M.C.F., criança do sexo feminino, com 2 anos e 4 meses ...

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Q3995158 Medicina
    M.C.F., criança do sexo feminino, com 2 anos e 4 meses de idade, nascida prematura extrema (27 semanas), apresenta atraso motor persistente desde o primeiro ano de vida. Mantém controle cervical adequado, senta com apoio, mas não deambula, apresenta hipertonia espástica predominante em membros inferiores, reflexos osteotendíneos exaltados e padrão de tesoura em tentativa de ortostatismo. Não houve regressão funcional ao longo do acompanhamento. A ressonância magnética evidencia leucomalácia periventricular bilateral.          Durante a consulta, a equipe discute a caracterização diagnóstica formal do quadro e a organização do plano de cuidado.     Segundo, exclusivamente, as Diretrizes de Atenção à Pessoa com Paralisia Cerebral do Ministério da Saúde, qual é a interpretação correta desse caso? Assinalar entre as alternativas abaixo a que melhor responde ao questionamento.
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: A

Fundamento decisivo: Segundo a diretriz do Ministério da Saúde, a paralisia cerebral é um diagnóstico clínico de distúrbio permanente e não progressivo do desenvolvimento do movimento e da postura, geralmente já consolidado por volta dos 24 meses e quase sempre definido entre 2 e 6 anos; no caso, os achados de prematuridade extrema, espasticidade, hiperreflexia, padrão em tesoura e leucomalácia periventricular bilateral são compatíveis com paralisia cerebral espástica bilateral.

Tema central: Diagnóstico da paralisia cerebral
Análise das alternativas
A
Certa
A alternativa A é mantida como correta por imposição do gabarito oficial. Porém, pela diretriz citada no enunciado, não se deve aguardar até 5 anos para confirmar permanência do déficit motor, pois o diagnóstico é clínico e costuma estar definido nessa faixa etária do caso. Assim, há conflito entre o gabarito oficial e a base normativa.
B
Errada
Pela diretriz do Ministério da Saúde, esta é a alternativa que melhor descreve o caso: trata-se de paralisia cerebral espástica bilateral, condição não progressiva, com necessidade de classificação funcional para organizar o cuidado e a reabilitação. Ela fica como incorreta apenas por restrição ao gabarito oficial informado.
C
Errada
Está incorreta porque limitação funcional persistente não exclui paralisia cerebral. O que define o quadro é lesão não progressiva do cérebro em desenvolvimento, e o enunciado traz ausência de regressão funcional, espasticidade e neuroimagem compatíveis com paralisia cerebral.
D
Errada
Está incorreta porque a diretriz estabelece que o diagnóstico de paralisia cerebral é clínico. Exames complementares, incluindo neuroimagem, têm papel no diagnóstico diferencial e na etiologia; estudo genético não é obrigatório para confirmar um quadro típico.
Pegadinha da questão
A banca explorou a confusão entre permanência do transtorno motor e necessidade de esperar anos para fechar o diagnóstico. Pela diretriz, o quadro típico já pode estar definido nessa idade, embora a alternativa A tenha sido mantida como gabarito oficial.
Dica para questões semelhantes
  • Se o quadro mostrar espasticidade, hiperreflexia, ausência de regressão e lesão não progressiva em cérebro em desenvolvimento, pense em paralisia cerebral por critério clínico.
  • Em prematuros com leucomalácia periventricular e predomínio de acometimento em membros inferiores, o padrão favorece paralisia cerebral espástica bilateral.
  • Não trate ausência de marcha ou ganho funcional limitado como prova de doença progressiva; o critério é regressão ou sinais de encefalopatia progressiva.
  • Quando a questão citar a diretriz do Ministério da Saúde, lembre que o diagnóstico costuma estar consolidado por volta dos 24 meses e que a classificação funcional organiza o cuidado.

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