Questões de Concurso Sobre fisioterapia
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I- Escala de Coma de Glasgow tem como grande inovação a integração da reatividade pupilar. O resultado desta avaliação é chamado de Pontuação de Reatividade Pupilar (P), que é subtraído da pontuação total (ECG).
II- Escala de Coma Glasgow de tem como grande inovação a integração da reatividade pupilar. O resultado desta avaliação é chamado de Pontuação de Reatividade Pupilar (P), que é somado à pontuação total (ECG).
III- Escala de Coma de Glasgow pode ser adaptada para a idade.
IV- Uma mulher de 50 anos, vítima de queda em casa, abre os olhos quando a equipe a chama em voz alta, (E=3), e quando perguntada qual o seu nome, responde de forma confusa: “o café está quente!” (V=4); por fim, não obedece a comandos, mas afasta a mão quando recebe um estímulo no dedo (M=2). Neste caso, indica um comprometimento moderado da consciência.
V- Um homem de 40 anos, vítima de acidente de carro grave. Não abre os olhos, nem ao chamado nem ao estímulo doloroso (E=1). Emite apenas gemidos baixos (V=2). Motor: Apresenta flexão anormal dos braços (decorticação) quando submetido a um estímulo doloroso (M=3). Neste caso, indica um comprometimento moderado da consciência.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Explorar e estimular a plasticidade neural – a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões para compensar a área lesionada.
II- Utilizar a Terapia de Movimento Induzido por Restrição (TMIR), levando a restrição da mão e do braço paréticos (direito) que são restringidos com uma luva ou tipoia, forçando o uso intensivo dos membros saudáveis (esquerdo) por várias horas seguidas.
III- Utilizar Tecnologias de Suporte como Neurofeedback e Realidade Virtual, que fornecem um feedback imediato e gratificante, o que aumenta a liberação de dopamina, um neurotransmissor crucial para a plasticidade sináptica e o aprendizado.
IV- Utilizar o Treinamento Orientado à Tarefa, que não é apenas benéfico ao Sr. Sicrano, é essencial. Ele traduz os ganhos de força e amplitude de movimento em uma recuperação funcional real, restaurando a sua capacidade de interagir com o mundo e viver de forma independente, explorando ao máximo o potencial de plasticidade de seu cérebro.
V- Utilizar padrões e técnicas de irradiação e somação. Os conceitos de irradiação e somação são pilares da Facilitação Neuromuscular Proprioceptiva. A irradiação se refere ao aumento da força de contração muscular que ocorre quando um estímulo (ou vários estímulos) é aplicado de forma repetitiva e rápida, e a somação é um princípio que descreve a propagação de uma resposta neuromuscular de músculos fortes para músculos mais fracos, quando é aplicado um estímulo de resistência máxima.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
I- Garantir troca gasosa adequada, com base na oxigenação, devendo manter níveis adequados de O2 no sangue pelas vias FiO2 e PEEP (Pressão Expiatória Final Positiva), e com base na ventilação, devendo remover CO2 eficientemente pelas vias do volume corrente ou da pressão e da frequência respiratória.
II- Minimizar lesão pulmonar pelo ventilador, realizando ajustes, evitando traumas com volumes correntes que sejam ideais a idade, sexo e condições do diafragma; evitando traumas com pressões com uso de pressão mecânica protetora; evitando traumas ao abrir e fechar alvéolos com PEEP adequada.
III- Adequar o modo ventilatório ao esforço do paciente, escolhendo entre modos controlados, assistidos ou suporte, garantindo sincronia paciente–ventilador, ajustando a sensibilidade (trigger) para evitar disparos inapropriados ou falta de disparo.
IV- Manter parâmetros dentro de limites protetores, utilizando uma estratégia protetora com volume corrente baixo, pressão de platô em valores seguros. Drive Pressórico (ΔP) idealmente em valores seguros.
