Menino de 11 anos, previamente hígido, apresenta quadro...

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Q3995164 Medicina

    Menino de 11 anos, previamente hígido, apresenta quadro subagudo de irritabilidade, declínio cognitivo e crises epilépticas focais nos últimos dias. Evolui com discinesias orofaciais, lentificação do EEG e flutuação do nível de consciência. A ressonância magnética é normal. O líquor revela pleocitose linfocitária e proteína discretamente elevada. Testes infecciosos iniciais são negativos. A equipe suspeita de encefalite autoimune, mas pondera adiar tratamento até confirmação de autoanticorpos.

    Qual é a conduta normativa correta nesse cenário? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.

Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: D

Fundamento decisivo: O enunciado descreve quadro subagudo compatível com encefalite autoimune provável: irritabilidade e declínio cognitivo, crises focais, discinesias orofaciais, lentificação do EEG, pleocitose linfocitária no líquor, proteína discretamente elevada, RM normal e investigação infecciosa inicial negativa. Pela BASE DE DECISÃO MÉDICA, esses achados sustentam início precoce de imunoterapia sem aguardar confirmação de autoanticorpos; portanto, a alternativa que corresponde à conduta normativa é a B, embora o gabarito oficial informado seja D.

Tema central: Encefalite autoimune
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque recomenda retardar o tratamento até confirmação sorológica e exclusão completa de infecção. A base afirma que a imunoterapia não deve ser adiada enquanto se aguardam os autoanticorpos, e que a exclusão infecciosa deve ser razoável, não completa e definitiva.
B
Certa
A conduta normativa correta é iniciar imunoterapia empírica precocemente quando o quadro é compatível com encefalite autoimune provável, mesmo antes da confirmação de autoanticorpos. Isso é sustentado pelos critérios clínicos contemporâneos e pelas referências da base, que permitem diagnóstico sindrômico com apoio de EEG, líquor e exclusão razoável de causas alternativas, sem necessidade de aguardar sorologia.
C
Errada
Está errada porque exige lesão estrutural na neuroimagem ou regressão funcional grave para indicar imunoterapia. A base registra que a ressonância pode ser normal e que a indicação decorre do conjunto clínico-paraclínico, não da presença obrigatória de alteração estrutural.
D
Errada
Pegadinha da questão
A banca tenta induzir a ideia de que é preciso aguardar autoanticorpos ou alteração de neuroimagem para tratar, quando a conduta normativa é reconhecer o quadro provável e iniciar imunoterapia precocemente.
Dica para questões semelhantes
  • Em encefalite autoimune, valorize o conjunto clínico subagudo com crises, alteração comportamental/cognitiva, EEG e líquor compatíveis.
  • Não exija autoanticorpos positivos para iniciar tratamento quando a suspeita clínica é forte.
  • Ressonância normal não exclui encefalite autoimune.
  • Exclusão de infecção deve ser razoável e pragmática, sem atrasar indevidamente a imunoterapia.

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