupta da atividade, automatismos orais (mastigação) e ausência de resposta a estímulos por cerca de 60 segundos, seguidos de breve período de confusão.     A professora relata ocorrência dos episódios também em sala de aula, sem gatilhos comportamentais evidentes. O exame neurológico interictal é normal. Não há história prévia de epilepsia.     A família questiona se esses eventos podem ser interpretados apenas como manifestações comportamentais do autismo, sem necessidade de investigação neurológica adicional.     Segundo exclusivamente as diretrizes normativas oficiais sobre comorbidades neurológicas no Transtorno do Espectro do Autismo, qual é a conduta correta? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: Segundo a Linha de Cuidado do Ministério da Saúde para TEA e a página oficial “TEA na Atenção Primária à Saúde”, o diagnóstico do TEA é clínico e multiprofissional, instrumentos de rastreio não confirmam diagnóstico e exames complementares não são mandatórios para fechá-lo; no caso, os episódios descritos sugerem comorbidade neurológica e podem exigir investigação adicional, mas isso não torna genética ou neuroimagem obrigatórias para confirmar TEA, o que torna a alternativa B a correta.

Tema central: Diagnóstico clínico do TEA
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque a base oficial não estabelece adiamento do diagnóstico de TEA até os 4 anos por suposta necessidade de “fenótipo estabilizado”. O critério normativo é reconhecimento e avaliação clínica conforme sinais e histórico do desenvolvimento, sem idade fixa de espera.
B
Certa
A alternativa B reproduz a base oficial exigida pela questão: o TEA é confirmado por avaliação clínica estruturada do comportamento e do desenvolvimento, feita por profissional habilitado, com integração da história clínica e observação. A fonte oficial separa rastreio de diagnóstico, deixando claro que instrumentos de triagem servem para identificar risco e não para confirmar TEA. Também define que exames complementares podem ser usados quando houver necessidade clínica, como investigação de comorbidades neurológicas, diagnósticos diferenciais ou etiologia associada, mas não como condição universal para confirmação diagnóstica.
C
Errada
Está errada porque transforma rastreio em etapa obrigatória e múltipla antes do diagnóstico, o que a base não sustenta. Segundo a fonte oficial, instrumentos padronizados de rastreio identificam risco/sinais de alerta, mas não confirmam diagnóstico nem são pré-requisito universal para defini-lo.
D
Errada
Está errada porque impõe exames genéticos e neuroimagem como condição para diagnóstico definitivo de TEA, o que a base exclui. Esses exames podem ser indicados em contextos selecionados, como investigação etiológica, síndrome associada, epilepsia ou outros diagnósticos diferenciais, mas não são mandatórios para confirmar TEA.
Pegadinha da questão
A banca usa uma semiologia sugestiva de crise epiléptica para desviar o foco para a comorbidade neurológica, mas as alternativas cobram a regra normativa do diagnóstico do TEA: a necessidade de investigar o caso não transforma exames complementares em critério confirmatório do TEA.
Dica para questões semelhantes
  • Se a questão exigir resposta segundo norma oficial, separe claramente rastreio de diagnóstico: rastreio detecta risco, não confirma TEA.
  • Exames complementares no TEA devem ser lidos como dirigidos por necessidade clínica, não como exigência universal para fechar diagnóstico.
  • Quando o caso trouxer comorbidade neurológica provável, não confunda necessidade de investigá-la com mudança do critério diagnóstico do TEA.

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