V- Ajustar PEEP, conforme necessidade para manter alvéolos abertos e melhorar a oxigenação, evitando, assim, o colapso pulmonar, mas sem causar superdistensão. Ajustar também a FiO2 em valores baixos que mantenham a oxigenação adequada; contudo evite a toxicidade por oxigênio.
É CORRETO o que se afirma em:
I- A Restauração da amplitude de movimento (ADM) dentro dos limites funcionais é um critério subjetivo mensurável.
II- Redução significativa da dor, medida por escalas, é um critério objetivo.
III- O paciente relata sentir-se melhor, mais confiante e seguro para realizar suas atividades, tornando-se uma autopercepção de melhora subjetiva.
IV- Retorno às atividades desejadas, quando o paciente relata sucesso no retorno às suas atividades esportivas, laborais, de lazer e sociais sem restrições significativas, é um critério objetivo.
V- Retorno às atividades da vida diária (AVDs) e laborais sem auxílio ou com auxílio mínimo, utilizando escalas apropriadas à análise da capacidade funcional, é um critério objetivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em:
Com base na RESOLUÇÃO COFFITO nº 424/2013, Art. 10, é CORRETO afirmar que:
Paciente do sexo feminino, 51 anos, no 18º dia pós-operatório de mastectomia com linfadenectomia axilar, apresenta queixa de “cordões endurecidos”, visíveis e palpáveis que se estendem da axila até o cotovelo, associados a dor em “fisgada” e limitação da extensão do cotovelo e da flexão do ombro. Os sintomas tiveram início há 5 dias, com piora progressiva.
A fisiopatologia e a conduta fisioterapêutica indicada são, respectivamente,
Paciente do sexo feminino, 44 anos, com leucemia mieloide aguda, foi submetida à transplante de células-tronco hematopoiéticas (TCTH) alogênico há 20 dias. Encontra-se em isolamento protetor devido à imunossupressão, apresenta fadiga intensa, fraqueza muscular global e descondicionamento físico. A equipe de fisioterapia é solicitada para elaborar plano de reabilitação.
Considerando o contexto do pós-transplante de célulastronco hematopoiéticas, a conduta fisioterapêutica indicada é
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com diagnóstico de osteossarcoma de tíbia proximal direita, foi submetido à amputação transfemoral devido à impossibilidade de cirurgia de preservação do membro. No 15º dia pós-operatório, apresenta edema residual no coto, ferida cicatrizada e boa evolução clínica. A equipe planeja o processo de reabilitação visando protetização.
As deformidades articulares que devem ser prevenidas no coto de amputação transfemoral e os recursos fisioterapêuticos indicados são, respectivamente,
Paciente do sexo masculino, 68 anos, com diagnóstico de doença de Parkinson (Hoehn & Yahr estágio 2) há 5 anos, apresenta rigidez muscular em membros superiores e inferiores, tremor de repouso em mãos, bradicinesia e episódios de congelamento da marcha (freezing). Possui também diabetes mellitus tipo 2 com hemoglobina glicada de 8,5% e neuropatia periférica leve em pés.
A conduta fisioterapêutica indicada para esse paciente, considerando as duas condições clínicas, é
Criança do sexo masculino, 18 meses, é levada pelos pais para avaliação fisioterapêutica em Unidade Básica de Saúde (UBS) por orientação da creche que frequenta. Durante a avaliação, o fisioterapeuta identifica atraso no desenvolvimento neuropsicomotor: a criança não deambula de forma independente, não fala palavras com significado e apresenta hipotonia global. O fisioterapeuta sugere encaminhamento para avaliação neuropediátrica, porém os pais discordam, afirmando que a criança é apenas "mais lenta" e que não há necessidade de investigação adicional.
