Leia o caso a seguir. Paciente do sexo masculino, 67 anos, ...

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Q3878568 Fisioterapia
Leia o caso a seguir.

Paciente do sexo masculino, 67 anos, com diagnóstico de câncer de pulmão e metástases ósseas em fêmur direito, é avaliado pela equipe de reabilitação. A radiografia evidencia lesão osteolítica acometendo mais de dois terços do córtex ósseo, associado a dor funcional moderada. O escore de Mirels calculado é 10.

Considerando a escala de Mirels para avaliação do risco de fratura patológica, a interpretação do escore e a conduta fisioterapêutica indicada são, respectivamente,
Alternativas

Gabarito comentado

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Gabarito: C

Fundamento decisivo: Na escala de Mirels, escore maior ou igual a 9 indica alto risco de fratura patológica iminente; neste caso, Mirels 10 em metástase osteolítica de fêmur com acometimento de mais de dois terços do córtex e dor funcional exige proteção do membro e contraindicação de descarga de peso até estabilização adequada.

Tema central: Escala de Mirels
Análise das alternativas
A
Errada
Errada porque Mirels 10 não indica risco baixo, e sim alto risco de fratura patológica. Além disso, liberar marcha independente impõe carga sobre um fêmur com metástase osteolítica extensa e comprometimento cortical importante, o que é inseguro.
B
Errada
Errada porque Mirels 10 não corresponde a risco moderado. Mesmo com dispositivo auxiliar, a descarga parcial de peso ainda transmite força ao fêmur acometido; em lesão osteolítica com comprometimento de mais de dois terços do córtex, essa conduta é inadequada para um cenário de alto risco.
C
Certa
A alternativa C está correta porque interpreta adequadamente o escore de Mirels 10 como alto risco de fratura patológica em osso longo metastático. O caso ainda reforça esse risco com a lesão osteolítica em fêmur, a extensão do comprometimento cortical e a dor funcional. Em um osso de carga com essa fragilidade estrutural, a descarga de peso pode precipitar fratura, de modo que a conduta fisioterapêutica indicada é evitar apoio no membro acometido até estabilização ortopédica/cirúrgica ou definição terapêutica oncológica que permita mobilização segura.
D
Errada
Errada porque o risco não é indeterminado: ele já está definido pelo escore de Mirels igual a 10 e pelos achados radiográficos. Densitometria óssea não define a estabilidade mecânica de uma lesão metastática focal em osso longo.
Pegadinha da questão
A banca explora a tendência de subestimar o risco pela dor ser moderada ou de supor que dispositivo auxiliar e descarga parcial tornam a marcha segura. Aqui, o dado decisivo é Mirels 10 associado à destruição cortical extensa em fêmur.
Dica para questões semelhantes
  • Em metástase de osso longo, Mirels maior ou igual a 9 deve ser lido como alto risco de fratura patológica iminente.
  • Se a lesão é osteolítica, extensa e localizada em osso de carga, a análise funcional precisa priorizar estabilidade mecânica antes da marcha.
  • Não confunda redução de carga com segurança automática: em risco elevado, mesmo descarga parcial pode ser inadequada.
  • Densitometria óssea não substitui a avaliação do risco mecânico local de uma metástase óssea focal.

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