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Um eletricista de 47 anos atua em manutenção de subestações elétricas, atividade classificada como trabalho em altura pela NR-35 (>2m com risco de queda). No exame ocupacional periódico (ASO), refere palpitações ocasionais há 6 meses durante esforços, sem síncope, dispneia ou pré-síncope. PA 134/82 mmHg controlada com enalapril 20 mg/dia. ECG 12 derivações em repouso revela arritmia sinusal isolada (FC 78 bpm), sem alterações ST-T, hipertrofia VE ou blocos de condução. Ausência de epilepsia, vertigem ou medicamentos sedativos e hipotensores adicionais. ECG Holter 24h solicitado complementarmente é normal (carga ventricular ectópica <1%, sem taquiarritmias sustentadas).
A avaliação de aptidão para essa atividade crítica, conforme a NR-35, é:
Um vacinador de 42 anos trabalha no serviço de imunização de hospital público e sofre ferimento puntiforme contaminado com terra e material orgânico no dedo indicador da mão direita durante manuseio de caixa de suprimentos nos arredores do estabelecimento. Ele refere não ter histórico completo de vacinação contra difteria e tétano (dT) e nunca ter recebido reforço nos últimos 10 anos. O ferimento é classificado como de alto risco para tétano (profundo >1 cm, contaminado com solo orgânico, evolução >6 horas). Não há sinais locais de infecção no momento da avaliação; títulos antitetânicos não disponíveis no momento.
A profilaxia antitetânica adequada para esse trabalhador, considerando o contexto ocupacional e o risco do ferimento é:
Uma mulher de 56 anos trabalha há 28 anos como operadora em empresa de extração e processamento de rochas amiantíferas, com exposição crônica a fibras de crisotila (amianto branco), documentada por PPP e medições ambientais históricas (>0,1 fib/cm³). Procura o serviço médico do trabalho com dispneia aos esforços (mMRC 2), tosse seca e perda ponderal discreta de 4 kg em 6 meses. Espirometria volumétrica revela padrão restritivo moderado (CVF 68% VP, CT 72% VP, DLCO 65% VP). RX tórax demonstra placas pleurais bilaterais calcificadas (circunferenciais) e opacidades irregulares parenquimatosas difusas (ILO 1/0 profusidade t/t). TC de alta resolução confirma opacidades irregulares difusas sem imagem em “favos de mel” basal. Ausência de tabagismo e comorbidades autoimunes (IgG antinuclear negativo).
Considerando esse quadro respiratório, o diagnóstico e nexo técnico epidemiológico previdenciário (NTEP), bem como a conduta no que se refere aos benefícios previdenciários são, respectivamente:
Um soldador de 37 anos trabalha há 10 anos em estaleiro naval, realizando solda MIG/TIG em estruturas metálicas, com uso irregular de máscara semifacial PFF2 e relatos de fumos metálicos densos no setor. Apresenta tosse seca noturna e sibilos há 8 meses, com piora progressiva ao final do turno (pico às 16h) e melhora nos fins de semana e férias. Monitoramento domiciliar do PFE por 14 dias mostra variabilidade >25% (média pré-trabalho 450 L/min, pós-trabalho 350 L/min). Espirometria revela obstrução leve (VEF1/CVF 68%), com reversibilidade >15% pós-salbutamol. Dosagem ambiental recente confirma manganês 0,3 mg/m³ (TLV-TWA 0,2 mg/m³ ACGIH). Negativo para atopia (IgE total normal, prick teste negativo).
Diante desse quadro respiratório ocupacional, o diagnóstico e a conduta inicial são:
Um funileiro de 41 anos trabalha em oficina automotiva, realizando lixamento, desengraxe e pintura de veículos, com uso frequente de solventes orgânicos (tolueno, acetona). Refere uso irregular de luvas nitrílicas e hábito de remover tinta das mãos com solvente puro. Há 3 meses apresenta eritema, fissuras e pápulas pruriginosas em palmas e dorso das mãos, com piora ao final da jornada e discreta melhora nos fins de semana. O exame dermatológico mostra eczema de contato; o teste de contato (patch test) com mistura de solventes da oficina é positivo, e a biópsia cutânea revela hiperqueratose epidérmica com infiltrado linfocítico perivascular superficial, compatível com dermatite de contato irritativa crônica. Não há história de atopia prévia.