De acordo com o Código de Ética da Fisioterapia, a conduta do profissional é
Paciente do sexo masculino, 50 anos, com diagnóstico de diabetes mellitus tipo 2 há 12 anos, em uso irregular de medicação, apresenta hemoglobina glicada de 9,2%. A avaliação fisioterapêutica revela neuropatia periférica com perda de sensibilidade protetora plantar (monofilamento 10g negativo em múltiplos pontos), diminuição dos reflexos aquileus bilateralmente, marcha com base alargada e histórico de úlcera plantar cicatrizada em hálux direito.
A conduta fisioterapêutica indicada para esse paciente é
Paciente do sexo masculino, 67 anos, com diagnóstico de câncer de pulmão e metástases ósseas em fêmur direito, é avaliado pela equipe de reabilitação. A radiografia evidencia lesão osteolítica acometendo mais de dois terços do córtex ósseo, associado a dor funcional moderada. O escore de Mirels calculado é 10.
Considerando a escala de Mirels para avaliação do risco de fratura patológica, a interpretação do escore e a conduta fisioterapêutica indicada são, respectivamente,
Paciente do sexo feminino, 49 anos, no 10º dia pós-operatório de mastectomia com linfadenectomia axilar à direita, comparece à fisioterapia com queixa de dormência e formigamento na face medial do braço e região axilar direita. Refere sensação de “pele grossa” e desconforto ao toque na região. O exame físico não evidencia alterações motoras no membro superior.
Considerando a topografia dos sintomas e o procedimento cirúrgico realizado, a estrutura nervosa provavelmente acometida é
Criança do sexo masculino, 4 anos, com diagnóstico de distrofia muscular de Duchenne confirmado por biópsia muscular e teste genético, apresenta sinal de Gowers positivo, marcha anserina, pseudo-hipertrofia de panturrilhas e fraqueza muscular proximal progressiva. A avaliação funcional revela encurtamento de flexores de quadril e tendão calcâneo bilateralmente. O fisioterapeuta elabora programa terapêutico incluindo alongamentos e cinesioterapia.
O objetivo da intervenção citada, considerando o caráter progressivo da doença, é
Paciente do sexo feminino, 62 anos, internada em UTI há 10 dias com diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica (PAV), encontra-se sedada (RASS -4), em ventilação mecânica invasiva modo PCV, com FiO2 de 0,5 e PEEP de 10 cmH2O. A ausculta pulmonar revela roncos difusos e estertores grossos em bases. A radiografia de tórax evidencia opacidades em lobos inferiores bilateralmente.
A técnica de higiene brônquica indicada para essa paciente é
Paciente do sexo masculino, 58 anos, com antecedente de infarto agudo do miocárdio há 2 anos e uso de antiagregante plaquetário, sofreu fratura transtrocantérica de fêmur direito após queda e foi submetido a fixação com haste cefalomedular. No segundo dia de pós-operatório, apresenta-se hemodinamicamente estável, com liberação ortopédica para carga parcial.
Considerando o risco aumentado de tromboembolismo venoso e complicações cardiorrespiratórias, a conduta fisioterapêutica indicada é
Paciente do sexo masculino, 65 anos, com câncer de pulmão avançado (estágio IV) com metástases ósseas e hepáticas, está em cuidados paliativos exclusivos. Apresenta dispneia em repouso, dor moderada controlada com opioides, fadiga intensa, caquexia e declínio funcional progressivo (Karnofsky 40%). A família questiona sobre o papel da fisioterapia nessa fase.
Considerando os princípios da fisioterapia em cuidados paliativos oncológicos, a conduta indicada é:
Criança do sexo masculino, 8 anos, com diagnóstico de leucemia linfoblástica aguda em tratamento quimioterápico há 6 meses, é encaminhada para fisioterapia por queixa de dor em membros inferiores, fraqueza muscular e dificuldade para deambular. A avaliação revela redução da força muscular proximal (grau 4), osteopenia identificada por densitometria óssea e neuropatia periférica induzida por quimioterapia nos pés.
Considerando os efeitos adversos do tratamento oncológico pediátrico, a conduta fisioterapêutica indicada é