Menino de 11 anos, previamente hígido, apresenta quadro...
Menino de 11 anos, previamente hígido, apresenta quadro subagudo de irritabilidade, declínio cognitivo e crises epilépticas focais nos últimos dias. Evolui com discinesias orofaciais, lentificação do EEG e flutuação do nível de consciência. A ressonância magnética é normal. O líquor revela pleocitose linfocitária e proteína discretamente elevada. Testes infecciosos iniciais são negativos. A equipe suspeita de encefalite autoimune, mas pondera adiar tratamento até confirmação de autoanticorpos.
Qual é a conduta normativa correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Gabarito comentado
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Gabarito: D
Fundamento decisivo: O enunciado descreve quadro subagudo compatível com encefalite autoimune provável: irritabilidade e declínio cognitivo, crises focais, discinesias orofaciais, lentificação do EEG, pleocitose linfocitária no líquor, proteína discretamente elevada, RM normal e investigação infecciosa inicial negativa. Pela BASE DE DECISÃO MÉDICA, esses achados sustentam início precoce de imunoterapia sem aguardar confirmação de autoanticorpos; portanto, a alternativa que corresponde à conduta normativa é a B, embora o gabarito oficial informado seja D.
- Em encefalite autoimune, valorize o conjunto clínico subagudo com crises, alteração comportamental/cognitiva, EEG e líquor compatíveis.
- Não exija autoanticorpos positivos para iniciar tratamento quando a suspeita clínica é forte.
- Ressonância normal não exclui encefalite autoimune.
- Exclusão de infecção deve ser razoável e pragmática, sem atrasar indevidamente a imunoterapia.
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