À luz desse quadro clínico-laboral, são condutas corretas do médico do trabalho, EXCETO:
Um açougueiro de 34 anos trabalha há 6 anos em um abatedouro de aves na linha de evisceração, manipulando carcaças e vísceras. Relata uso irregular de luvas e episódios de respingo de material fecal nas mãos e antebraços. Procura o serviço médico da empresa com diarreia aquosa há 5 dias, dor abdominal tipo cólica e febre baixa. A coprocultura é positiva para Salmonella enteritidis, e ele informa que outros colegas do mesmo setor já relataram sintomas semelhantes nas últimas semanas.
Considerando o contexto ocupacional e a conduta médica adequada, assinale a alternativa CORRETA:
Um pedreiro de 32 anos, empregado formal de uma construtora, deslocava-se em sua motocicleta de sua residência para a obra onde trabalha quando sofreu colisão com outro veículo, a cerca de 3 km do canteiro de obras. Foi atendido em serviço de emergência com trauma cranioencefálico leve (escala de coma de Glasgow = 14), sem sinais focais, recebendo alta hospitalar no mesmo dia, com orientação de afastamento do trabalho por 20 dias. No dia seguinte, procura o médico do trabalho da empresa para orientações.
Em relação à caracterização do agravo e às providências a serem adotadas pelo médico do trabalho, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: um metalúrgico de 26 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere disúria e corrimento uretral purulento há três dias. Nega comorbidades. Ao exame físico, apresenta secreção uretral abundante. O quadro clínico é compatível com uretrite gonocócica não complicada.
Considerando a conduta terapêutica adequada e as recomendações atuais para infecções sexualmente transmissíveis, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: um servente de construção civil, 69 anos, acompanhado na Estratégia Saúde da Família (ESF), apresenta histórico recente de fratura de colo de fêmur após queda da própria altura. Densitometria óssea (DEXA) revela T-score de –3,2. Mantém atividade laboral com esforço físico e risco de quedas no canteiro de obras.
Considerando a abordagem clínica e as medidas de prevenção secundária em saúde do trabalhador, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: um operador de fábrica, 42 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere dor epigástrica, plenitude pós-prandial e pirose há 6 meses. Trabalha em regime de turnos alternados, incluindo período noturno, com sono irregular. Exames laboratoriais sem alterações e ausência de sinais de alarme, sendo diagnosticado com dispepsia funcional.
Considerando a abordagem clínica e os fatores ocupacionais envolvidos, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Caso clínico: um professor de 35 anos, atendido na Estratégia Saúde da Família (ESF), refere rinorreia, obstrução nasal e espirros frequentes durante o período letivo, com melhora parcial em férias escolares. Relata exposição contínua à poeira em sala de aula. Teste cutâneo de hipersensibilidade (prick test) positivo para poeira domiciliar.
Considerando a investigação de nexo ocupacional e as medidas de manejo em saúde do trabalhador, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: Um agricultor de 45 anos, acompanhado pela Estratégia Saúde da Família (ESF), apresenta queixa de fadiga e tonturas. Exames laboratoriais evidenciam hemoglobina de 9,2 g/dL e VCM de 64 fL. Relata exposição ocupacional crônica a agrotóxicos, incluindo organofosforados, sem uso regular de equipamentos de proteção individual. Considerando os princípios da vigilância em saúde do trabalhador e da investigação de nexo causal ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico para o caso em questão:
Caso clínico: uma costureira rural, 36 anos, atendida pela Estratégia Saúde da Família (ESF), relata dor, parestesia e diminuição de força em mãos há 8 meses, com piora noturna. Realiza atividade repetitiva diária com máquina de costura manual. A eletroneuromiografia confirma redução da velocidade de condução sensitiva em nervo mediano bilateralmente.
