Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda: Um sold...

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Ano: 2026 Banca: UFLA Órgão: UFLA Prova: UFLA - 2026 - UFLA - Médico/Medicina do Trabalho |
Q4071657 Segurança e Saúde no Trabalho
Leia o seguinte caso clínico hipotético e responda:
Um soldador de 37 anos trabalha há 10 anos em estaleiro naval, realizando solda MIG/TIG em estruturas metálicas, com uso irregular de máscara semifacial PFF2 e relatos de fumos metálicos densos no setor. Apresenta tosse seca noturna e sibilos há 8 meses, com piora progressiva ao final do turno (pico às 16h) e melhora nos fins de semana e férias. Monitoramento domiciliar do PFE por 14 dias mostra variabilidade >25% (média pré-trabalho 450 L/min, pós-trabalho 350 L/min). Espirometria revela obstrução leve (VEF1/CVF 68%), com reversibilidade >15% pós-salbutamol. Dosagem ambiental recente confirma manganês 0,3 mg/m³ (TLV-TWA 0,2 mg/m³ ACGIH). Negativo para atopia (IgE total normal, prick teste negativo).
Diante desse quadro respiratório ocupacional, o diagnóstico e a conduta inicial são:
Alternativas

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Gabarito: B

Fundamento decisivo: O critério decisivo foi o padrão temporal ocupacional associado à variabilidade do PFE e à reversibilidade espirométrica.

Tema central: Asma ocupacional
Análise das alternativas
A
Errada
Está errada porque classifica o caso como bronquite crônica ocupacional por irritantes, mas o enunciado traz variabilidade ocupacional do PFE e reversibilidade broncodilatadora, achados que apontam mais diretamente para asma ocupacional. O erro está em ignorar o padrão funcional variável e reversível.
B
Certa
A alternativa B é a correta porque é a única que enquadra o caso no diagnóstico que melhor corresponde ao padrão clínico-funcional apresentado: asma ocupacional relacionada a fumos metálicos. O fundamento está na combinação entre nexo temporal com o trabalho, variabilidade seriada do fluxo aéreo no PFE e obstrução reversível na espirometria, que é o critério que diferencia esse quadro das demais hipóteses oferecidas. A ausência de atopia também não afasta asma ocupacional.
C
Errada
Está errada porque pneumonite por hipersensibilidade não é o melhor diagnóstico diante de sibilos, obstrução reversível e variabilidade seriada do PFE relacionada ao trabalho. Além disso, o enunciado não traz dados intersticiais, radiológicos ou funcionais típicos que sustentem essa hipótese, e não há base para corticoterapia sistêmica como conduta inicial.
D
Errada
Está errada porque DPOC precoce não é a melhor leitura do caso quando há reversibilidade >15% pós-broncodilatador e flutuação nítida com piora no trabalho e melhora fora dele. Esses elementos favorecem asma ocupacional como diagnóstico principal, não DPOC.
Pegadinha da questão
A confusão real era tomar a exposição crônica a fumos metálicos e manganês elevado como se isso definisse automaticamente bronquite crônica ou DPOC, desprezando o dado que realmente decide: obstrução variável e reversível com claro padrão temporal ocupacional.
Dica para questões semelhantes
  • Quando houver piora durante a jornada e melhora em fins de semana ou férias, pense primeiro em nexo ocupacional ativo.
  • Variabilidade seriada do PFE e reversibilidade significativa na espirometria favorecem asma ocupacional sobre bronquite crônica e DPOC como melhor diagnóstico.
  • Exposição acima de limite ambiental reforça o nexo com o trabalho, mas não define sozinha qual doença respiratória está presente.
  • Ausência de atopia não exclui asma ocupacional.

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