Criança do sexo masculino, nascida com 28 semanas de ida...

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Q3995152 Medicina
    Criança do sexo masculino, nascida com 28 semanas de idade gestacional, peso ao nascer de 1.050 g, evoluiu sem hemorragia intraventricular grave, sem leucomalácia periventricular diagnosticada na fase neonatal e recebeu alta hospitalar em boas condições clínicas. Atualmente, encontra-se com 18 meses de idade corrigida e comparece para seguimento ambulatorial. Apresenta marcha independente, porém com leve instabilidade, vocabulário restrito a poucas palavras isoladas e dificuldades persistentes de atenção e autorregulação comportamental relatadas pelos cuidadores. Não há déficits sensoriais identificados.     O serviço discute se o seguimento especializado pode ser encerrado e a criança encaminhada apenas para acompanhamento em atenção primária.     De acordo exclusivamente com as diretrizes normativas para seguimento de crianças nascidas prematuras, qual é a conduta correta quanto ao acompanhamento do neurodesenvolvimento desse paciente? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: O critério decisivo é o protocolo normativo de seguimento do prematuro de risco: o manual do Ministério da Saúde prevê vigilância estruturada após os 2 anos, com revisões semestrais dos 2 aos 4 anos e avaliação seriada do desenvolvimento. Em uma criança nascida com 28 semanas e 1.050 g, o seguimento não deve ser encerrado aos 18 meses corrigidos, e a alternativa A é a única compatível com esse acompanhamento mínimo.

Tema central: Seguimento do prematuro
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A coincide com a base normativa da questão. O prematuro de muito baixo peso permanece em grupo de risco para alterações tardias de cognição, linguagem, atenção e comportamento, mesmo sem hemorragia intraventricular grave ou leucomalácia periventricular. O protocolo oficial citado na base prevê seguimento estruturado após o 2º ano, com revisões semestrais dos 2 aos 4 anos e vigilância do neurodesenvolvimento, linguagem, cognição e comportamento. No caso, além do risco de base, já há sinais funcionais atuais em linguagem, atenção/autorregulação e motricidade, o que reforça a manutenção do seguimento multiprofissional.
B
Errada
Está errada porque a ausência de lesão estrutural cerebral neonatal não exclui morbidade neurofuncional tardia. A base afirma que prematuros de muito baixo peso podem apresentar dificuldades cognitivas, de linguagem, atenção, função executiva e autorregulação mesmo sem hemorragia intraventricular grave ou leucomalácia. Além disso, o enunciado já descreve vocabulário restrito, dificuldade de atenção/autorregulação e instabilidade motora leve. Portanto, não há fundamento médico nem normativo para encerrar seguimento especializado aos 18 meses corrigidos.
C
Errada
Está errada porque fixa encerramento do acompanhamento aos 2 anos corrigidos independentemente do quadro funcional, o que contraria diretamente a base normativa. O manual do Ministério da Saúde citado prevê revisões semestrais dos 2 aos 4 anos e aplicação de instrumentos de desenvolvimento após o 2º ano. Além disso, a própria criança apresenta sinais clínicos que impedem qualquer alta automática, especialmente em linguagem e comportamento.
D
Errada
Está errada porque restringe o seguimento prolongado apenas aos casos com hemorragia intracraniana grau III ou IV, mas o critério de risco é mais amplo. A base destaca que 28 semanas de idade gestacional e 1.050 g já colocam a criança em alto risco neuroevolutivo, e que déficits funcionais podem ocorrer sem lesão estrutural neonatal maior. Portanto, limitar o seguimento apenas a lesão hemorrágica grave ignora tanto o protocolo aplicável quanto a fisiopatologia das alterações tardias do prematuro.
Pegadinha da questão
A banca explora a falsa equivalência entre ausência de lesão estrutural neonatal ou término da correção etária por volta de 2 anos e possibilidade de alta do seguimento do neurodesenvolvimento.
Dica para questões semelhantes
  • Em prematuro de risco, não use neuroimagem neonatal sem lesão maior como critério de alta do seguimento neuroevolutivo.
  • Não confunda limite de idade corrigida com término obrigatório do acompanhamento do desenvolvimento.
  • Valorize sinais funcionais leves de linguagem, atenção, comportamento e motricidade; eles sustentam manutenção do seguimento mesmo sem déficit sensorial ou paralisia cerebral.
  • Se a questão pedir conduta normativa, procure o que o protocolo oficial estabelece sobre periodicidade e duração do seguimento após os 2 anos.

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