Considerando os princípios da vigilância em saúde do trabalhador e o estabelecimento de nexo causal em LER/DORT, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico do trabalho para o caso em questão.
Caso clínico: um trabalhador ceramista, 45 anos, com 18 anos de atividade no setor de moagem e acabamento de peças cerâmicas, relata tosse crônica e dispneia aos esforços moderados. A espirometria evidencia padrão ventilatório restritivo.
Considerando as medidas de vigilância à saúde, bem como o controle da exposição ocupacional, assinale a alternativa que apresenta a conduta adequada do médico do trabalho para o caso em questão:
Caso clínico: um operador de unidade petroquímica, 59 anos, com histórico de exposição ocupacional ao benzeno por 24 anos, é diagnosticado com Leucemia Mieloide Aguda (LMA). O exame citogenético evidencia alterações cromossômicas compatíveis com agente mielotóxico.
A conduta adequada para esse caso é:
Caso clínico: uma operária de 32 anos, funcionária de uma fábrica têxtil há 6 anos, procura o serviço de saúde ocupacional relatando episódios recorrentes de humilhação pública por parte do supervisor imediato, incluindo críticas depreciativas diante de colegas e ameaças veladas de demissão. Menciona ansiedade, insônia e irritabilidade.
Na avaliação clínica, apresenta escore 18 na Hamilton Anxiety Rating Scale (HAM-A).
Considerando os princípios éticos, a legislação trabalhista e as atribuições do médico do trabalho diante de possível assédio moral, assinale a conduta adequada:
Caso clínico: Um trabalhador de 48 anos, operador de máquinas em indústria metalúrgica há 15 anos, refere dificuldade progressiva para compreender fala em ambientes ruidosos. Relata exposição ocupacional contínua a níveis elevados de ruído, confirmada por avaliações ambientais que demonstram níveis acima dos limites de tolerância estabelecidos na legislação vigente.
A audiometria tonal liminar evidencia perda auditiva neurossensorial bilateral, com entalhe audiométrico nas frequências de 3.000, 4.000 e 6.000 Hz, com recuperação parcial em 8.000 Hz.
Com base nos achados clínicos, ocupacionais e nas diretrizes de vigilância em saúde do trabalhador, assinale a alternativa CORRETA:
Caso clínico: uma trabalhadora de 43 anos, atuando como atendente de call center em empresa de telecomunicações, está exposta à alta demanda emocional, controle rígido de produtividade e pressão contínua por metas. Avaliação psicométrica demonstrou pontuação superior a 28 no Maslach Burnout Inventory.
A conduta adequada para esse caso é:
Caso clínico: um trabalhador de 29 anos, atuando há três anos como montador em uma montadora automotiva, desempenha atividades com movimentos repetitivos, exigência de força manual e ritmo produtivo elevado. Evoluiu com dor lateral em cotovelo, limitação funcional progressiva e redução de desempenho laboral. A avaliação clínica e a ultrassonografia confirmaram epicondilite com sinais inflamatórios, associada à diminuição da força muscular para 3/5 no membro acometido.
De acordo com os princípios de prevenção, manejo clínico e gestão ocupacional das Lesões por Esforços Repetitivos/Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho (LER/DORT), a conduta mais adequada do médico do trabalho é:
Caso clínico: uma trabalhadora de 51 anos, atuando há mais de duas décadas como tecelã em indústria de tecelagem de algodão, encontra-se exposta continuamente a níveis elevados de ruído ocupacional. Em exame audiométrico recente, observa-se perda auditiva neurossensorial bilateral, com limiar médio de 42 dB em 4.000 Hz, configurando entalhe audiométrico (notch) típico, sem história prévia de doença otológica ou exposição extraocupacional relevante.
Com base na integração entre história ocupacional, achados audiométricos e atribuições do médico do trabalho, a conduta adequada é: