Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda: Um funi...
Um funileiro de 41 anos trabalha em oficina automotiva, realizando lixamento, desengraxe e pintura de veículos, com uso frequente de solventes orgânicos (tolueno, acetona). Refere uso irregular de luvas nitrílicas e hábito de remover tinta das mãos com solvente puro. Há 3 meses apresenta eritema, fissuras e pápulas pruriginosas em palmas e dorso das mãos, com piora ao final da jornada e discreta melhora nos fins de semana. O exame dermatológico mostra eczema de contato; o teste de contato (patch test) com mistura de solventes da oficina é positivo, e a biópsia cutânea revela hiperqueratose epidérmica com infiltrado linfocítico perivascular superficial, compatível com dermatite de contato irritativa crônica. Não há história de atopia prévia.
À luz desse quadro clínico-laboral, são condutas corretas do médico do trabalho, EXCETO:
Gabarito comentado
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Gabarito: A
Fundamento decisivo: O ponto decisivo era que dermatite de contato ocupacional não impõe, por si só, afastamento imediato com atestado de 15 dias prorrogáveis; isso depende de avaliação de gravidade, incapacidade funcional e possibilidade de controle da exposição. Como o caso traz nexo ocupacional e medidas de manejo possíveis, mas não demonstra incapacidade laborativa obrigatória nem protocolo com prazo fixo, a alternativa A é a exceção.
- Em dermatose ocupacional, primeiro se decide nexo, gravidade e incapacidade funcional; o afastamento só se impõe quando esses elementos justificam.
- Controle da exposição no trabalho é medida central: eliminar ou substituir o agente, adequar o posto, reforçar EPI e higiene ocupacional.
- Não aceite prazo fixo de afastamento como regra técnica se o caso não trouxer base concreta para incapacidade e para esse tempo específico.
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